A GRACINHA ENGRAÇADÍSSIMA

Eu costumo comentar por aqui a complexidade da relação dos gêmeos univitelinos, as surpresas e emoções que vivencio como mão desses dois molequinhos.

Pois agora, a menos de 10 dias de completarem 4 anos, desenvolveram uma particularidade um tanto irritante (tô sendo delicadinha aqui, afinal sou a mãe deles…).

É assim: a maior bobagem do mundo torna-se a coisa mais engraçada da face da Terra. Já que é tão engraçado assim, gera ataques de riso, que o fazem segurar os respectivos pipis, numa tentativa de não fazer xixi na calça. Mas, não resolve e o xixi escapa.

Domingo à noite, de dentinhos escovados e pijaminhas limpinhos, acharam uma touca de natação antiga em uma gaveta, colocaram na cabeça, morreram de rir e o Pedro fez xixi no tal pijama cheiroso. Aprendi uma técnica que consiste em não ajudar uma criança dessa idade que deixa o xixi escapar assim a se trocar. Não sei se acho bom, se concordo ou mesmo se funciona, pois a idéia é fazer a criança perceber que dá muito mais trabalho trocar calça, cueca, meia e etc do que correr no banheiro para fazer xixi. Honestamente? Não tem funcionado com esse propósito, mas funciona com outro: o de me permitir alguns minutinhos para me acalmar e depois conseguir conversar como mãe, adulta, responsável e compreensível que eu devo ser.

Então, rolou a palhaçada da touca, um xixi, menino se trocando sozinho, mãe se acalmando, menino com a calça que não ornava com o pijama e uma conversa madura entre uma mãe e um filho.

DEZ MINUTOS DEPOIS, O MESMO PEDRO DEIXOU ESCAPAR OUTRO XIXI. Não me perguntem qual foi a gracinha, só sei que quase mandei o menino tomar um banho de água fria para que eu pudesse me acalmar e conversar decentemente, sabe?

Menino trocado, calça ornando menos ainda, uma mãe calma, calmíssima que senta o menino no colo e faz a pergunta:

- Filho, o que é que está acontecendo? Você acabou de fazer xixi na calça, a gente conversou e tal, porque fez de novo?

A resposta em formato de choro sentido e magoado, com um bico de fazer gosto em papagaio:

- É porque eu não quero crescer! Eu não quero fazer 4 anos, eu quero dar todos os meus brinquedos e ser nenê de novo.

Caras leitoras, acrescentem uma outra alternativa para mim, se for possível:

a)      Volto eu a ser nenê,

b)      Passo o resto da minha vida deitada no divã do melhor psicanalista que puder encontrar ou

c)       é só inferno astral. Em menos de 10 dias, passa.

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O FILHO VOLTOU A FAZER XIXI NA CALÇA???

Verdade seja dita: que mãe nunca experienciou um comportamento regressivo de um filho? E, por comportamento regressivo entendam voltar a fazer alguma coisa que já não fazia mais por maturidade adquirida. Assim, quem nunca ouviu uma mãe dizendo que o filho voltou a usar chupeta, tomar mamadeira, fazer xixi na calça ou chorar ma porta da escola depois de uma linda e bem sucedida adaptação? Situações comuns, principalmente na época da chegada de um irmãozinho ou irmãzinha.

No meu caso, vivi um apego mega master blaster da Manu com a sua imensa coleção de chupetas quando o Joaquim e o Pedro nasceram. Normal, normalíssimo. Nem cheguei a me descabelar, uma vez que a chupeta era uma muleta e um acalma bebê poderoso. Hoje em dia, a chupeta mora no passado, ou melhor, no Pólo Norte, onde habita o bom velhinho de barba branca.

Com os meninos, nada regressivo… até umas semanas atrás.

Posso dizer hoje que tiveram um desfralde rápido e tranquilo, a fralda noturna então, mais fácil ainda, pois foi tirada quando eles já estavam bem condicionadinhos a não fazer mais xixi à noite. Quando dormiam de falda e sentiam vontade de ir ao banheiro, levantavam sozinhos, tiravam a fralda e faziam xixi na privada. Tudo beleza. Até algumas semanas atrás, como eu disse.

Os meus meninos, assim como grande maioria das crianças, têm aquele hábito de não querer de parar o que estão fazendo (leia-se: brincando) para ir ao banheiro e algumas escapadelas e molhadelas de cuequinhas são freqüentes.  O Pedro percebe na hora e corre para o banheiro terminar o serviço. O Joaquim, não. Faz tudo durante a brincadeira e continua brincando, nem se incomoda. O Pedro faz gracinha para o Joaquim, que literalmente molha as calças de tanto rir. Por mais que eu fique em cima, levando ao banheiro como se fosse um recém-desfraldado, não rola e escapa. Tive uma conversa mais séria com  Joaquim, no meio de uma festinha, ocasião em que ele fez xixi na roupa e acabou ficando sujo e molhado mesmo, pois carregar bolsa com troca de roupa para um moleque de quase 4 anos, é para os fracos, ou para as mães que não têm 3 filhos para carregar por aí, bagagem suficiente.

Voltando à conversa, descobri que o menino Pedro tem autorizado o menino Joaquim a fazer xixi na calça!!! Ele percebe que o irmão gêmeo mais velho tá lá se contorcendo de vontade, segurando o pipi e diz:

- Pode fazer, Quiquim!

E assim, ele faz xixi na cueca, na calça, na bermuda, na meia, no tênis, em casa, na festa, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.

Daí, não sei  fico na dúvida sobre o que é pior: o comportamento regressivo ou a autoridade do irmão gêmeo mais novo ser maior do que a da própria mãe.

O que será que me aguarda num futuro próximo?  E num distante?

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