DISNEY: HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

Neste ano, o destino escolhido para as férias dos cinco foi a tão esperada Disney!

Eu poderia falar que foi lindo, maravilhoso, mágico e que as crianças curtiram aos montes – tudo verdade – mas quero fazer algo mais “substancioso”, por assim dizer. Não sou nenhuma especialista em viagens ou turismo, portanto pretendo contar a nossa primeira experiência com as crianças por lá.

Morei na Flórida quando fiz intercâmbio, mais especificamente a 2 horas de distância de Orlando. Por isso, escolher um parque para um bate-e-volta em um sábado ou domingo era comum. Só que eu era adolescente e isso faz muuuuito tempo. O foco agora eram as crianças e seus interesses, o que fez da viagem uma experiência bastante diferente (fora todas as novidades que a Disney trouxe ao longo desses anos, em parques, brinquedos, opções de programas e “modernidades” em geral).

A minha idéia é fazer alguns posts sobre a nossa viagem, assim eu consigo me organizar e não publicar textos excessivamente longos.

Antes de falar de toda a diversão em si, vou focar este post nas nossas primeiras preocupações viajando com crianças: hospedagem e alimentação.

HOSPEDAGEM: pensamos em escolher um dos hotéis de todo o enorme complexo Disney, pelas facilidades de transporte, desconto nos estacionamentos dos parques e pela possibilidade de encontrar os personagens a todo instante. Porém, algumas pessoas que se hospedaram nesses hotéis (acredito que isso vale para os hotéis maiores, confere, produção?) comentaram que havia sempre tumulto e certa “muvuca”  – FILAS!!! – para o que seriam as vantagens (transporte e encontros com os personagens). Como de filas já bastam as dos brinquedos, optamos por fugir disso, além, é claro, de os hotéis Disney serem mais caros.

Resolvemos nos hospedar novamente no hotel em que ficamos há 10 anos, hotel no estilo “casinha”, que é o que mais se adequa ao perfil da nossa família. Assim, o nosso quarto, ou casinha, eram 2 suítes, sala e cozinha integrados e super bem equipados. Tudo muito espaçoso e confortável. A diária do hotel incluía café da manhã, de que usufruímos apenas  no primeiro dia. Nos outros, tomávamos café no quarto mesmo, com as comidinhas e bebidinhas da nossa preferência comprados em um Walgreens na esquina do hotel. Foi uma super vantagem, pois ganhávamos tempo na hora de tomar banho e ficarmos prontos para enfrentar os parques. A vantagem da casinha também serviu para algumas noites após um dia inteiro no parque e o extremo cansaço de sair para jantar. Da mesma forma, fizemos comprinhas para o jantar e jantávamos juntos, bem exaustos e de pijamas! O hotel ficava no Lake Buena Vista, super bem localizado, muito próximo de todos os parques da Disney e com uma tarifa excelente! Para quem se interessar, é o Staybridge Suites Lake Buena Vista.

ALIMENTAÇÃO: humm… aqui tenho algumas considerações e críticas. Sou junkie por natureza. Adoro fast food, comidinhas que vêm em pacotinhos e tremo de abstinência se fico sem doce ou fritura. Porém, nunca quis essa vida para os meus filhos e acredito que melhorei muito a minha alimentação em nome da alimentação saudável que penso em oferecer a eles. Mas não sou xiita e libero os “proibidos” aos finais de semanas e em férias como essa, em que as opções saudáveis eram poucas.

Passar 10 dias a base de hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese” poderia ser o paraíso para mim, mas não foi. Tenho certeza de que a preocupação com o que as crianças estavam comendo foi o que mais me atormentou. Entendi que se você quer comer rápido, para não perder tempo nos parques, e barato, para não estourar o budget de viagem, acaba optando pelo quick service que todos os parques oferecem e daí as opções são as mesmas: hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese”. Como já disse, sou junkie, curto fast food, mas acabei enjoando e testamos os conhecidos all-you-can-eat-buffets. Foram dois: Crystal Palace no Magic Kingdom e Dine with Shamu no Sea World. Essa opção trata daqueles self services com milhares de opções de comidas em que você paga por pessoa e come à vontade. Conclusão: juro que prefiro o quick service ao buffet. Achei a comida muito ruim em ambos os lugares (sou meio chata com comida, é verdade!).

Então, a alternativa seguinte era fugir dos quick service, dos all-you-can-eat-buffet e partir para o full service, que nada mais é do que um restaurante comum, em que você se senta em uma mesa, recebe o menu, escolhe, come com calma, com tempo, dá uma pausa na programação intensiva do parque e até toma um café no final. Esse foi o esquema que mais serviu para a gente. As desvantagens, no entanto, são que esse tipo de refeição custa mais caro e consome mais tempo de diversão no parque. Ainda assim, foi o nosso esquema preferido e escolhido. Porém, há uma dificuldade que não existia há alguns anos: conseguir uma mesa em um desses restaurantes sem reserva. Praticamente impossível. Ou você faz reserva, ou fica um tempão na espera e perde mais tempo ainda. Então, todas as noites, após termos definido qual parque visitaríamos no dia seguinte, eu entrava nos sites e fazia a reserva. Os restaurantes de todos os parques da Disney podem ser reservados através do site (seção “Where to eat”) e, assim também, os da Universal e Islands of Adventure (aqui). Mas, atenção, os restaurantes mais disputados e que contam com a presença dos personagens exigem até meses para conseguir reservar. Tendo dito isso, faço uma pequena listinha para vocês dos restaurantes full service com comidinha alternativa:

Coral Reef: fica no Epcot Center e tem um visual bem bacana. O restaurante é cercado de aquários com uma imensa quantidade de peixes. Eles oferecem um livrinho para as crianças identificarem todas as espécies que encontram. O menu conta com pratos tradicionais da cozinha americana, mas também com peixes e frutos do mar. Escolhemos um macarrão com lagosta muito gostoso!

50´s Prime Time Café: fica no Hollywood Studios e é um restaurante temático dos anos 50 que imita as casas da época. É divertido e interessante, pois é como se você estivesse comendo na casa de uma família americana. Os garçons ditam as “regras” do restaurante assim que você se senta: nada de colocar os cotovelos na mesa, nada de chorar, brigar ou discutir à mesa e você deve comer todos os seus legumes. A comida oferecida é o tal do “confort food”, uma culinária caseira e americana, nada de hambúrguer ou batata frita, coisa que eles avisam logo na entrada!

Mama Melrose´s: restaurante “italiano” do Hollywood Studios. Aspas no italiano, gente, isso mesmo. Molho de tomate com gosto de enlatado, não aprovo e não recomendo. O pão quentinho do couvert valeu e o cafezinho expresso depois também. Só isso.

Yak & Yeti: localizado no Animal Kingdom, trata-se de outro restaurante temático, de culinária asiática. Comemos um atum selado como entrada e estava uma delícia! A cheesecake com calda de manga e morango é obrigatória na hora da sobremesa.

Thunder Falls Terrace: restaurante do tipo quick service do Islands of Adventure, não fizemos reserva e foi uma imensa surpresa. É tipo um “bandejão”, preço bem em conta e oferece frango assado,milho cozido, até arroz e feijão! Também tem hambúrguer e batata frita, mas fugimos disso, obviamente. E não nos arrependemos. Comidinha delícia, criancinhas adoraram e aprovaram!

Finnegan´s Bar and Grill: é um pub irlandês localizado na Universal Studios. O pãozinho do couvert com manteiga de maçã já é uma delícia e o menu kids oferece peixinho grelhado (não era frito, yay!!) com legumes também grelhados. Não sobrou nenhum brócolis para contar a história, acho que as crianças também estavam sentindo falta de uma comidinha menos junkie…

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A maioria dos menu kids, em todos os tipos de restaurantes, oferece cenourinhas como salada e maçã cortadinha como sobremesa. Isso é um ponto positivo e fizemos questão de que as crianças comessem sempre. Dava um certo alívio por pensar que eles estavam ingerindo alguma coisa saudável e nutritiva.

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Pesquisei um pouco sobre o Dining Plan, amplamente utilizado por lá, mas achei que seria um tanto restritivo, por isso não fizemos (apesar de representar uma boa economia com as despesas de alimentação). Até agora não sei como funciona na prática, mas não me pareceu restritivo, visto que todos os restaurantes participam desse programa de alimentação. Caso alguém saiba e tenha utilizado, me conta nos comentários, por favor?

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Além de chata e exigente com comida, também sou bem crítica com os fenômenos que observo por aí e dizer que a alimentação dos americanos é de péssima qualidade não é novidade nenhuma. (Estou falando de maneira generalizada apenas para a fluidez do post, mas sei que existem exceções, ok?!).

Chega a ser assustador você precisar se esforçar tanto para encontrar uma refeição minimamente saudável, ou livre de frituras all over. Chegamos ao absurdo de entrar em um quick service que SÓ servia cheeseburguer COM bacon. Não existia a opção de pedir sem. (Oi??)

Esse tipo de comida é extremamente barato e oferecido em quantidades absurdas nos restaurantes e supermercados. Me assustei também com o tamanho da seção de congelados e industrializados, inversamente proporcional à seção de frutas e legumes. As porções são todas exageradas, assim como os refil dos refrigerantes. (Isso tudo vindo de uma blogueira junkie e fã de fast food deveria oferecer o verdadeiro tamanho da situação para seus leitores…).

O pior, na minha opinião e interpretação, é observar o resultado disso tudo na pequena parte da população que eu “acompanhei” durante 10 dias. Fiquei impressionada com a beleza e fofura dos bebês e crianças americanas! Parecem todos saídos dos filmes e das propagandas da Johnson´s. Porém, eles crescem, entram na adolescência e o efeito dos péssimos hábitos alimentares e do estilo de vida parece já começar a dar sinais.

A quantidade de pessoas obesas e acima do peso é gritante. A pele, especialmente, demonstra com clareza que ninguém ali ingeriu brócolis em quantidade suficiente. E quando falo de estilo de vida me refiro a um país que não conta com calçadas em suas ruas. Não se faz nada a pé. Ninguém anda para nada. Tudo é feito de carro.

Falando em carro, vamos falar dos carrinhos das crianças. São muitos, muitos e muitos, de todos os tipos, cores e tamanhos. E quase se equiparam à quantidade de cadeiras de roda e motos elétricas encontradas nos parques (Manu até perguntou porque tinha tanta gente de cadeira de rodas na Disney…). Porém, não há doentes ou deficientes que justifiquem a sua imensa quantidade. A justificativa vem de uma população impossibilitada de andar por conta do sobrepeso, da obesidade! É uma sociedade que prefere investir em meios de transportes elétricos e individuais para distâncias respectivamente curtas ao invés de investir na alimentação saudável e na prática de exercícios físicos. Nesse sentido, da noção mais básica da saúde, os EUA estão na Era Jurássica. E, infelizmente, não me refiro à Era Jurássica fake dos parques temáticos…

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FIM DE SEMANA EM BUENOS AIRES

Tivemos a deliciosa oportunidade de passar o último fim de semana em Buenos Aires com uma boa parte da família: éramos 7 adultos e 4 crianças.

Buenos Aires é lindo, Buenos Aires é pertinho, em Buenos Aires eles falam uma língua através da qual eu quase consigo me comunicar, em Buenos Aires anda-se a pé e, bem, não vou me prolongar na questão da comilança.

Eu não sou nenhuma expert em viagens, esse não é o grande foco do meu blog, mas gostaria de compartilhar erros e acertos na questão “viajando com filhos”, principalmente por tratar-se da primeira viagem internacional (de avião!!) deles.

Detalhes:

1) Embarcamos na sexta-feira às 8:30h da manhã (nem queiram calcular o horário que o meu despertador tocou…) e voltamos no domingo à noite. Acho que ainda estamos todos cansados e ressacados, mas pelo menos não tinha fuso horário!

Será que o Joaquim voltou muito cansado?

2) Já estive em Buenos Aires algumas vezes, portanto priorizei a primeira vez das crianças por lá. Todos os programas e passeios visavam os interesses deles. (E eram muitas opções para tão pouco tempo, uma pena!).

4) Entendi que não se trata de uma viagem com bebês e sim com crianças, portanto as preocupações são bem diferentes. É mais light e, ao mesmo tempo, não é. Um dado importante foi da decisão de não levar carrinho, coisa que eu não uso há séculos, mas ainda tenho guardado, justamente para uma ocasião como essa de aeroporto, passeios e longas caminhadas. Achamos que seria um trambolho a mais, então fizemos as crianças gastarem ao máximo as solas dos sapatinhos. Sucesso absoluto, sem reclamações, canseiras ou pedidos por colo. Mas acabamos percorrendo as distâncias maiores de táxi, o que era tranquilo e barato.

5) Ansiedade é uma coisa que rola nos genes da nossa família: Pedro teve febre uma semana antes da viagem, até a hora em que pisou no avião pela primeira vez.

ERROS E ACERTOS

Acertei: na visita à pediatra antes da viagem. Na verdade, agendei a consulta por conta da febre persistente do Pedro e da ausência de quaisquer outros sintomas. Achei prudente levá-lo para ser examinado e poder viajar tranquila. A grande ajuda foi que a pediatra me orientou direitinho sobre quais medicamentos levar. Fizemos uma listinha do que levar na mala de mão e do que despachar. Viajei calma e em paz, continuo com a farmacinha pronta e em ordem, já que não precisei nem de rinosoro. (Melhor assim!)

Errei: em fazer calendário com a contagem dos dias até a data da viagem. Tenho certeza de que isso “aguçou” a ansiedade das crianças, especialmente do meu febrildinho.

Acertei: em acompanhar, com uns 10 dias de antecedência, a previsão do tempo em Buenos Aires para o período em que estaríamos lá. A previsão era de temperaturas baixas e chuva para o fim de semana, o que fez com que eu levasse casacos, capas de chuva e galochas para a família toda. Ok, mega trambolho, mas é melhor se prevenir para essas situações, afinal criança de regata e sandália na chuva e no frio não é legal…

Fofos de galocha

Errou: a previsão de tempo. Só uma chuvinha e um friozico que não prejudicaram nada e nem ninguém no domingo.

Acertei: em levar uma mala grande para os meus 3 filhos e uma média para mim e para o Maridinho. Foi a conta certa!

Errei: em fazer mochilinhas cheias de surpresinhas (gibis, livrinhos de pintar, figurinhas, joguinhos e etc) para cada uma das crianças brincar e se distrair durante o vôo. Eles não deram a mínima, pois estavam muito mais entusiasmados com as novidades do avião e não colaboraram muito na hora de carregar as mochilas. Ou seja, sobrou pra gente!

Os malinhas ou as mochilinhas??

Acertei: ter e usar as mochilas cheias de surpresas nos raros momentos em que ficamos no hotel. Foi uma santa ajuda!

Errei: em carregar itens de higiene infantis que representam um peso extra, como shampoo, sabonete, condicionador e até hidratante. Na idade em que estão – 4 e 5 anos – não vejo problema em usar os produtos oferecidos pelo hotel.

Acertei: na escolha do hotel e do quarto. Pegamos uma quarto duplo, conjugado, em um hotel grande, de rede, com super infra-estrutura e muito bem localizado, o que proporcionou saídas à pé, passeios, almoço e jantar por perto.

Entre todas essas cositas, o saldo é mais do que positivo, até porque tivemos excelentes surpresas:

- visita ao Jardim Japonês (www.jardinjapones.org.ar): passeio rápido, ao ar livre, muito, muito legal e divertido! Os meus filhos curtiram bastante e dizem ter sido a parte preferida da viagem. Você precisa pagar para entrar e passeia por um jardim japonês super bonito e bem cuidado. Há um restaurante, uma exposição de bonsais, mas o legal mesmo foi comprar a ração específica e alimentar os peixes do jardim. São milhares de carpas enormes, há um grande lago e várias pontes para atravessar, super recomendo!

- visita ao Malba (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires – www.malba.org.ar): museus são sempre lugares bacanas para levar as crianças, porém podem ser cansativos. O Malba não é tãããooo grande, mas pode cansar. Ainda assim, apostamos que seria interessante por conta das próprias instalações e modernices. A grande surpresa foi que o acervo permanente, que inclui o Abaporu da Tarsila do Amaral, estava fechado, pois estava tendo uma outra exposição: Beatriz Milhazes! Por um lado, foi uma pena, mas nós adoramos e as crianças também amaram, pois as obras são super coloridas, lúdicas, cheias de flores, círculos, valeu a pena!

Quem não pode ter uma tela, se contenta com o livro…

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Ah, e o maior acerto de todos: não experimentar sobremesas novas e insistir sempre nas panquecas de dulce de leche. Escolha infalível, altamente recomendável!!!

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(Não vá a Buenos Aires sem visitar o blog Buenos Aires para Niños e sem ler todas as dicas do guia “Buenos Aires com Crianças” da Fernanda Paraguassu.)

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