Uma das delícias de ter mais de um filho é reviver as fases fofinhas. Claro que as ruins também acabam sendo revividas, é inevitável, mas nessas horas, da segunda vez da fase ruim, a gente tem que mentalizar o fato de não ser mais mãe de primeira viagem e ter certeza de que vai superar as dificuldades com mais maturidade e sabedoria, certo???
Pois, com gêmeos não é nada disso, é tudo junto! A fofura e as gracinhas vêm em dobro!! Assim como as dificuldades… E quando eu digo dificuldade é dificuldade mesmo. Em dobro?? Sim, tudo dobrado! Tudo junto? Sim, quase simbiótico. Lembrando que o Joaquim e o Pedro nasceram exatamente no mesmo minuto, não poderia ser diferente mesmo.
Por exemplo: eles fazem cocô na mesma hora! Não é brincadeira e nem piada, é fato. Agora, resolveram regredir no desfralde e fazem xixi na calça diariamente, às vezes mais de uma vez. Os dois, é claro.
Mas o que mais me surpreendeu foi que entramos de verdade na fase dos pesadelos. Teve uma noite na semana passada em que o Joaquim acordou aos prantos e corri lá:
- Mamãe, eu tava sonhando com um pesadelo! Quero ir dormir na sua cama!!
E foi, óbvio. No meio da nossa caminhada meio dormindo e meio acordada pelo corredor, eu perguntei o que tinha no pesadelo e ele me respondeu que as suas mãos estavam cheias de sapos.
Dormimos todos juntos, Maridinho, eu e Joaquim no meinho. Mas não durante a noite toda. Acho que uma hora depois, acorda o Pedro também:
- Mamãe, eu tive um pesadelo, preciso ir dormir na sua cama!
E daí, como faz? Pedi para ele esperar um pouco, carreguei o Joaquim capotado de volta para a sua cama e levei o Pedro, era a vez dele, afinal. Novamente, no meio da travessia do corredor, perguntei sobre o pesadelo e descobri:
- Mamãe, tinha um sapo mordendo o meu joelho!
Viram? Cocô, regressão e pesadelos tudojuntomisturadoaomesmotempoagora!
Mas a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro.
(Dá licença? Tô mentalizando!).
Era uma vez uma menina toda cheia dos pesadelos. Era uma vez uma mãe toda cheia de sono e cansaço. A menina acordou lá pelas 3 da manhã, meio chorosa por conta de um pesadelo e a mãe foi lá acudir a criança.
- Mamãe, eu tive um pesadelo, dorme aqui comigo?
A mãe não estava cansada, ela estava exausta e cama compartilhada era a pior idéia para aquela noite.
- Filha, eu sei, você se assustou, mas agora já acordou e passou, pode voltar a dormir que o pesadelo não vai mais te incomodar.
- Eu já tentei voltar a dormir, mas eu fecho os olhos e o pesadelo volta…
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Juro que nem sei como cheguei na conversa que seguirá no post. Eu era um zumbi ambulante com o cérebro desligado, mas, modéstia à parte, fui genial na estratégia de fazer a menina voltar a dormir sozinha na própria cama:
- Filha, lembra do livro “Sonhos Incríveis”? Então, quando o macaquinho está tendo um pesadelo, ele pensa com todas as forças do mundo em uma coisa boa para pensar e consegue! O pesadelo vai embora e o sonho bom aparece! Pode tentar e vo
cê vai ver.
Ainda pouco convencida:
- E como é que você sabe disso, Mamãe?
Respondi na lata, zumbi sem cérebro que não sou:
- Pelo poder do cérebro, lembra do seu livro novo do Corpo Humano?
Rá! A menina voltou a dormir sozinha e na própria cama.
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Captaram um outro lado da importância de ler para os filhos?
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Caso interesse, os livros que eu citei são esses das imagens do post. O do corpo humano é realmente incrível e fascinante, cheio de informações úteis e ao alcance dos pequenos.
O do Paul Frank veio da biblioteca da escola dos meninos. Achei que seria bobinho, mas me surpreendeu, principalmente pela qualidade das ilustrações.
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