Canja de galinha não faz mal a ninguém

Nessa segunda-feira, o grande dia da volta às aulas (a mãe que não comemorou que atire a primeira pedra!), o despertador tocou e eu xinguei feio. Afinal, tinha motivos: o barulhinho irritante interrompeu um sonho incrível em que eu estava entregue aos cuidados e mimos de um cabeleireiro caro, fresco e high tech (interpretações são desnecessárias aqui).

Ju-ro que não estou me queixando das férias, não. A verdade é que os últimos meses por aqui foram meio atribulados. Aliás, gostaria de saber quando é que a vida de uma mãe não é atribulada. Acampamento? Internato? Intercâmbio?

Enfim, começou no feriado de primeiro de Maio e não deu sossego até quase agora. Apostei nas férias, em um lugar com ar puro, comidinha mais fresquinha e natural, mas… nada!!! As crianças engataram uma doença na outra… desde Maio!

A indústria farmacêutica tá felizona comigo, foram litros de anti-térmico, anti-alérgico, remédios para o nariz, para enjôo, pomadas mil e até antibiótico. Eu chego na farmácia da esquina, onde sou cliente VIP, e recebo olhares de pena dos funcionários. Eles já devem saber os dados dos meus filhos de cabeça: nome, idade e peso para preencher as receitas médicas mais hardcore. O próximo passo é vender antibiótico sem receita e sem desconfiança, afinal sou uma mãe de 3 filhos que compartilham vírus e bactérias non-stop!

Já culpei a vacina da gripe e a sua não confirmada cientificamente reação. Já investi em fitoterápicos. Assim como em vitaminas. Agora vou apelar para o Papa Francisco, que ele sim é bom milagres!!

Tem gente que acha que o inverno deixa as pessoas mais elegantes. Eu discordo. Acho de uma deselegância sem tamanho ficar em ambientes fechados, com temperaturas baixíssimas, compartilhando doença. Como é que a gente cumpre aquela famosa recomendação dos ambientes arejados???

Como se não bastasse tudo isso, perdi toda a minha dignidade tirando carrapato da família inteira após um passeio a cavalo em um hotel fazenda. Família inteira, gente! Arrancando carrapato de lugares impublicáveis nesse blog de família. Se escapava um, ele já saía botando ovo e se multiplicando. Entendi na pele o conceito de praga. E de filho criado nos moldes urbanos:

- Olha, Mamãe, achei um tatu-bola no tapete da nossa sala!

- Larga isso, Joaquim, é um carrapato gigante!

Enquanto um confunde tatu-bola com carrapato, tem um outro que me avisa quando está com febre.

- Mamãe, a minha testa tá quente.

Termômetro velho de guerra apitou nos 38 graus. Obrigada pela ajuda, Pedro.

E assim foi. Ou tem sido? Não passei um dia sem dar um beijinho disfarçado na testa dos meus filhos a fim de conferir a temperatura deles para então confirmar com o termômetro que, aliás, é um sobrevivente dessa época sombria. Aguentou firme, forte e trabalhou mais do que a minha máquina de lavar roupa!

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Mas e com vocês, tudo bem?

Um segundo semestre cheio de saúde para todos nós!

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PRIORIDADES

Eu costumo dizer que não é complicado desfraldar filho. Difícil mesmo é não REFRALDAR. Além dessa conclusão pessoal, acrescento que os filhos podem desfraldar, refraldar, desfraldar novamente, fralda do dia, da noite e, ainda assim, não aprendem a dar a descarga. Eles aprendem a fazer as devidas necessidades na privada, até lavam as mãos, mas o negócio todo permanece lá na privada. Meninos e meninas. Não sei se é uma pegada eco-sustentável, planejamento financeiro/economia doméstica, mas sei que, TODOS OS DIAS, lá pela hora do almoço, ando pela minha casa, passo por todos os banheiros e todas as privadas estão amarelinhas, falando no modo otimista. Já conversei taaaanto sobre isso, ameacei não dar a sobremesa para quem não der descarga, mas assim é que tem sido.

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No final do ano passado, eu já preocupada com um assunto dos meninos, fui chamada na escola para uma reunião “extraordinária” e descobri que não estava enlouquecendo à toa: o mesmo problema que me preocupava, preocupava também a atenciosa professora. A questão tratava da fala dos meninos. Eles cometem algumas trocas quando se expressam, tudo natural, comum e até esperado para a idade deles. Porém, quando não são compreendidos e alguém pergunta “o que você falou?”, eles se inibem, travam e não falam mais.

Era caso de indicação de terapia com uma fono, não pela idade, mas por essa questão de comunicação, do social e tal. Eu queria – a qualquer custo! – que o Joaquim e o Pedro iniciassem as sessões com a fono em dezembro, o que me rendeu o apelido de “louca-exagerada-neurótica-maluca”, afinal de que adianta fazer umas duas sessões de fono em dezembro, daí vem as férias e tudo o que foi trabalhado é perdido ou esquecido? Fiquei sem dormir, insisti horrores, convenci a todos de que o caso era gravíssimo e que precisava de intervenção imediatamente.

Os meninos não falavam a letra “L”. BOLA era BÓIA, MANUELA era MANUEIA, LÁPIS era IÁPIS e assim por diante.

Venci a batalha e agendei as sessões com a fono em dezembro mesmo, exatas duas sessões. Na primeira delas, exatos 45 minutos depois, eles aprenderam a falar o “L”. BOLA é BOLA, MANUELA é MANUELA, LÁPIS é LÁPIS  e não houve tempo de férias suficientes para “estragar” o trabalho da fono.

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Quarenta e cinco minutos para aprender a falar. Dois anos e não aprenderam a dar descarga.

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O BALANÇO DAS FÉRIAS

Acho que as férias começaram de verdade após uma conversa comum com um tio-avô das crianças. Ele me disse que “criança muda de patamar nas férias” e eu tomei aquela frase como uma verdade absoluta.

Mãe de três e ansiosa que sou, observei durante todos os dias desses dois meses de férias se houve alguma mudança de patamar. Mais ainda,  o que haveria lá em cima desse novo patamar?

O novo patamar da Manu é bastante explícito: a mocinha aprendeu a nadar! Criou coragem, adquiriu segurança, bate os bracinhos e as perninhas sem parar atravessando a piscina inteira! Grande conquista, que me emociona a cada braçada, mas tem um aspecto interessante aí. Sabe, faz tempo que me dedico às aulas de natação das crianças, duas vezes por semana. Faz mochila, acorda cedo, arruma todo mundo, leva, assiste à aula, torce, incentiva, tira da piscina, dá banho, troca, arruma, seca o cabelo, penteia… E, apesar de todos os meus esforços, Manuela morria de medo, ficava agarrada ao pescoço da professora e não se soltava ou se arriscava por nada. Bastou o Maridinho se dedicar intensiva e integralmente às aulas de natação na piscina ao longo  das férias e, surpresa!!! A menina aprendeu a nada em poucos dias! Enfim, fecha parênteses, assunto para outro post.

Voltando aos patamares, fiquei caçando os dos meninos. A verdade é que não aconteceu nada grandioso como aprender a nadar, entendem?! Estaria a minha verdade absoluta fracassando? Foi na última noite da nossa viagem, quinze dias na praia, só nós cinco, em que eu deitei a cabeça no travesseiro e comecei a retomar tudo o que fizemos durante esses deliciosos dias. Caramba, quantos patamares! Como foi que eu os perdi e não os identifiquei antes? Ou na hora em que aconteceram? Nem consegui registrá-los  em foto ou vídeo…

As férias nos proporcionaram dias sem pressa, rotina, compromissos e nem mesmo rigidez de horários. O oposto disso tudo é aquela correria maluca do dia-a-dia, em que crianças ainda pequenas têm hora pra comer, tomar banho, brincar, dormir e etc. O meu maior erro nesses momentos é de botar a mão a fundo na massa e fazer tudo por eles, justamente para não perder a hora. Quando eu pude “perdê-la”, descobri que eu não preciso fazer nada pelos meninos, ou muito pouco. Esses moleques comem sozinhos, tomam banho por conta própria, assim como se vestem! Querem mais patamares do que esses incríveis três? Ok! O Joaquim e o Pedro adquiriram um humor mais maduro, digamos assim. Agora entendem a graça das piadas e saem contando as que aprenderam por aí. É realmente muito divertido e passamos alguns jantares rolando de rir com eles e com as piadinhas para crianças!

Aprenderam também técnicas mais “avançadas” para construir castelos de areia mais fortes e poderosos. Há outras técnicas: as de caçar siri e peixinhos nos baldinhos (que depois são devolvidos para a natureza, como implora a exigente Manu!).

Aprenderam a negociar e questionar com maestria, nada passa batido: da sobremesa, ao restaurante, ao sabor do picolé, tu-do, tu-do é motivo de questionamento e negociação, naquela eterna canseira de argumentação que os pais conhecem melhor do que ninguém.

Mais do que tudo isso, os meus filhos são companheiros. Não apenas entre si, mas para nós, os pais. Eu nunca imaginei que uma fase com essa aconteceria tão cedo na minha experiência com a maternidade. Achei que viria bem mais para frente, passada a “rebeldia” da adolescência, os filhos já adultos, esses sim seriam companheiros. Eu estava muito errada e, que bom! É uma sensação inexplicável essa de enxergar os filhos como companheiros. E que isso não seja uma fase, desejo que não passe nunca e que seja a minha outra verdade absoluta.

O companheirismo, ou a minha verdade absoluta.

O companheirismo, ou a minha verdade absoluta.

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DISNEY: ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO

Organização e planejamento são os sobrenomes da nossa família. Assim, os meses que antecederam a nossa viagem e os 10 dias que passamos em Orlando não negaram a nossa fama. Nem sempre é assim ou precisa ser assim, mas preferimos fazer dessa forma visando o melhor aproveitamento das férias com 3 crianças. Vamos por tópicos:

- tendo conseguido as passagens (não foi fácil, rendeu uns bons 6 meses de visitas diárias ao site da TAM, já que emitimos as passagens com milhas), parti para as reservas mais importantes: hotel, almoços e jantares com os personagens Disney e horário no Bibbidi Bobbidi Boutique para a transformação em princesa da Manu. O hotel foi tranquilo e deu certo, almoços e jantares com os personagens nem tanto. Nada de princesas! Tudo lotado! O único restaurante que conseguimos com personagens foi o Crystal Palace no Magic Kingdom, onde encontramos o Ursinho Pooh e a sua turma. Como comentei no post anterior, a comida era ruinzinha, tudo meio “muvucado”, mas as crianças curtiram a oportunidade de almoçar com esses personagens, tirar fotos e pedir autógrafos. Quanto ao Bibbidi Bobbidi, só consegui agendar no Downtown Disney, no castelo foi impossível. Pretendo fazer outro post para falar mais sobre isso, mas por enquanto deixo a minha opinião de que deve ser muito mais legal fazer a transformação no castelo dentro do Magic Kingdom e, para isso, são necessários 6 meses de antecedência para o agendamento. Os almoços e jantares com personagens mais disputados, como as princesas, também exigem mais ou menos esse tempo de antecedência. Como eu comecei a fazer tudo 3 meses antes da viagem, data em que emiti as passagens, não consegui.

Por essas carinhas, vale até uma comida mais ou menos…

- Fiquei preocupada com as crianças no voo mais longo da vida delas até agora: 9 horas! O que fazer? Vão dormir? Vão brincar? Vão correr? Gritar? Chorar? Preparei uma mochilinha para cada um, como já havia feito antes, e enchi de gibis, revistinhas de pintar, os brinquedinhos mais queridos e, no fim, foi tudo uma bobagem. Eles nem abriram as mochilas! Ou melhor, abriram para comer o lanchinho que eu também coloquei lá. Entendi que na idade em que estão – 4 e 5 anos – a televisãozinha individual foi uma super atração e distração para eles. Cada um com a sua, com o seu fone e podendo escolher os filmes que quisessem, sem as negociações que rolam aqui em casa cada vez que resolvo colocar um filme à noite para os 3. A TV foi suficiente, a programação de filmes infantis era bem boa, eles tiraram um cochilinho e foi tudo bem mais tranquilo do que eu havia imaginado. Outra decisão que tomamos foi de escolher voos diurnos para a ida e para a volta. Maridinho e eu não conseguimos dormir em avião, ou melhor, na turma do fundão do avião. Por isso, optamos por viajar durante o dia e chegarmos todos inteiros e bem mais descansados. Todo mundo precisou acordar cedo para ir e voltar, garantimos um cochilinho depois do almoço no avião e chegamos super bem! Bem melhor do que chegar cedíssimo em Orlando com 3 crianças a mil e tendo passado a noite em claro durante o voo. Funcionou muito bem.

- As nossas viagens costumam ser feitas por nossa própria conta através dos recursos mil da internet. Porém, dessa vez, optamos por uma agência pelos seguintes motivos: (1) maior garantia de tudo o que foi contratado e reservado, (2) sair do Brasil e chegar nos parques com todos os tickets em mãos e (3) não pagar os 6% de IOF nas transações internacionais com o cartão de crédito. Utilizamos a agência para reservar o hotel, alugar o carro com GPS no aeroporto (as cadeirinhas alugamos na hora, no balcão da locadora), comprar todos os ingressos do parque e contratar os seguros-viagem. Agora, o jabazinho para a família: fizemos tudo através de uma agência TAM Viagens, que é de uma prima minha. Ela foi uma fofa e nos ofereceu um atendimento excelente e super personalizado. Quem tiver interesse, é só avisar pelos comentários e eu passo o contato.

- Acompanhei com antecedência a previsão do tempo para o período em que ficaríamos em Orlando. Também foi importante na hora de fazer a mala, principalmente porque pegamos tempo frio nos primeiros dias (em torno de 11 graus de manhã) e calor nos últimos. Isso me obrigou a colocar casacões de frio, bermudas e shorts na mala. Roupas para temperaturas diferentes, mas estávamos bem preparados. Dica: independentemente da temperatura, recomendo o uso dos protetores solar e labiais.

- Descobri alguns aplicativos específicos para a Disney, baixei no Iphone e usei o tempo todo. Eles oferecem os mapas (não usei muito, ainda prefiro os mapas de papel em mãos…), os horários em que os parques da Disney abrem em fecham a cada dia, previsão do tempo, telefones importantes e, o meu preferido, a previsão de tempo na fila para cada brinquedo!! Isso foi realmente muito útil e era o nosso maior guia quando entrávamos em cada um dos parques. A gente procurava ver quais os brinquedos mais lotados, para pegar o FastPass (assunto para outro post), e os mais vazios, para poder ir com tranquilidade. Dessa forma, evitamos tanto as insuportáveis filas, quanto a perda de tempo percorrendo longas distâncias com 3 crianças dentro de um parque gigante, correndo o risco de dar de cara com um brinquedo super cheio. Normalmente, Maridinho ia até o brinquedo lotado, pegava o FastPass e voltava para nos encontrar. Enquanto isso, eu ficava com as crianças em alguma fila pequena e razoável para tirar foto e pegar autógrafo dos personagens. No entanto, para usar esse aplicativos, é necessário ter o pacote de dados internacional para celular. Eu acabei contratando da minha operadora no Brasil mesmo, não é barato, mas foi de uma utilidade sem tamanho, valeu o investimento! A Disney está oferecendo WIFI nos parques e eu até usei, principalmente no Magic Kigdom e no Epcot, mas não está 100%. O 3G (que lá é 4G, chique!) acabou sendo mais usado. Parece que há a possibilidade de comprar um chip um uma loja da operadora de lá, a AT&T, usar no celular daqui e reduzir esse custo. Até fui atrás e pesquisei um pouco essa opção, mas não tem tantas lojas AT&T por lá, achei que seria mais complicado e contratei do Brasil mesmo para não ficar na mão.

Os queridos apps!!

- Outro recurso utilizado pela louca da organização aqui era entrar no site, na noite anterior, do parque que seria visitado no dia seguinte. Dessa maneira, eu conseguia saber quais eram os brinquedos, parquinhos, shows e desfiles apropriados para as idades e alturas dos meus filhos. Os brinquedos, especialmente os mais radicais, têm uma régua na entrada para medir as crianças. Se a criança não atinge a altura determinada, nem adianta, ela não vai poder entrar no brinquedo. Essa informação através do site já me dizia quais atrações eles poderiam ou não ir. Eu sabia disso antes mesmo de embarcar, então tratei de medir os 3 aqui em casa, converti a altura em metros e centímetros para o sistema de lá (feet) e só de ver no site, já sabia dizer o que dava e o que não dava. Foi outra forma de evitar ficar circulando pelos parques enormes, chegar em um brinquedo e não poder entrar. Tudo planejadinhos nos mínimos detalhes! (Depois falo sobre os parques que escolhemos visitar e os respectivos sites. Mas a seção para esse tipo de informação – altura permitida nos brinquedos – chama-se “attractions“).

- Além disso tudo, o básico do básico é entrar nos parques, pegar um mapa (são oferecidas versões em Português), pegar um Times Guide, um folhetinho que oferece os horários dos show e desfiles, traçar um roteiro e se divertir muito!

Meninos, localizem-se!!

(Em breve, novos posts com mais um tanto de assunto para compartilhar!).

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DISNEY: HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

Neste ano, o destino escolhido para as férias dos cinco foi a tão esperada Disney!

Eu poderia falar que foi lindo, maravilhoso, mágico e que as crianças curtiram aos montes – tudo verdade – mas quero fazer algo mais “substancioso”, por assim dizer. Não sou nenhuma especialista em viagens ou turismo, portanto pretendo contar a nossa primeira experiência com as crianças por lá.

Morei na Flórida quando fiz intercâmbio, mais especificamente a 2 horas de distância de Orlando. Por isso, escolher um parque para um bate-e-volta em um sábado ou domingo era comum. Só que eu era adolescente e isso faz muuuuito tempo. O foco agora eram as crianças e seus interesses, o que fez da viagem uma experiência bastante diferente (fora todas as novidades que a Disney trouxe ao longo desses anos, em parques, brinquedos, opções de programas e “modernidades” em geral).

A minha idéia é fazer alguns posts sobre a nossa viagem, assim eu consigo me organizar e não publicar textos excessivamente longos.

Antes de falar de toda a diversão em si, vou focar este post nas nossas primeiras preocupações viajando com crianças: hospedagem e alimentação.

HOSPEDAGEM: pensamos em escolher um dos hotéis de todo o enorme complexo Disney, pelas facilidades de transporte, desconto nos estacionamentos dos parques e pela possibilidade de encontrar os personagens a todo instante. Porém, algumas pessoas que se hospedaram nesses hotéis (acredito que isso vale para os hotéis maiores, confere, produção?) comentaram que havia sempre tumulto e certa “muvuca”  – FILAS!!! – para o que seriam as vantagens (transporte e encontros com os personagens). Como de filas já bastam as dos brinquedos, optamos por fugir disso, além, é claro, de os hotéis Disney serem mais caros.

Resolvemos nos hospedar novamente no hotel em que ficamos há 10 anos, hotel no estilo “casinha”, que é o que mais se adequa ao perfil da nossa família. Assim, o nosso quarto, ou casinha, eram 2 suítes, sala e cozinha integrados e super bem equipados. Tudo muito espaçoso e confortável. A diária do hotel incluía café da manhã, de que usufruímos apenas  no primeiro dia. Nos outros, tomávamos café no quarto mesmo, com as comidinhas e bebidinhas da nossa preferência comprados em um Walgreens na esquina do hotel. Foi uma super vantagem, pois ganhávamos tempo na hora de tomar banho e ficarmos prontos para enfrentar os parques. A vantagem da casinha também serviu para algumas noites após um dia inteiro no parque e o extremo cansaço de sair para jantar. Da mesma forma, fizemos comprinhas para o jantar e jantávamos juntos, bem exaustos e de pijamas! O hotel ficava no Lake Buena Vista, super bem localizado, muito próximo de todos os parques da Disney e com uma tarifa excelente! Para quem se interessar, é o Staybridge Suites Lake Buena Vista.

ALIMENTAÇÃO: humm… aqui tenho algumas considerações e críticas. Sou junkie por natureza. Adoro fast food, comidinhas que vêm em pacotinhos e tremo de abstinência se fico sem doce ou fritura. Porém, nunca quis essa vida para os meus filhos e acredito que melhorei muito a minha alimentação em nome da alimentação saudável que penso em oferecer a eles. Mas não sou xiita e libero os “proibidos” aos finais de semanas e em férias como essa, em que as opções saudáveis eram poucas.

Passar 10 dias a base de hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese” poderia ser o paraíso para mim, mas não foi. Tenho certeza de que a preocupação com o que as crianças estavam comendo foi o que mais me atormentou. Entendi que se você quer comer rápido, para não perder tempo nos parques, e barato, para não estourar o budget de viagem, acaba optando pelo quick service que todos os parques oferecem e daí as opções são as mesmas: hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese”. Como já disse, sou junkie, curto fast food, mas acabei enjoando e testamos os conhecidos all-you-can-eat-buffets. Foram dois: Crystal Palace no Magic Kingdom e Dine with Shamu no Sea World. Essa opção trata daqueles self services com milhares de opções de comidas em que você paga por pessoa e come à vontade. Conclusão: juro que prefiro o quick service ao buffet. Achei a comida muito ruim em ambos os lugares (sou meio chata com comida, é verdade!).

Então, a alternativa seguinte era fugir dos quick service, dos all-you-can-eat-buffet e partir para o full service, que nada mais é do que um restaurante comum, em que você se senta em uma mesa, recebe o menu, escolhe, come com calma, com tempo, dá uma pausa na programação intensiva do parque e até toma um café no final. Esse foi o esquema que mais serviu para a gente. As desvantagens, no entanto, são que esse tipo de refeição custa mais caro e consome mais tempo de diversão no parque. Ainda assim, foi o nosso esquema preferido e escolhido. Porém, há uma dificuldade que não existia há alguns anos: conseguir uma mesa em um desses restaurantes sem reserva. Praticamente impossível. Ou você faz reserva, ou fica um tempão na espera e perde mais tempo ainda. Então, todas as noites, após termos definido qual parque visitaríamos no dia seguinte, eu entrava nos sites e fazia a reserva. Os restaurantes de todos os parques da Disney podem ser reservados através do site (seção “Where to eat”) e, assim também, os da Universal e Islands of Adventure (aqui). Mas, atenção, os restaurantes mais disputados e que contam com a presença dos personagens exigem até meses para conseguir reservar. Tendo dito isso, faço uma pequena listinha para vocês dos restaurantes full service com comidinha alternativa:

Coral Reef: fica no Epcot Center e tem um visual bem bacana. O restaurante é cercado de aquários com uma imensa quantidade de peixes. Eles oferecem um livrinho para as crianças identificarem todas as espécies que encontram. O menu conta com pratos tradicionais da cozinha americana, mas também com peixes e frutos do mar. Escolhemos um macarrão com lagosta muito gostoso!

50´s Prime Time Café: fica no Hollywood Studios e é um restaurante temático dos anos 50 que imita as casas da época. É divertido e interessante, pois é como se você estivesse comendo na casa de uma família americana. Os garçons ditam as “regras” do restaurante assim que você se senta: nada de colocar os cotovelos na mesa, nada de chorar, brigar ou discutir à mesa e você deve comer todos os seus legumes. A comida oferecida é o tal do “confort food”, uma culinária caseira e americana, nada de hambúrguer ou batata frita, coisa que eles avisam logo na entrada!

Mama Melrose´s: restaurante “italiano” do Hollywood Studios. Aspas no italiano, gente, isso mesmo. Molho de tomate com gosto de enlatado, não aprovo e não recomendo. O pão quentinho do couvert valeu e o cafezinho expresso depois também. Só isso.

Yak & Yeti: localizado no Animal Kingdom, trata-se de outro restaurante temático, de culinária asiática. Comemos um atum selado como entrada e estava uma delícia! A cheesecake com calda de manga e morango é obrigatória na hora da sobremesa.

Thunder Falls Terrace: restaurante do tipo quick service do Islands of Adventure, não fizemos reserva e foi uma imensa surpresa. É tipo um “bandejão”, preço bem em conta e oferece frango assado,milho cozido, até arroz e feijão! Também tem hambúrguer e batata frita, mas fugimos disso, obviamente. E não nos arrependemos. Comidinha delícia, criancinhas adoraram e aprovaram!

Finnegan´s Bar and Grill: é um pub irlandês localizado na Universal Studios. O pãozinho do couvert com manteiga de maçã já é uma delícia e o menu kids oferece peixinho grelhado (não era frito, yay!!) com legumes também grelhados. Não sobrou nenhum brócolis para contar a história, acho que as crianças também estavam sentindo falta de uma comidinha menos junkie…

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A maioria dos menu kids, em todos os tipos de restaurantes, oferece cenourinhas como salada e maçã cortadinha como sobremesa. Isso é um ponto positivo e fizemos questão de que as crianças comessem sempre. Dava um certo alívio por pensar que eles estavam ingerindo alguma coisa saudável e nutritiva.

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Pesquisei um pouco sobre o Dining Plan, amplamente utilizado por lá, mas achei que seria um tanto restritivo, por isso não fizemos (apesar de representar uma boa economia com as despesas de alimentação). Até agora não sei como funciona na prática, mas não me pareceu restritivo, visto que todos os restaurantes participam desse programa de alimentação. Caso alguém saiba e tenha utilizado, me conta nos comentários, por favor?

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Além de chata e exigente com comida, também sou bem crítica com os fenômenos que observo por aí e dizer que a alimentação dos americanos é de péssima qualidade não é novidade nenhuma. (Estou falando de maneira generalizada apenas para a fluidez do post, mas sei que existem exceções, ok?!).

Chega a ser assustador você precisar se esforçar tanto para encontrar uma refeição minimamente saudável, ou livre de frituras all over. Chegamos ao absurdo de entrar em um quick service que SÓ servia cheeseburguer COM bacon. Não existia a opção de pedir sem. (Oi??)

Esse tipo de comida é extremamente barato e oferecido em quantidades absurdas nos restaurantes e supermercados. Me assustei também com o tamanho da seção de congelados e industrializados, inversamente proporcional à seção de frutas e legumes. As porções são todas exageradas, assim como os refil dos refrigerantes. (Isso tudo vindo de uma blogueira junkie e fã de fast food deveria oferecer o verdadeiro tamanho da situação para seus leitores…).

O pior, na minha opinião e interpretação, é observar o resultado disso tudo na pequena parte da população que eu “acompanhei” durante 10 dias. Fiquei impressionada com a beleza e fofura dos bebês e crianças americanas! Parecem todos saídos dos filmes e das propagandas da Johnson´s. Porém, eles crescem, entram na adolescência e o efeito dos péssimos hábitos alimentares e do estilo de vida parece já começar a dar sinais.

A quantidade de pessoas obesas e acima do peso é gritante. A pele, especialmente, demonstra com clareza que ninguém ali ingeriu brócolis em quantidade suficiente. E quando falo de estilo de vida me refiro a um país que não conta com calçadas em suas ruas. Não se faz nada a pé. Ninguém anda para nada. Tudo é feito de carro.

Falando em carro, vamos falar dos carrinhos das crianças. São muitos, muitos e muitos, de todos os tipos, cores e tamanhos. E quase se equiparam à quantidade de cadeiras de roda e motos elétricas encontradas nos parques (Manu até perguntou porque tinha tanta gente de cadeira de rodas na Disney…). Porém, não há doentes ou deficientes que justifiquem a sua imensa quantidade. A justificativa vem de uma população impossibilitada de andar por conta do sobrepeso, da obesidade! É uma sociedade que prefere investir em meios de transportes elétricos e individuais para distâncias respectivamente curtas ao invés de investir na alimentação saudável e na prática de exercícios físicos. Nesse sentido, da noção mais básica da saúde, os EUA estão na Era Jurássica. E, infelizmente, não me refiro à Era Jurássica fake dos parques temáticos…

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