QUEM É ZUMBI SEM CÉREBRO??

Era uma vez uma menina toda cheia dos pesadelos. Era uma vez uma mãe toda cheia de sono e cansaço. A menina acordou lá pelas 3 da manhã, meio chorosa por conta de um pesadelo e a mãe foi lá acudir a criança.

- Mamãe, eu tive um pesadelo, dorme aqui comigo?

A mãe não estava cansada, ela estava exausta e cama compartilhada era a pior idéia para aquela noite.

- Filha, eu sei, você se assustou, mas agora já acordou e passou, pode voltar a dormir que o pesadelo não vai mais te incomodar.

A menina contra-argumentou:

- Eu já tentei voltar a dormir, mas eu fecho os olhos e o pesadelo volta…

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Juro que nem sei como cheguei na conversa que seguirá no post. Eu era um zumbi ambulante com o cérebro desligado, mas, modéstia à parte, fui genial na estratégia de fazer a menina voltar a dormir sozinha na própria cama:

- Filha, lembra do livro “Sonhos Incríveis”? Então, quando o macaquinho está tendo um pesadelo, ele pensa com todas as forças do mundo em uma coisa boa para pensar e consegue! O pesadelo vai embora e o sonho bom aparece! Pode tentar e você vai ver.

 

Ainda pouco convencida:

- E como é que você sabe disso, Mamãe?

Respondi na lata, zumbi sem cérebro que não sou:

- Pelo poder do cérebro, lembra do seu livro novo do Corpo Humano?

Rá! A menina voltou a dormir sozinha e na própria cama.

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Captaram um outro lado da importância de ler para os filhos?

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Caso interesse, os livros que eu citei são esses das imagens do post. O do corpo humano é realmente incrível e fascinante, cheio de informações úteis e ao alcance dos pequenos.

O do Paul Frank veio da biblioteca da escola dos meninos. Achei que seria bobinho, mas me surpreendeu, principalmente pela qualidade das ilustrações.

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O sorteio das etiquetas identificadoras (kit creche, kit presente e kit congelado) ainda está valendo e também vale participar para presentear os sobrinhos, afilhados, netos, amiguinhos, qualquer pessoa que você quiser!

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O Atlas e o corpo humano

Quando eu era criança, tive um Atlas enorme, capa dura e preta, páginas grossas e muito coloridas, era um verdadeiro mundo para mim. Me lembro de carregá-lo para a escola nos dias em que a professora o solicitava para alguma atividade e me sentia uma rainha com a coroa mais cheia de diamantes quando entrava na escola com o meu Atlas debaixo do braço. Me sentia imponente, poderosa, inteligente. Mas, isso era na escola. Em casa, ele me possibilitava viagens de verdade. Pelas páginas, países, regiões, continentes, climas e vegetações. Fui muito longe com aquele Atlas e botei todo o meu conhecimento em prática em longas partidas de War.

Isso era a fascinação que um livro específico exercia em mim. No caso, um Atlas, mas imagino que cada um de vocês tenha uma história semelhante, de lembranças assim como as minhas. Os livros têm cheiros, texturas e cores que marcam as nossas memórias para sempre.

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Manuela me disse que queria olhar para dentro de si e ver como era tudo do “corpo humano”, como ela mesma explicou. Começamos a contar um pouco o que lembrávamos, como os nomes de alguns ossos e o processo digestivo (extremamente simplificado!), que são partes e funções fáceis para as crianças entenderem, já que estão bem próximas da realidade delas de se alimentar, andar, correr, se movimentar, se sustentar e etc.

É incrível como as próprias crianças demonstram os seus interesses específicos e vão atrás de mais e mais informação. Você dá a mão e eles vão te puxando os dois braços.

Me lembrei de que os livros sobre o corpo humano eram extremamente fascinantes também para mim. O Atlas era imbatível, o número 1, mas corpo humano era bem legal. Cada livro se valia de recursos bem atrativos para ensinar partes, funções e sistemas do corpo humano e eu me lembro bem de um que utilizava uma série de transparências, cada uma representava um sistema (neurológico, digestivo, reprodutivo e etc), elas iam se sobrepondo e daí dava para ter uma visão da complexidade do corpo humano. Incrível, fascinante e memorável.

Corri numa livraria, mas só encontrei um livro sobre o corpo humano. Era interativo, mas achei que faltava bastante coisa. O mais legal é que trazia um esqueleto enorme para a criança montar, mas não tinha todas as estruturas, orgãos e etc.

E eu falei tudo isso para pedir ajuda, afinal Mamãe Tá Ocupada!!! também é cultura: quem aí tem filhos que também estejam interessados no corpo humano? Quem aí vai compartilhar dicas de livros muito legais sobre esse assunto? (Quem também era fascinado por Atlas quando era criança?).

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