AS MUDANÇAS POSSÍVEIS

Vejam vocês que hoje é o aniversário de 3 anos deste blog que vos fala e eu só fui me dar conta da data ontem à tarde. Não tem bolo, não tem sorteio, não tem concurso, mas tem história para contar.

Querem ouvir?

Do último ano pra cá, sinto uma super mudança no meu perfil de blogueira e nos meus interesses, coisas que estão diretamente relacionadas ao perfil da minha maternidade. Quer dizer, as crianças cresceram, as dúvidas e as dificuldades mudam. Não fica mais fácil, mas parece mais leve e maduro. Já não procuro dicas de desfralde noturno Google afora, nem de como tirar a chupeta, mas perguntei para Deus e o mundo quanto de dinheiro a Fadinha do Dente traz para uma criança.

Sendo assim, passei a dedicar certo tempo para o fútil maravilhoso mundo dos blogs de moda e beleza. Não, eu nunca vou me equilibrar em saltos altíssimos, mas já dá tempo de fazer uma hidratação e caprichar na maquiagem. Ou mesmo abandonar as calças de plush e abusar dos vestidinhos sem a preocupação do abaixa-e-levanta que as crianças pequenas exigem de suas mães e muito menos correr o risco do seu próprio filho levantar a sua saia e garantir um mico eternizado naquela festinha.

Enfim, da moda e beleza, para a saúde e o bem-estar, foi um pulo! Aí é que está a mudança e a minha maior comemoração.

Eu passava boas horas sentada no clube acompanhando de perto as atividades dos meus filhos. Tudo fofo, lindo, registrado e narrado com riqueza de detalhes para a família toda. No entanto, percebi que ninguém precisa passar a manhã achatando a bunda (desculpem o meu francês) nos bancos de uma arquibancada dura. Ué, porque não aproveitar esse tempo para me mexer e me exercitar? É o que eu tenho feito, cheia de ânimo, energia e na companhia de outras mães do clube que também ficavam sentadas e batendo papo. Bater papo é muito bom, gente, adoro, mas queimar calorias tem um sabor inenarrável!

Então, incluí a corrida e as aulas de dança (Zumba, Brasil!!) na minha rotina. Além disso, achei que precisava eliminar os maus hábitos da minha vida: cortei de uma vez por todas o refrigerante. Quem me conhece, sabe o que isso significa. Afinal, como faz para tomar café da manhã sem Coca-Cola? (Vejam o nível…). Mas cortei pela raiz. Se eu sinto falta? Muita! Todos os dias! Mas o sucesso pela conquista de um objetivo também produz um efeito incrível de força de vontade, dedicação e orgulho próprio.

Daí, parti para o check up e as coisas não se mostraram tão bonitas assim: colesterol alto e uma suspeita de intolerância à lactose. Pensem vocês na dieta e sejam solidárias à tristeza que é essa restrição alimentar…

Nada disso me abalou, ao contrário, me fez correr atrás do que falta e do meu atual e maior objetivo de vida: a saúde. Para mim e para a minha família. Eu quero e preciso estar bem para cuidar deles, a gente planta uma sementinha hoje e colhe amanhã, não é assim que dizem?

A vida mudou, a família toda acompanhou e aprovou as mudanças. É divertido experimentar sucos naturais diferentes a cada dia. Dá orgulho ver um filho comemorando a salada de alface do almoço. E vê-los pedindo para repetir o arroz integral?

A vida está menos doce e gordurosa, mas tem mostrado novos sabores possíveis.

Eu agradeço a cada blogueira, materna ou não, que postou uma receitinha light, que tirou foto na academia às 6 da manhã, que compartilhou opções saudáveis para as lancheiras das crianças, que traduziu os mistérios dos rótulos e valores nutricionais dos produtos comprados nos supermercados e por todas que foram aos pouquinhos me mostrando novos caminhos. A inspiração e a motivação também são sementinhas.

O brinde é a vocês!

Muito obrigada! A família agradece!

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DISNEY: HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

Neste ano, o destino escolhido para as férias dos cinco foi a tão esperada Disney!

Eu poderia falar que foi lindo, maravilhoso, mágico e que as crianças curtiram aos montes – tudo verdade – mas quero fazer algo mais “substancioso”, por assim dizer. Não sou nenhuma especialista em viagens ou turismo, portanto pretendo contar a nossa primeira experiência com as crianças por lá.

Morei na Flórida quando fiz intercâmbio, mais especificamente a 2 horas de distância de Orlando. Por isso, escolher um parque para um bate-e-volta em um sábado ou domingo era comum. Só que eu era adolescente e isso faz muuuuito tempo. O foco agora eram as crianças e seus interesses, o que fez da viagem uma experiência bastante diferente (fora todas as novidades que a Disney trouxe ao longo desses anos, em parques, brinquedos, opções de programas e “modernidades” em geral).

A minha idéia é fazer alguns posts sobre a nossa viagem, assim eu consigo me organizar e não publicar textos excessivamente longos.

Antes de falar de toda a diversão em si, vou focar este post nas nossas primeiras preocupações viajando com crianças: hospedagem e alimentação.

HOSPEDAGEM: pensamos em escolher um dos hotéis de todo o enorme complexo Disney, pelas facilidades de transporte, desconto nos estacionamentos dos parques e pela possibilidade de encontrar os personagens a todo instante. Porém, algumas pessoas que se hospedaram nesses hotéis (acredito que isso vale para os hotéis maiores, confere, produção?) comentaram que havia sempre tumulto e certa “muvuca”  – FILAS!!! – para o que seriam as vantagens (transporte e encontros com os personagens). Como de filas já bastam as dos brinquedos, optamos por fugir disso, além, é claro, de os hotéis Disney serem mais caros.

Resolvemos nos hospedar novamente no hotel em que ficamos há 10 anos, hotel no estilo “casinha”, que é o que mais se adequa ao perfil da nossa família. Assim, o nosso quarto, ou casinha, eram 2 suítes, sala e cozinha integrados e super bem equipados. Tudo muito espaçoso e confortável. A diária do hotel incluía café da manhã, de que usufruímos apenas  no primeiro dia. Nos outros, tomávamos café no quarto mesmo, com as comidinhas e bebidinhas da nossa preferência comprados em um Walgreens na esquina do hotel. Foi uma super vantagem, pois ganhávamos tempo na hora de tomar banho e ficarmos prontos para enfrentar os parques. A vantagem da casinha também serviu para algumas noites após um dia inteiro no parque e o extremo cansaço de sair para jantar. Da mesma forma, fizemos comprinhas para o jantar e jantávamos juntos, bem exaustos e de pijamas! O hotel ficava no Lake Buena Vista, super bem localizado, muito próximo de todos os parques da Disney e com uma tarifa excelente! Para quem se interessar, é o Staybridge Suites Lake Buena Vista.

ALIMENTAÇÃO: humm… aqui tenho algumas considerações e críticas. Sou junkie por natureza. Adoro fast food, comidinhas que vêm em pacotinhos e tremo de abstinência se fico sem doce ou fritura. Porém, nunca quis essa vida para os meus filhos e acredito que melhorei muito a minha alimentação em nome da alimentação saudável que penso em oferecer a eles. Mas não sou xiita e libero os “proibidos” aos finais de semanas e em férias como essa, em que as opções saudáveis eram poucas.

Passar 10 dias a base de hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese” poderia ser o paraíso para mim, mas não foi. Tenho certeza de que a preocupação com o que as crianças estavam comendo foi o que mais me atormentou. Entendi que se você quer comer rápido, para não perder tempo nos parques, e barato, para não estourar o budget de viagem, acaba optando pelo quick service que todos os parques oferecem e daí as opções são as mesmas: hambúrguer, batata frita, nuggets, cachorro-quente e “mac and cheese”. Como já disse, sou junkie, curto fast food, mas acabei enjoando e testamos os conhecidos all-you-can-eat-buffets. Foram dois: Crystal Palace no Magic Kingdom e Dine with Shamu no Sea World. Essa opção trata daqueles self services com milhares de opções de comidas em que você paga por pessoa e come à vontade. Conclusão: juro que prefiro o quick service ao buffet. Achei a comida muito ruim em ambos os lugares (sou meio chata com comida, é verdade!).

Então, a alternativa seguinte era fugir dos quick service, dos all-you-can-eat-buffet e partir para o full service, que nada mais é do que um restaurante comum, em que você se senta em uma mesa, recebe o menu, escolhe, come com calma, com tempo, dá uma pausa na programação intensiva do parque e até toma um café no final. Esse foi o esquema que mais serviu para a gente. As desvantagens, no entanto, são que esse tipo de refeição custa mais caro e consome mais tempo de diversão no parque. Ainda assim, foi o nosso esquema preferido e escolhido. Porém, há uma dificuldade que não existia há alguns anos: conseguir uma mesa em um desses restaurantes sem reserva. Praticamente impossível. Ou você faz reserva, ou fica um tempão na espera e perde mais tempo ainda. Então, todas as noites, após termos definido qual parque visitaríamos no dia seguinte, eu entrava nos sites e fazia a reserva. Os restaurantes de todos os parques da Disney podem ser reservados através do site (seção “Where to eat”) e, assim também, os da Universal e Islands of Adventure (aqui). Mas, atenção, os restaurantes mais disputados e que contam com a presença dos personagens exigem até meses para conseguir reservar. Tendo dito isso, faço uma pequena listinha para vocês dos restaurantes full service com comidinha alternativa:

Coral Reef: fica no Epcot Center e tem um visual bem bacana. O restaurante é cercado de aquários com uma imensa quantidade de peixes. Eles oferecem um livrinho para as crianças identificarem todas as espécies que encontram. O menu conta com pratos tradicionais da cozinha americana, mas também com peixes e frutos do mar. Escolhemos um macarrão com lagosta muito gostoso!

50´s Prime Time Café: fica no Hollywood Studios e é um restaurante temático dos anos 50 que imita as casas da época. É divertido e interessante, pois é como se você estivesse comendo na casa de uma família americana. Os garçons ditam as “regras” do restaurante assim que você se senta: nada de colocar os cotovelos na mesa, nada de chorar, brigar ou discutir à mesa e você deve comer todos os seus legumes. A comida oferecida é o tal do “confort food”, uma culinária caseira e americana, nada de hambúrguer ou batata frita, coisa que eles avisam logo na entrada!

Mama Melrose´s: restaurante “italiano” do Hollywood Studios. Aspas no italiano, gente, isso mesmo. Molho de tomate com gosto de enlatado, não aprovo e não recomendo. O pão quentinho do couvert valeu e o cafezinho expresso depois também. Só isso.

Yak & Yeti: localizado no Animal Kingdom, trata-se de outro restaurante temático, de culinária asiática. Comemos um atum selado como entrada e estava uma delícia! A cheesecake com calda de manga e morango é obrigatória na hora da sobremesa.

Thunder Falls Terrace: restaurante do tipo quick service do Islands of Adventure, não fizemos reserva e foi uma imensa surpresa. É tipo um “bandejão”, preço bem em conta e oferece frango assado,milho cozido, até arroz e feijão! Também tem hambúrguer e batata frita, mas fugimos disso, obviamente. E não nos arrependemos. Comidinha delícia, criancinhas adoraram e aprovaram!

Finnegan´s Bar and Grill: é um pub irlandês localizado na Universal Studios. O pãozinho do couvert com manteiga de maçã já é uma delícia e o menu kids oferece peixinho grelhado (não era frito, yay!!) com legumes também grelhados. Não sobrou nenhum brócolis para contar a história, acho que as crianças também estavam sentindo falta de uma comidinha menos junkie…

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A maioria dos menu kids, em todos os tipos de restaurantes, oferece cenourinhas como salada e maçã cortadinha como sobremesa. Isso é um ponto positivo e fizemos questão de que as crianças comessem sempre. Dava um certo alívio por pensar que eles estavam ingerindo alguma coisa saudável e nutritiva.

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Pesquisei um pouco sobre o Dining Plan, amplamente utilizado por lá, mas achei que seria um tanto restritivo, por isso não fizemos (apesar de representar uma boa economia com as despesas de alimentação). Até agora não sei como funciona na prática, mas não me pareceu restritivo, visto que todos os restaurantes participam desse programa de alimentação. Caso alguém saiba e tenha utilizado, me conta nos comentários, por favor?

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Além de chata e exigente com comida, também sou bem crítica com os fenômenos que observo por aí e dizer que a alimentação dos americanos é de péssima qualidade não é novidade nenhuma. (Estou falando de maneira generalizada apenas para a fluidez do post, mas sei que existem exceções, ok?!).

Chega a ser assustador você precisar se esforçar tanto para encontrar uma refeição minimamente saudável, ou livre de frituras all over. Chegamos ao absurdo de entrar em um quick service que SÓ servia cheeseburguer COM bacon. Não existia a opção de pedir sem. (Oi??)

Esse tipo de comida é extremamente barato e oferecido em quantidades absurdas nos restaurantes e supermercados. Me assustei também com o tamanho da seção de congelados e industrializados, inversamente proporcional à seção de frutas e legumes. As porções são todas exageradas, assim como os refil dos refrigerantes. (Isso tudo vindo de uma blogueira junkie e fã de fast food deveria oferecer o verdadeiro tamanho da situação para seus leitores…).

O pior, na minha opinião e interpretação, é observar o resultado disso tudo na pequena parte da população que eu “acompanhei” durante 10 dias. Fiquei impressionada com a beleza e fofura dos bebês e crianças americanas! Parecem todos saídos dos filmes e das propagandas da Johnson´s. Porém, eles crescem, entram na adolescência e o efeito dos péssimos hábitos alimentares e do estilo de vida parece já começar a dar sinais.

A quantidade de pessoas obesas e acima do peso é gritante. A pele, especialmente, demonstra com clareza que ninguém ali ingeriu brócolis em quantidade suficiente. E quando falo de estilo de vida me refiro a um país que não conta com calçadas em suas ruas. Não se faz nada a pé. Ninguém anda para nada. Tudo é feito de carro.

Falando em carro, vamos falar dos carrinhos das crianças. São muitos, muitos e muitos, de todos os tipos, cores e tamanhos. E quase se equiparam à quantidade de cadeiras de roda e motos elétricas encontradas nos parques (Manu até perguntou porque tinha tanta gente de cadeira de rodas na Disney…). Porém, não há doentes ou deficientes que justifiquem a sua imensa quantidade. A justificativa vem de uma população impossibilitada de andar por conta do sobrepeso, da obesidade! É uma sociedade que prefere investir em meios de transportes elétricos e individuais para distâncias respectivamente curtas ao invés de investir na alimentação saudável e na prática de exercícios físicos. Nesse sentido, da noção mais básica da saúde, os EUA estão na Era Jurássica. E, infelizmente, não me refiro à Era Jurássica fake dos parques temáticos…

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As “tendências” da alimentação

De todos os assuntos difíceis da maternidade, o tema alimentação nunca foi um grande stress aqui em casa. Eu não sou nenhum exemplo ou modelo a ser seguido quando trata-se de alimentação, mas sempre quis estabelecer uma que fosse saudável e regrada para os meus filhos. Por pura sorte, eles aceitaram bem e se alimentam com qualidade e sem frescura, obrigada. Frescura é um assunto à parte, já que eu não suporto frescura para comer, aquela enrolação toda, sabe? Pra mim, é assim: comeu? Sim, ótimo. Não comeu? Fica pra próxima refeição quando estiver com fome. Nunca obriguei ninguém a comer por pura falta de paciência, nunca transformei brócolis em árvores para tornar a hora do almoço ou jantar mais lúdica e, sempre que pude, deleguei a função de dar comida para as crianças. (Mãe de merda no maior momento confessionário!).

Eu não sei se foi isso tudo ou se o Papai do Céu atendeu as minhas preces e me mandou criancinhas bem tranquilas para comer. Além dessa facilidade de nascença, eles estão mais crescidinhos, comem sozinhos e não me dão mais o menor trabalho. E como eu não sou lá nenhuma referência em alimentação, costumo liberar aos finais de semana e até durante a semana, tipo um pedacinho de bolo depois da fruta de sobremesa.

Papai do Céu foi mesmo bem bonzinho, pois além da facilidade, me mandou uns fofinhos que me ajudam na lista de supermercado e cada um pede que eu traga a fruta preferida. Nada de Cheetos, Fandangos e afins, pode ser banana, maçã e melão mesmo. Ou seja, maravilha.

Mas eu estava me lembrando de quando eles eram bebezinhos e a gente começa a preparar papinhas, alternando legumes, sabores, temperos para que conheçam alimentos diferentes e ampliem o paladar. Eu fui uma boa aluna, obedeci e segui à risca tudo o que o meu pediatra mandava oferecer, mesmo sem coragem de experimentar. Por exemplo: chegou a fase de colocar verduras nas papinhas e tinha uma recomendação lá de papinha com um caldo, 2 legumes e ALFACE! Senhor! Qual é o motivo de acrescentar alface na sopa? Ok, ok, entendo a questão dos nutrientes, fiz papinha de alface, mas, de livre e espontânea vontade, nunca mais!

Passada essa fase de introdução dos alimentos, criancinhas maiores e tal, quem manda na cozinha e no cardápio sou. (Eu disse “quem manda” e não “quem cozinha, vejam bem. Eu sou aquela famosa que procura a receita de gelo quando a Coca-Cola tá quente!). Então, percebi duas tendências e não tô falando de moda, não, esse não é o assunto do blog.

Estou falando que, tendo avaliado criteriosamente as reações da Manu, a minha primeira filha experimentadora de comidinhas saudáveis e variadas, não ofereci determinados alimentos aos meninos. (Eu não sei quem sofre mais, os filhos mais velhos ou os mais novos. Só sei que acabei de perceber que não fui tão boa aluna do pediatra assim…). Vamos aos exemplos: Manuela experimentou mamão e ficou com intestino solto, bem soltinho por 15 dias. Experimentou abacate e o intestino ficou mais solto ainda, quase que por 1 mês. Portanto, a conclusão brilhante é de que os alimentos que traumatizam a mãe de primeira viagem, nunca mais serão consumidos na segunda ou terceira viagens. Que eu saiba, o Joaquim e o Pedro nunca comeram mamão e abacate, nunca debaixo do meu teto ou sob a minha responsabilidade, a não ser que tenham roubado de algum amiguinho da escola na hora do lanche ou que alguma avó tenha oferecido. Mas, de mim, nunca, jamais! Aliás, são frutas que não fazem parte do nosso repertório. Maridinho AMA creme de abacate batido com açúcar e limão, mas só come lá na casa da sogra.

Outra tendência que também me faz uma péssima aluna do pediatra é não comprar e oferecer aquelas coisas que eu mesma não gosto. Tem o lado bom, é claro, já que detesto todos os tipos de salgadinhos, então Cheetos é só roubado do vizinho de lanche na escola, assim eu gostaria de imaginar. Mas tem o lado ruim, né?! Folhas em geral, com exceção de espinafre e couve refogadinhos, não fazem parte da minha sacola sustentável do supermercado. Beterraba? Detesto! Não entra! Peixe? Ai, tem gosto de mar, porque alguém comeria esse bicho? E assim caminha a vida… Ou melhor, caminhava. Pois, um dia era um pediatra fazendo recomendações para um bebezinho que não fazia grandes exigências, mas hoje tudo mudou. Comer saladinha na casa do amigo é um super programa e eles voltam contando que comeram e adoraram! O mesmo aconteceu com a beterraba e com o peixe, portanto, adivinhem? Pediatra a gente pode fingir que não escuta e ele nem está em casa para fiscalizar, mas um filho pedindo salada é quase um ordem, não dá para se fazer de surda, certo?

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