Masterchefs

A gente anda numa onda masterchef desde antes dos programas de culinária se multiplicarem e caírem no gosto geral das pessoas. Na verdade, foi por total necessidade da nossa família numerosa, uma vez que eu sou aquela mãe que erra o gelo, mesmo seguindo receita e tutorial no YouTube. Resultado: Maridinho foi parar na cozinha.

Isso já faz uns 4 anos, ele vem se aperfeiçoando a cada dia e nós só temos a agradecer! Cozinhar virou programa da família, as crianças amam entrar na cozinha com o pai para ajudar, é uma graça o tanto que participam, se envolvem e se interessam. Eles vivem palpitando nos nossos cardápios semanais e do fim de semana, a coleção de livros de receitas lá de casa só aumenta e volta e meia você pega um deles lendo um dos exemplares, fofo!!!  Tem criança  que pergunta  para os pais qual a programação do fim de semana, já os meus filhos querem saber o que vão cozinhar no sábado e no domingo!

Então, os programas de tv de culinária, mais especificamente os reality shows, vieram para coroar essa fase gastronômica da nossa família. Assistimos juntos, debatemos receitas, apresentação dos pratos, defendemos os nossos participantes e jurados preferidos, é muito legal mesmo! E eu vim aqui contar e recomendar isso tudo porque foi extremamente rico em termos de programa e convivência da família, assim como pelos novos sabores e experiências culinárias que as crianças têm vivido. Se já comiam bem, agora comem melhor ainda! Comem também com os olhos, com mais sabor, mais temperos, mais interesse e entusiasmo! Ou seja, uma total ampliação do paladar.

Para ilustrar isso tudo, vou mostrar a brincadeira de hoje, de férias na fazenda.

Foi uma prova do Masterchef, em que os participantes teriam que elaborar a melhor e mais bonita salada que fossem capazes. As compras foram feitas na horta, tudo fresquinho e sem agrotóxicos!

Cada participante com a sua cesta de compras

Cada participante com a sua cesta de compras

Mãos à obra!

Dando início à preparação dos pratos!

Dando início à preparação dos pratos!

Foi tão bacana, eles se empenharam tanto que eu, como jurada, não tive coragem de eliminar ninguém, haha! (Já viu alguma mãe que tira o filho da brincadeira??). Vamos aos resultados:

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Atenção! Recomendamos fazer isso em casa!

Divirtam-se em bom apetite!

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Canja de galinha não faz mal a ninguém

Nessa segunda-feira, o grande dia da volta às aulas (a mãe que não comemorou que atire a primeira pedra!), o despertador tocou e eu xinguei feio. Afinal, tinha motivos: o barulhinho irritante interrompeu um sonho incrível em que eu estava entregue aos cuidados e mimos de um cabeleireiro caro, fresco e high tech (interpretações são desnecessárias aqui).

Ju-ro que não estou me queixando das férias, não. A verdade é que os últimos meses por aqui foram meio atribulados. Aliás, gostaria de saber quando é que a vida de uma mãe não é atribulada. Acampamento? Internato? Intercâmbio?

Enfim, começou no feriado de primeiro de Maio e não deu sossego até quase agora. Apostei nas férias, em um lugar com ar puro, comidinha mais fresquinha e natural, mas… nada!!! As crianças engataram uma doença na outra… desde Maio!

A indústria farmacêutica tá felizona comigo, foram litros de anti-térmico, anti-alérgico, remédios para o nariz, para enjôo, pomadas mil e até antibiótico. Eu chego na farmácia da esquina, onde sou cliente VIP, e recebo olhares de pena dos funcionários. Eles já devem saber os dados dos meus filhos de cabeça: nome, idade e peso para preencher as receitas médicas mais hardcore. O próximo passo é vender antibiótico sem receita e sem desconfiança, afinal sou uma mãe de 3 filhos que compartilham vírus e bactérias non-stop!

Já culpei a vacina da gripe e a sua não confirmada cientificamente reação. Já investi em fitoterápicos. Assim como em vitaminas. Agora vou apelar para o Papa Francisco, que ele sim é bom milagres!!

Tem gente que acha que o inverno deixa as pessoas mais elegantes. Eu discordo. Acho de uma deselegância sem tamanho ficar em ambientes fechados, com temperaturas baixíssimas, compartilhando doença. Como é que a gente cumpre aquela famosa recomendação dos ambientes arejados???

Como se não bastasse tudo isso, perdi toda a minha dignidade tirando carrapato da família inteira após um passeio a cavalo em um hotel fazenda. Família inteira, gente! Arrancando carrapato de lugares impublicáveis nesse blog de família. Se escapava um, ele já saía botando ovo e se multiplicando. Entendi na pele o conceito de praga. E de filho criado nos moldes urbanos:

- Olha, Mamãe, achei um tatu-bola no tapete da nossa sala!

- Larga isso, Joaquim, é um carrapato gigante!

Enquanto um confunde tatu-bola com carrapato, tem um outro que me avisa quando está com febre.

- Mamãe, a minha testa tá quente.

Termômetro velho de guerra apitou nos 38 graus. Obrigada pela ajuda, Pedro.

E assim foi. Ou tem sido? Não passei um dia sem dar um beijinho disfarçado na testa dos meus filhos a fim de conferir a temperatura deles para então confirmar com o termômetro que, aliás, é um sobrevivente dessa época sombria. Aguentou firme, forte e trabalhou mais do que a minha máquina de lavar roupa!

*****

Mas e com vocês, tudo bem?

Um segundo semestre cheio de saúde para todos nós!

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Dá para mudar o foco??

Eu levanto todos os dias de manhã e vou ao banheiro para começar o dia com um mínimo de dignidade. Fazer xixi, escovar os dentes e lavar o rosto, certo? Então, reparo na bancada da minha pia e vejo que está tudo arrumadinho, bem bonitinho até, em cestinhas e copinhos , mas quero mudar e rearrumar tudo. Ah, e lógico fazer um post sobre o assunto. Daí, corro para procurar alguma coisa para botar nos pés, uma pantufa ou uma daquelas meias-sapatinha com elástico. Inevitável dar uma olhada nas minhas bijuzinhas que ficam por ali e acho tudo sem graça, bagunçado e impossível de visualizar. Também me dá vontade de arrumar de uma maneira mais charmosinha e escrever sobre isso. Com todas as estantes da minha casa, a mesma coisa. Com os brinquedos das crianças, idem. Com os armários da cozinha, idem idem. Tudo bem que eu tenho mania de arrumação, mas dou uma olhada rápida nas notícias e polêmicas do momento e quero escrever sobre essas coisas também. Sobre o Ades de maçã, a PEC das empregadas domésticas, a final do Big Brother, o Mulheres Ricas , a Dani Calabresa do CQC, o Feliciano, o Papa Francisco e, vejam que loucura, sobre quem será o pai da filha da tal modelete.

Então, eu penso em mudar o foco desse blog. Penso num nome que possa abranger todos os assuntos, afinal eu nem pareço mais tão ocupada assim, tô com tempo de sobra para viajar filosofar sobre esse monte de coisa aí.

O tempo, na verdade, voa e quando me dou conta, já é hora de preparar as lancheiras e mochilas para mais um dia de escola das crianças. Precisamos almoçar e nos arrumar para sair, sempre atrasados e com os minutos contados.

A lancheira pode virar uma guerra, já que as crianças querem saber porque não podem levar banana split (!!!) de lanche, ou mesmo um potinho de gelatina: “é só colocar uma tampa que não vai vazar e pingar, Mamãe!!!”.

As mochilas transbordam de tanto papel, bilhetes e desenhos que eles insistem em guardar. Além disso, perguntam diariamente “hoje é o Dia do Brinquedo?” e é comum tentarem enfiar algum brinquedinho mínimo sem que eu perceba.

Na hora do almoço, a coisa vai bem, eles comem sem problemas e sozinhos. Mas cada um quer um suco diferente, uma sobremesa diferente, brigam para ver quem vai sentar do lado de quem, fazem “competição” de quem termina primeiro, de quem comeu mais e, é lógico, insistem na tal da banana split.

Eu saio para levá-los à escola e a briga começa no hall do meu andar. Mais briga: quem aperta o botão de chamar o elevador, quem aperta o botão da garagem, quem abre a porta, quem sai primeiro, quem senta no banco do meio do carro e, a disputa final: qual música vai tocar a caminho da escola. A preferida da Manu (Gangnam Style, do Psy ou Moves Like Jagger, do Maroon 5), a do Joaquim (We are Young, do Fun com Janelle Monáe) ou a do Pedro (Your Song, do Billy Paul).

Deixo os 3 na escola e me sinto mais leve, tamanha a exaustão e o estresse desses momentos todos. Volto a pensar no meu blog e no foco que quero dar a ele. Mudar? Impossível! Isso é para os fracos! Deixo os assuntos variados para a timeline das minhas redes sociais, sou team maternidade da cabeça aos pés e muito ocupada, sim senhor!

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O BALANÇO DAS FÉRIAS

Acho que as férias começaram de verdade após uma conversa comum com um tio-avô das crianças. Ele me disse que “criança muda de patamar nas férias” e eu tomei aquela frase como uma verdade absoluta.

Mãe de três e ansiosa que sou, observei durante todos os dias desses dois meses de férias se houve alguma mudança de patamar. Mais ainda,  o que haveria lá em cima desse novo patamar?

O novo patamar da Manu é bastante explícito: a mocinha aprendeu a nadar! Criou coragem, adquiriu segurança, bate os bracinhos e as perninhas sem parar atravessando a piscina inteira! Grande conquista, que me emociona a cada braçada, mas tem um aspecto interessante aí. Sabe, faz tempo que me dedico às aulas de natação das crianças, duas vezes por semana. Faz mochila, acorda cedo, arruma todo mundo, leva, assiste à aula, torce, incentiva, tira da piscina, dá banho, troca, arruma, seca o cabelo, penteia… E, apesar de todos os meus esforços, Manuela morria de medo, ficava agarrada ao pescoço da professora e não se soltava ou se arriscava por nada. Bastou o Maridinho se dedicar intensiva e integralmente às aulas de natação na piscina ao longo  das férias e, surpresa!!! A menina aprendeu a nada em poucos dias! Enfim, fecha parênteses, assunto para outro post.

Voltando aos patamares, fiquei caçando os dos meninos. A verdade é que não aconteceu nada grandioso como aprender a nadar, entendem?! Estaria a minha verdade absoluta fracassando? Foi na última noite da nossa viagem, quinze dias na praia, só nós cinco, em que eu deitei a cabeça no travesseiro e comecei a retomar tudo o que fizemos durante esses deliciosos dias. Caramba, quantos patamares! Como foi que eu os perdi e não os identifiquei antes? Ou na hora em que aconteceram? Nem consegui registrá-los  em foto ou vídeo…

As férias nos proporcionaram dias sem pressa, rotina, compromissos e nem mesmo rigidez de horários. O oposto disso tudo é aquela correria maluca do dia-a-dia, em que crianças ainda pequenas têm hora pra comer, tomar banho, brincar, dormir e etc. O meu maior erro nesses momentos é de botar a mão a fundo na massa e fazer tudo por eles, justamente para não perder a hora. Quando eu pude “perdê-la”, descobri que eu não preciso fazer nada pelos meninos, ou muito pouco. Esses moleques comem sozinhos, tomam banho por conta própria, assim como se vestem! Querem mais patamares do que esses incríveis três? Ok! O Joaquim e o Pedro adquiriram um humor mais maduro, digamos assim. Agora entendem a graça das piadas e saem contando as que aprenderam por aí. É realmente muito divertido e passamos alguns jantares rolando de rir com eles e com as piadinhas para crianças!

Aprenderam também técnicas mais “avançadas” para construir castelos de areia mais fortes e poderosos. Há outras técnicas: as de caçar siri e peixinhos nos baldinhos (que depois são devolvidos para a natureza, como implora a exigente Manu!).

Aprenderam a negociar e questionar com maestria, nada passa batido: da sobremesa, ao restaurante, ao sabor do picolé, tu-do, tu-do é motivo de questionamento e negociação, naquela eterna canseira de argumentação que os pais conhecem melhor do que ninguém.

Mais do que tudo isso, os meus filhos são companheiros. Não apenas entre si, mas para nós, os pais. Eu nunca imaginei que uma fase com essa aconteceria tão cedo na minha experiência com a maternidade. Achei que viria bem mais para frente, passada a “rebeldia” da adolescência, os filhos já adultos, esses sim seriam companheiros. Eu estava muito errada e, que bom! É uma sensação inexplicável essa de enxergar os filhos como companheiros. E que isso não seja uma fase, desejo que não passe nunca e que seja a minha outra verdade absoluta.

O companheirismo, ou a minha verdade absoluta.

O companheirismo, ou a minha verdade absoluta.

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UM FILTRO A MAIS

Já faz tempo que eu criei, no meu computador, uma pasta chamada “rascunhos mamãe tá ocupada!!!”. Outro dia, fui olhar o que estava ainda no formato rascunho e me dei conta que são muitos, mas muitos posts inacabados. Estranho isso, já que eu sempre publiquei tanto e continuo escrevendo quase que diariamente. Só que eu não consigo terminar os meus textos e publicá-los. Então, munida de coragem e disposição, resolvi eliminar os rascunhos e finalizar todos os textos para agitar o blog.

Missão impossível, gente!

No entanto, entendi uma série de coisas a respeito dessa “lentidão bloguística”.

A minha verdade-verdadeira é que a maternidade atingiu um nível em que não é mais possível compartilhar, contar, narrar, relatar e perguntar tudo o que se quer.

Outro dia, eu estava no maior papo com um grupo da minha família no whatsapp e a Manu estava do meu lado, lendo e acompanhando as mensagens. Daí, ela me fez uma pergunta sobre o assunto em questão e eu lancei a pergunta dela para a minha família. No instante em que leu a mensagem enviada, Manuela se manifestou bravamente:

- Ei, Mamãe, não era para falar isso pra eles!

Ei * Mamãe * não * era * para * falar * isso * pra * eles *.

Essas palavras não saem da minha cabeça, assim como na minha cabeça de adulto, não era nada de mais, era apenas uma pergunta fofa e engraçadinha da minha filha. Foi aí que me dei conta dos meus 556 posts publicados: quanto de tudo aquilo poderia despertar a braveza dos meus filhos? Fazê-los com que se sentissem expostos para um bando de desconhecidos?

Se antes eles eram bebezinhos e faziam um monte de gracinhas fofas de contar para o mundo, agora são pessoinhas, que atingiram uma nova fase de vida, com outras questões. Não digo problemas, mas aspectos mais profundos e mais reflexivos. É isso o que a maternidade adquiriu: profundidade e reflexão. É lógico que esses aspectos sempre existiram, mas muito mais em relação a mim como mãe. Mas hoje também enxergo neles essas características.

Manuela é a grande inauguradora de fases, mas puxa junto os seus irmãos gêmeos mais novos e isso me dá a maior trabalheira. Trocar fralda e administrar a rotina de 3 bebês sempre foi exaustivo e trabalhoso, mas fazer esse gerenciamento de recursos mini-humanos também me consome. Desculpem se o tom é negativo, o sentido dessa nova fase da maternidade não é esse, trata-se apenas do reconhecimento de que os bebês desapareceram, eu tenho “pessoas de verdade” em casa. São seres humanos incríveis, bacanas até o último fio de cabelo, mas sinto que precisam de uma certa preservação. Ou seja, não me sinto à vontade para expor as “grandes questões” do momento. Só isso. Não é o fim do blog, apenas um blog com filtro a mais, porque “Ei, Mamãe, não era para falar isso pra eles” me doeu profundamente.

(E como todas as fases da maternidade, me avisaram que esse dia chegaria. E como todas as fases da maternidade, eu nunca imaginei que chegaria tão cedo.)

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