AMIGA INDICA: CRIS CURY

Eu sou alucinada por fotos e porta-retratos, vivo acrescentando um ou outro, troco fotos de acordo com a idade das crianças, faço álbuns e adoro presentear pessoas queridas com fotos também. Não é nada fácil manter tudo atualizado e organizado, mas me esforço ao máximo, pois amo de paixão todos esses registros. Sou daquelas que admira as fotos, vejo e revejo álbuns, uma delícia!

No final do ano passado, na maior dúvida sobre um presente de Natal para a minha mãe, pensei um monte e quis dar uma coisa que eu tinha certeza de que seria um sucesso: álbum de fotos das crianças! Optei por um álbum bem bacana – tipo fotolivro, sabem? -  e que contasse a história de vida das crianças.

Para essa missão, chamei a Cris Cury, a nossa querida Cris. Ela tem a maior experiência em estúdios fotográficos e agora trabalha com diagramação de álbuns e tratamento de imagens. Além de ser um super talento, ela AMA crianças, então o trabalho da Cris é feito com um carinho muito especial.

O procedimento foi simples: enviei as fotos escolhidas por mim, ela tratou, diagramou e me mandou as provas em pdf. Fiz algumas mudanças, aprovei e recebi em casa o álbum mais lindo do mundo, que foi realmente um presentão para a minha mãe! O álbum é daquele tipo que a gente pode exibir na mesa de centro da sala, sabe?! Fica lindo, todo mundo quer ver e fica babando depois de tanta fofura e lindeza vistas nas páginas! Vejam só o resultado:

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Eu amei e fiquei tão satisfeita que encomendei mais um álbum recentemente. Queria um registro especial da nossa viagem para a Disney. A viagem foi tão incrível que merecia um álbum à altura. O procedimento foi o mesmo e o resultado me surpreendeu! O álbum está na nossa mesa de centro e vive passando pelas mãos de quem vem nos visitar, sucesso absoluto! Vejam só:

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Seguinte: esse post não é um publieditorial, é dica de amiga, recomendo muitíssimo a Cris!

Para quem se interessar:

logo 1Cris Cury

Telefone: 999394089

Email: cristiana.cury@gmail.com

 

 

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A MOCHILA PINK-BRILHANTE DA BARBIE QUE A MINHA FILHA AINDA NÃO QUER

Esse ano escolar que iniciou muito recentemente é o meu 5º. como mãe de pequenos “estudantes”. Nos 4 anteriores, não precisei me preocupar com mochilas para os meus 3 filhos, pois eram obrigatoriamente padronizadas com cores e logo da escola e incluídas na taxa de material, iniciativa que me agrada bastante.

Porém, Manuela acabou de ingressar no ensino fundamental e as coisas mudaram: liberaram as mochilas! Proibiram as de rodinhas e determinaram um certo tamanho, para que os livros didáticos (minha filha usa livros didáticos e eu vou demorar o ano todo para me acostumar a isso) e a pasta de lição de casa caibam sem que nada amasse. Mas, o “tema” da mochila é absolutamente livre.

Detalhe: descobri isso UM dia antes das aulas começarem.

Abre parênteses: optei pela compra do material escolar na papelaria da escola. Comprei há um tempão, chequei item por item e tudo ok. Saí de lá apenas com a sacola dos livros didáticos (eles, de novo. Quando vou me acostumar?), o restante seria entregue em sala de aula. Não entendi o motivo de levar os livros para casa, mas achei legal tê-los, mostrá-los para a Manu e admirá-los (vai que eu me acostumo, né?!). Fecha parênteses.

Voltando para a reunião UM dia antes do início das aulas, descubro que aqueles livros didáticos passaram bom tempo das férias na minha casa pelo nobre motivo da necessidade de encapá-los e identificá-los. Ou seja, pareço boa mãe, mas não sei que livros didáticos devem ser encapados, etiquetados com o nome da minha filha e entregues no primeiro dia de aula.

Comprei todo o contact disponível na papelaria, virei a noite encapando livros didáticos e a minha filha se livrou do bullying do primeiro dia de aula.

Agora, voltemos à mochila.

Tinha uma em casa que se enquadrava no perfil solicitado, sem rodinhas e de bom tamanho. Estava novinha e tinha o desenho de uma princesa Disney que faz sucesso por aqui. Não é a princesa da última moda, ela já é quase vintage, por dizer. Mas estava em perfeita condição de uso, nem me preocupei muito, ou mesmo ofereci outra opção para a Manu.

Penso que uma abordagem para esse assunto poderia ser:

- Manu, você agora vai poder usar a mochila que quiser na escola! Vamos sair, escolher e comprar uma nova?

Mas optei pela seguinte:

- Filha, você vai poder usar a mochila que quiser na escola! Mas não poder ter rodinhas e precisa caber os seus livros e a sua pasta de lição de casa. Aquela da Ariel é perfeita! Você me ajuda a arrumar a mochila para o seu primeiro dia de aula?

Ela nem questionou, adorou me ajudar e desfilou feliz da vida com a Ariel nas costas.

No tão esperado primeiro dia de aula, chegamos à escola e notei um verdadeiro desfiles de mochilas modernas e coloridas, dos personagens da última “moda”. Vejam bem, EU notei. E é verdade que me preocupei que a Manu também notasse e quisesse a mochila da Barbie Pop Star ou da Merida, sei lá! Mas ela estava tão feliz com a Ariel – que nem rosa é! – e não ligou para o resto.

A verdade verdadeira é que eu não acho essas mochilas de personagens, as de meninos principalmente, a opção mais bonitinha para levar na escola e, muito menos considero o preço justo para carregar um feioso Ben 10 nas costas. Eu não compro, eles sabem disso, mas não proíbo de usar, caso sejam presenteados.

Ainda assim, no momento em que visualizamos tantas mochilas cheias de brilho e de muito rosa, cheirando à loja, fui tomada por uma fraqueza e por um medinho de que a Manu quisesse a última da Barbie-pink-brilhante do momento.

*****

A minha mãe é a pessoa menos consumista do mundo. Além dessa característica, também é cheia de princípios sobre o assunto. O fato dela usar (até hoje!!) um casaco de inverno que é mais velho do que eu, é piada na família, coisa que ela bem justifica:

- Ué, o casaco me serve, é bonito, está em bom estado e me esquenta bastante, porque eu não o usaria?

Essa é a minha mãe.

Porém, em uma ocasião em que eu poderia ser presenteada, algum aniversário durante a minha adolescência, eu imagino, fomos comprar o tal presente. A moda era ser grunge e eu queria seguir a moda. Escolhi um tênis preto de couro, cano alto, da moda e super caro. Ela torceu o nariz, mas me deu o tênis. Por um momento, achei que a minha mãe estava de fato satisfeita com o presente que havia me dado e quis me certificar:

- Gostou, Mãe?

Ela rebateu:

- Gostar mesmo, eu não gosto, não. Mas se é isso que você quer, fico feliz em te dar.

*****

Todos os pais têm os seus princípios e se esforçam em passá-los aos filhos. Consumismo e “mimo negativo” passam longe do árduo trabalho de educação que eu prezo, valorizo e coloco em prática com os meus filhos. Mas a sensação é de uma total reviravolta de atitudes diante da mínima hipótese de imaginar os tão amados filhos sendo “os diferentes”.

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AS MENTIRAS BRANCAS

Provavelmente, em um daqueles dias de chuva nonstop, fechada com 3 crianças no apartamento, eu já ia partir para a 37a. bronca, mas respirei fundo e disse pausadamente, dentes semi-cerrados:

- Vocês querem ver a Mamãe virar uma onça, é isso mesmo?

- Mas você sabe se transformar em onça, Mamãe?

*****

Em outra ocasião, certamente mal-humorada, comentei:

-Ai, tô verde de fome!

- Não, Mamãe, você tá bege.

*****

A primeira quebrada de perna veio do Pedro, o menino doido para ver uma onça. E, a segunda, veio do Joaquim, rapazinho que sabe tudo sobre as cores.

Esses momentos são dos mais deliciosos de toda a minha vivência da maternidade. As crianças são extremamente literais, o que eleva a fofura em grau máximo diante da pureza e da inocência das observações e das falas. Por outro lado, imagino que eles possam se sentir um pouco desamparados ou desprotegidos (algum termo mais adequado?) pela imaginação e pela fantasia geradas pela fala de um adulto. Quão assustador é imaginar uma mãe se transformando em uma onça? Ou ficando verde?

Na dúvida, sou literal:

-Mamãe vai precisar dar outra super bronca em vocês?

-Ai, a barriga da Mamãe está doendo de tanta fome!!

*****

Figuras de linguagem à parte, passamos às “lendas urbanas”  que os pais, professores e responsáveis contam por aí.

Manuela não podia ver uma gota de água pingando que saía gritando aos 4 ventos:

-Pára! Pára! Fecha essa torneira! Assim vai acabar a água do planeta!

Novamente, na imaginação e na fantasia de uma criança, não deve haver tragédia que se compare ao fim da água do planeta. Até que, novas sinapses se conectam, a criança passa uns bons muitos dias de muita chuva na praia e conclui:

- Mamãe, sabia que a minha professora contou uma mentira?

Resolvi investigar, vai que dá para reaver o dinheiro da matrícula, né?!

- Jura, Manu? Que mentira ela contou?

Mocinha toda esclarecedora, determinada e firme em suas idéias:

-Ela falou que se deixar  torneira aberta ou pingando, ia acabar a água do planeta, mas eu descobri que era tudo mentira. A água que a gente usa, a chuva traz de volta.

(Argumento eco-sustentável foi, literalmente, por água abaixo!).

*****

Tem o papo da lagartinha também. A tal que vem à noite e come os dentinhos de quem não os escova direito antes de dormir. Ninguém tem intenção de assustar as criancinhas, mas a gente preza pelos cuidados com os dentes, fica querendo incentivar uma boa escovação e… apela para a lagarta. Tsc, tsc, tsc. A estratégia caiu por terra quando fui colocar os meus filhos para dormir, pedi um beijo para cada um deles, mas o meu pedido foi negado: eles estavam cobrindo suas bocas com as mãos para a lagartinha não vir no meio da noite…

*****

E é com as próprias crianças que eu aprendo como educá-las e cuidar delas. Nada de “mentirinhas” ou figuras de linguagem. Sejamos literais, até certa idade, é claro e falemos sempre a verdade: se não escovar os dentes, vai ter que enfrentar o motorzinho do dentista! (Se bem que eu acho a lagartinha bem mais simpática do que o motor do dentista…).

*****

E esse post me lembrou dois livros que estão entre os nossos favoritos. O primeiro, “Uma Lagarta Muito Comilona” (Eric Carle, Ed. Kalandraka Brasil), conta a história de uma lagarta que come de tudo, menos dentes de crianças, ufa! O livro da lagarta é recomendado para crianças a partir de 3 anos, mas acho que os menores podem curtir também, principalmente pelas ilustrações.

E o segundo, “Quando Mamãe Virou Um Monstro” (Joanna Harrison, Ed. Brinque Book), fala sobre uma mãe desesperada com a bagunça que os filhos fazem e com a vinda dos sobrinhos para tomar lanche. Ela vai se transformando ao longo da história e pode até assustar um pouco, mas o final e a moral são interessantes. Leitura recomendada a partir dos 3 anos (acho meio cedo, minha opinião! Acho que para essa fase etária é que pode assustar!).

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2013, o retorno!

A verdade é que eu não fui uma boa blogueira nesse último ano que passou.

As aulas da Manu terminaram em uma sexta feira, no comecinho de dezembro. No domingo, ela começou com febre, ficou muito caída, indisposta, com dor de garganta e completamente rouca. O quadro é conhecido para muitas mães: criança manhosa, dengosa, que não come, daí tosse, vomita, ou seja, protocolo completo. Seria bem mais fácil se essa Manu não tivesse dois irmãos e um pai que também ficaram doentes, um em seguida do outro. Sobrou para mim, é claro, com a saúde firme e forte como um touro cuidando da galera toda.

O bicho dessa vez tinha nome, sabiam? Parecia uma gripona bem forte, daquelas que se arrastam e trazem todos os sintomas. Mas, na segunda vez em que fomos ao PS, notei todos os dedos das duas mãos da Manu descamando, como se houvesse uma bolha em cada um deles. Mostrei para a pediatra, ela deu uma leve risadinha e disse:

- Tenho duas notícias para te dar, uma boa e uma ruim. A boa é que eu acabei de identificar a doença, chama-se “COOKIESACK” e a ruim é que é um vírus, ou seja, não tem o que fazer, só esperar passar.

Preferi não googlar esse bicho aí, mas conto para vocês que o vírus é chatinho e tem um ciclo bem longo. Imaginem que tudo começou no início de dezembro e só zerou depois do Natal….

Nada disso justifica a minha conduta como blogueira, nem um postzinho para desejar feliz ano novo? Que feio… Mas, tenham calma.

Eu comecei 2012 animadona, trabalhei pesado para colocar no ar a avaliação de produtos, mas então uma nova realidade se “impôs”: 3 filhos em 2 escolas diferentes. Levando e buscando os 3 diariamente e praticamente no mesmo horário. Tudo isso sozinha, sem transporte, carona ou rodízio. Mas não reclamo, não. Dei conta e darei de novo ainda esse ano. A questão é que os filhos vão saindo cada vez mais para o mundo, exigem e demandam de maneiras absolutamente diferentes. Às vezes eu tenho saudades da dificuldade que era pensar em sabores e receitas variadas para as papinhas deles…

A Manu, especificamente, está indo para o primeiro ano agora em 2013, mas esse ano que passou, parece ter sido de preparação intensiva para essa nova fase. Lições de casa, trabalhinhos, pesquisas, exigências e responsabilidades crescentes.
Enfim, o mundo real me consumiu ao extremo esse ano. Natação, inglês, judô, fono, amigos, festinhas, mas, novamente, não reclamo. Continuarei dando conta.

Por outro lado, a blogosfera materna apresentou-se aos meus olhos como um terreno fértil para ativismos e militâncias. As causas são justas e boas, os argumentos, melhores ainda, mas a minha posição é de permanecer na platéia. É lógico que eu tenho minhas idéias e opiniões, revi e reformulei algumas, mas esse é o máximo da minha atividade. Quietinha e em silêncio com a minha leitura e meus pensamentos.

Além disso, descobri que uma imagem vale mais do que mil palavras sim, por isso estou apaixonada pelo Instagram e um pouco relapsa com as outras redes sociais, admito. Não sou a única “instagram addicted”, há milhares de outras mães utilizando-se desse recurso para se comunicar com outras mães, para trocar dicas e idéias. Eu vejo a comunicação na internet acelerando-se mais e mais a cada dia. O Twitter e o Facebook, especialmente os grupos que são criados na rede social do nosso caro Zuckerberg, exercem um pouco a função dos blogs e, agora, vejo que é a vez do Instagram também. Em um tempo de comunicação veloz, quem vai ler esse post até o final? Quem tem tempo de deixar um comentário? (By the way, os comentários desse blog que vos fala estão invisíveis, notaram? Caso alguém saiba resolver, pode tuitar (@mamaetaocupada), mandar email (camila@mamaetaocupada.com.br), postar no FB ou comentar no IG (camiladuartegarcia), por favor?).

Tendo dito tudo isso, meio que feito uma retrospectiva completamente fora de propósito, finalizo com as tradicionais resoluções de ano novo (as publicáveis, ok?).

Para esse ano, fiz 2 grandes promessas: arrumar todas as fotos digitais dos meus filhos e fazer algumas mudanças na alimentação das crianças.

Quanto às fotos, no segundo dia do ano, estava tudo feito e organizado. Missão trabalhosa, porém deliciosa! O meu computador, que é quase vintage, ficou uns 20 Gigas mais leve. Recomendo a limpeza e a organização! Fez bem pra alma e me fez recordar as vidinhas dos meus filhos desde o comecinho!

E quanto à alimentação, quero me livrar dos práticos vilões “SUCOS DE CAIXINHAS CHEIOS DE SÓDIO E AÇUCAR”. O mais complicado mesmo é pensar no que colocar na lancheira. Qual a melhor opção para substituir o suco de caixinha? Os meus filhos tomam bastante água, mas água??? Só isso? O que pode ser mais gostoso e saudável além da água e do suco de caixinha? Quem me ajuda???

E, por último, um super feliz ano novo a todas as leitoras e leitores do Mamãe Tá Ocupada!!! Que vocês todos tenham um 2013 cheio de amor, alegria, paz, saúde e bebezinhos a caminho, para as tentantes e desejantes!!

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O feedback do cachorro e a outra campanha

Eu jamais imaginaria que um post sobre a possibilidade de dar um cachorrinho para as crianças repercutiria tanto. Agradeço imensamente por todos os comentários, as dicas e a ajuda em geral. Vocês são o máximo! E me sinto na obrigação de dar um feedback sobre esse assunto.

Na data da publicação do post, Maridinho estava viajando a trabalho, passou 3 dias fora e, quando voltou, além de ter que matar as saudades, tinha um mooonte de comentários para ler. Muito se falou na companhia que os cachorros fazem, no carinho e na relação que estabelecem com as crianças. Tudo lindo, mas, na maioria das vezes, vinha o tal “porém”: “olha, cachorro dá muito trabalho e etc.”. E foi a isso que ele se ateve e comentou comigo:

- Você viu só o que todo mundo disse? De como os cachorros dão trabalho, apesar de todo o resto.

Até ouvi uma conversa entre ele e a Manu:

- Papai, porque você não deixa a gente ter um cachorrinho?

O cara foi categórico e não se sensibilizou:

- Filha, o que você prefere ter em casa: um cachorro ou o Papai?

Ela escolheu o pai e a conversa terminou por aí.

Mas, não pensem vocês que ele é um cara insensível, nada disso. O detalhe que eu não mencionei é que ele tem feito uma campanha nada secreta para o nosso quarto filho. Incrível a sintonia do casal: um quer cachorro, o outro quer filho…

Não pensem vocês também que ele tem algum problema mais comprometedor. Ele nunca foi reprovado nos psicotécnicos da vida, avaliações psiquiátricas ou psicológicas. Maridinho é apenas uma pessoa que gosta de trabalhar nos limites dos nossos recursos estruturais, financeiros, físicos, emocionais e nasceu para ver o fenômeno da multiplicação dos pães do amor. Bonito isso, né?! Mais bonito seria se eu não tivesse aposentado as minhas lentes cor-de-rosa da maternidade, ou se as usasse com mais frequência, para ser sincera.

A maternidade é linda e às vezes cor-de-rosa, tudo aquilo que a gente vê e dá o “like” de coraçãozinho no Instagram (@camiladuartegarcia). Porém, … melhor nem começar com o porém, não acham?

Eu tenho uma vontade absurda de completar a família com mais um filho, mas, mas, mas…

A verdade é que eu custei a chegar até onde cheguei hoje com as crianças. As idades tão próximas quase me enlouqueceram no início, mas hoje enxergo isso como uma grande vantagem: interesses e atividades semelhantes. Isso me livra da culpa de ter que me “dividir” em três, assim como a atenção partida e cronometrada, pois é possível fazer tudo com os 3 ao mesmo tempo. Pode parecer bobagem, mas não tem preço. E a gente sabe que um bebezinho chegaria para “desestruturar” tudo isso (desculpa por falar assim, babyzinho!).

Nada contra a desestruturação que os bebês causam, pois eu sei o valor de um sorriso banguela e careca, mas como ficariam Manu, Joaquim e Pedro diante de uma mãe com um bebê? Eu me sinto exatamente com as mesmas aflições de uma mãe na dúvida entre ter ou não o segundo filho.

As crianças sabem de todos os nossos projetos e campanhas. Se eles querem um cachorro? “Sim! Sim! Oba! A gente quer! Pode ser hoje?”. E sobre um irmãozinho/irmãzinha, a resposta é um reticente, quase inaudível “sim…” de nariz torcido.

E eu vou vivendo assim, em cima do muro e agarrada à pureza da resposta das crianças.

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Adeus

Foi o Maridinho quem me ligou na terça-feira de manhã, véspera do feriado do Dia do Trabalho, para me dar a notícia:

- Cá, tenho uma notícia muito, muito triste para te dar: o Pepê morreu!

Segurei o choro, pois estava na frente das crianças e, por motivos de (super)proteção, não quis que eles me vissem chorando pela morte do meu ginecologista/obstetra.

*****

O Pepê me ajudou a trazer ao mundo os meus 3 filhos, as criaturinhas mais amadas da minha vida. Também salvou a minha própria vida depois da cesárea dos meninos. Me deu uma bronca quando o agradeci por ter passado o sábado ao meu lado e cuidando de mim com preocupação nítida e ternura de avô:

- Não me agradeça por isso, Camila.

*****

Eu sabia que ele estava bastante doente e, na última ocasião em que estive no seu consultório, há exatos 6 meses, pude constatar de perto. (A verdade é que a consulta poderia fazer mais tempo, visto que a secretária dele desmarcou e reagendou a minha consulta por “motivos pessoais do doutor”.)

Nas inúmeras vezes em que estive no seu consultório, ele costumava abrir a porta da sua sala para me chamar na sala de espera. Me via lá, sentada, lendo uma revista e sem nem falar “oi”, já perguntava:

- E aí, tá grávida?

Eu dava um sorrisinho, levantava e ele comentava:

- Imagino que não, tá magrinha, mas pode ficar melhor se fizer ginástica.

Ele era assim, direto e com direito às piadas internas.

Há 6 meses, foi tudo diferente. Nada de piadas. Ele me chamou e eu notei o quanto ele havia envelhecido em tão pouco tempo. Entrei na sala e perguntei como ele estava.

- Tô fudido, Camila, bem fudido.

Novamente, ele era assim. Falava palavrões à vontade durante as consultas e não vestia branco. Isso me agradava. Diz a lenda que, há mais de 30 anos, quando ele chegou na maternidade para fazer o parto do meu próprio marido (!!!), o avô do Maridinho quase teve uma síncope e quis proibir aquele “médico hippie de cabelo comprido e que chegou de jaqueta de couro numa moto” de fazer o parto do primeiro neto dele.

A nossa história com o Pepê é bem antiga, o que só reforça a sensação de ternura de avô que eu tinha na presença dele. Raramente atrasava uma consulta e sempre reservava uns bons minutos para perguntar da família inteira, para falar sobre vinhos, restaurantes, viagens e o tão amado Palmeiras. Por pura provocação ao meu marido são-paulino roxo, deixava sempre separado o aventalzinho verde para o momento em que iria me examinar.

- Vai lá, põe o avental do Palmeiras e volta para o exame.

Eram 3 degraus da sala de exame para o banheiro onde eu me trocava e havia uma placa com os dizeres “CUIDADO COM OS DEGRAUS”. Além de eu saber ler a placa e conhecer aquelas salas todas com total familiaridade, o Pepê nunca deixou de me alertar para os 3 degrauzinhos.

Ele me lembrava em todas as consultas que “gravidez não é doença, mas não aceita desaforo”. Não fazia milagres contras os meus enjoos e nem receitava medicamentos, só falava que era importante e necessário que eu me alimentasse a cada 2 ou 3 horas. Eu fazia isso, continuava enjoada e tomava bronca todas as vezes que subia na balança.

O Pepê sempre resolveu todas as minhas dúvidas e ia além da resposta pela resposta: ele desenhava! O receituário dele era daqueles grandões, tipo folha sulfite mesmo, para que pudesse me explicar as coisas através dos desenhos. Uma vez, me deu uma aula sobre os possíveis tipos sanguíneos dos meus filhos pela combinação do meu tipo e o do Maridinho. Tudo o que eu não aprendi nas aulas de Biologia do 1º. colegial, o Pepê desenhou pra mim durante uma consulta. Eu saia das consultas lotada de papéis: pedidos de exames, desenhos e recomendações como ir ao cinema, ao restaurante X e, é claro, acompanhar os jogos do Palmeiras.

Só que agora, tudo isso se foi. Uma pessoa querida e atenciosa, um profissional extremamente competente e uma parte da minha história como mãe. É estranho sentir tudo isso, sentir tamanha tristeza pela morte do obstetra/ginecologista, mas é exatamente assim que a situação se configurou pra mim. Uma pessoa que teve parte importante e significativa na minha vida, partiu.

Tenha a certeza do meu carinho, da minha admiração e descanse em paz, Pepê!

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CASINHA DO HEITOR

Já faz tempo desde o meu último sorteio por aqui, mas esse aqui eu não resisti, é imperdível! Vocês conhecem a Casinha do Heitor? É uma casinha de brinquedo feita toda de papelão e que permite milhares de brincadeiras e atividades. É uma iniciativa de um casal de amigos queridos, o projeto foi todo idealizado, desenvolvido e produzido por eles. Sou fã orgulhosa e deixo que a Ana Paula e o Fábio apresentem em suas próprias palavras e imagens a Casinha do Heitor. Acompanhem em seguida as regras para participar do sorteio.

Casinha do Heitor, um brinquedo que possibilita inúmeras explorações!

      580904_238545156270865_1269543329_nEssa é uma casa muito engraçada! E olha que ela tem teto, dá para entrar, pintar… É feita em papelão, material totalmente reciclável, projetada para ser montada, transportada e guardada com facilidade. Sua estrutura permite que as crianças sejam ativas e autônomas para encaixar, desencaixar peças e brincar de diversas formas. Desmontada, ela fica parecida com um envelope e pode ser guardada em um armário, atrás do sofá, embaixo da cama… Ideal para quem não tem tanto espaço, mas busca oferecer aos pequenos brinquedos interessantes!

Você já notou que a maioria dos brinquedos produzidos para crianças são feitos de plástico ou de material sintético?

Os brinquedos de plástico oferecem poucas experiências sensoriais e exploratórias, já que possuem sempre o mesmo cheiro, textura, resistência e temperatura. Não podemos nos esquecer de que para os pequenos o toque e as atividades exploratórias realizadas com o corpo todo são tão importantes quanto a visão.

Você já deve ter dado um presente incrível para uma criança e ter ficado frustrado ao ver que ela se encantou pela caixa, não é casa pintada Pedromesmo? O fato é que elas gostam muito de brincar com esses materiais chamados não-estruturados, que dão a possibilidade de diversas explorações. Diferentemente de uma boneca ou carrinho, que convidam a brincar de determinada forma, os materiais não-estruturados incitam explorações mais variadas. Apesar de ter o formato de uma casinha, esse material pode ser usado com ou sem o teto, funcionar como uma escolinha, hospital, cabeleireiro, biblioteca, um espaço para guardar os brinquedos favoritos, para brincar de esconder e achar… Pode ser pintada, desenhada, receber colagens, fotos, tecidos, ou seja, ficar a cara de seu dono!

Algo que também costuma chamar a atenção é o hábito de as crianças se esconderem em pequenos espaços, como caixas e armários. Isso acontece porque eles têm a necessidade de brincar sozinhos ou com poucos amigos com mais privacidade. Para quem está começando a se relacionar, as interações podem ser cansativas e é importante ter um espaço onde se possa estar mais recolhido. Portanto, a Casinha do Heitor contempla essas necessidades infantis: a possibilidade de ter um material que proporcione explorações diversas e a oportunidade de recolher-se e ficar em privacidade ou brincando em pequenos grupos. Ao mesmo tempo, os responsáveis podem dar uma espiadinha através de suas janelas!

casinha cortinaFaça um kit com alguns materiais para deixar a Casinha ainda mais bonita: giz de cera, giz pastel, canetinha, guache, durex colorido, adesivos, retalhos, fitas de cetim, papel celofane, fotos da criança, de imagens interessantes e etc. É possível fazer cortinas de pano ou cetim, quadros com fotos ou desenhos para a área interna, transparências nas janelas com papel celofane – para ver o mundo mais colorido! – , produzir uma casa toda colorida com diferentes técnicas e temas, uma mais conservadora ou igualzinha a casa em que se mora de verdade. Não é necessário fazer tudo isso em dia só! O processo é uma grande brincadeira, tão boa quanto brincar na casinha. Não se esqueça de que adultos e crianças podem participar! É só soltar a imaginação!

Ah, você pode estar se perguntando: por que esse nome Casinha do Heitor? É uma alusão à história dos Três Porquinhos. O Heitor foi aquele que construiu a casinha de madeira. Esta aí, uma boa dica para começar a brincadeira!                                                  

Visite-nos no Facebook, na página da Aroeira Brinquedos Educativos , no nosso site ou entre em contato através do telefone 97438-4741.

Um bom divertimento a todos!

Fabio e Ana Paula Argolo

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Não é o máximo essa Casinha? Quem não quer uma? Portanto, sorteio valendo uma Casinha do Heitor no ar. Basta preencher o formulário abaixo e torcer bastante. (Caso o formulário “resolva” não aparecer, é só deixar um comentário nesse post com o nome completo, o email e a cidade). O resultado será publicado aqui no blog e todos os participantes do sorteio receberão um cupom de desconto para a compra de uma Casinha através do site.

Boa sorte!

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A HISTÓRIA DA ESTRELINHA E AS OUTRAS HISTÓRIAS

Foi na saída da escola, em uma sexta feira, em que fui buscar a Manu e encontrei a minha filha chorando. Ela voltou aos prantos no carro me contando que o Edson pegou um microfone e avisou que estava indo embora do colégio e queria se despedir das crianças.

O Edson era o porteiro da escola, daquelas figuras carismáticas, sempre bem humorado, simpático e sorridente. Aparentemente, nada abalava o seu humor e eu era obrigada a abrir a janela do carro diariamente, na hora da entrada e da saída para que a Manu pudesse cumprimentá-lo.

Ela passou o fim de semana fazendo cartões de despedida para ele e me pediu para tirar uma foto de recordação.

Na segunda feira seguinte, o dia da entrega dos cartões e da foto, chegamos no portão da escola e nada do Edson. Havia uma caricatura dele lá, um ser que jamais conseguiria adquirir o carisma e a simpatia dele. Ainda assim, ele esforçava-se em acenar para as crianças que chegavam.
A decepção foi instantânea e os cartões continuam guardados em casa, “vai que um dia o encontramos por aí“, disse uma Manu triste.

Soube que ele voltou para a sua cidade natal, que sentia falta da família. Posso imaginar! Bom pra ele, de  coração!

Algumas semanas depois, em outra sexta feira, novamente na hora da saída da Manu, vou buscá-la e a encontro chorando. Ela volta também aos prantos no carro me contando que a Florzinha, a vaquinha da fazendinha da escola está muito grande e vai embora para uma fazenda maior e mais espaçosa. Manuela entendeu exatamente o motivo, pôde alimentar a Florzinha uma última vez e despediu-se dela. Mas estava claramente inconformada!

Quando estacionei o carro na garagem, falei para ela pular para o banco da frente ao meu lado. Ofereci uma balinha, daquelas que a gente guarda para as situações de emergência (como essa!) afinal, açúcar cai bem nessas horas. Permiti que ela escolhesse uma música no meu ipod para ouvirmos juntas. Ela foi de Jason Mraz, essa linda aqui. Achei a escolha bem apropriada, apesar de nunca ter prestado muita atenção à letra, mas só de ouvir a frase “you can always come back home” a sensação é do mais puro acolhimento.

Era só isso o que eu poderia fazer pela minha filha: acolhê-la.

Não havia o que fazer para mudar os destinos ou decisões do Edson e do Florzinha.

*****

Além daqueles assuntos “como são feitos os bebês?” e “como eu fui parar na sua barriga?”, sempre imaginei que falar sobre morte com as crianças seria a conversa mais difícil que eu poderia enfrentar como mãe. Mas depois dessas experiências, percebo que contar a história de alguém querido que virou uma estrelinha e foi morar no céu junto com o Papai do céu nos oferece uma direção mais clara para olhar na hora da saudade.

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