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	<title>Mamãe tá ocupada</title>
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		<title>A FAMÍLIA DA PROPAGANDA DE MARGARINA</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jun 2012 15:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda de margarina]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu nunca entendi muito bem as críticas à família de propaganda de margarina. “Elementar, minha cara Camila”, diria a minha terapeuta, “&#8230;afinal, você quer uma família como essa”. Quero, sim, e daí? Mas, obviamente, algumas adaptações seriam necessárias. A disposição e variedade de frutas seriam bem diferentes. O pãozinho não viria fresco da primeira fornada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca entendi muito bem as críticas à família de propaganda de margarina. “Elementar, minha cara Camila”, diria a minha terapeuta, “&#8230;afinal, você quer uma família como essa”. Quero, sim, e daí? Mas, obviamente, algumas adaptações seriam necessárias.</p>
<p>A disposição e variedade de frutas seriam bem diferentes. O pãozinho não viria fresco da primeira fornada da padaria, mas posso pensar em milhares de outras opções também deliciosas. O suco não seria espremido da fruta no minuto em que fosse parar no copo de cada um dos membros da família. Nem sei se teria suco, mas leite, iogurte e café, com certeza. Tenho certeza de que as bebidas oferecidas no café da manhã “pintariam” a história da nossa família em uma linda toalha de mesa fruto do meu enxoval. (A nossa família gesticula muito, briga pelo último pedaço de bolo e acaba derrubando tudo mesmo. Não existe uma toalha sem manchas aqui em casa.) E, algum tempo depois, eu ficaria de saco cheio e compraria jogos americanos feios, vagabundos e de plástico para todo mundo. Passou um paninho e tá limpo. Sem prejuízo algum.</p>
<p>A verdade é que a imagem de uma família que se senta junto à mesa para as refeições é o meu ideal de vida. Tenha baixelas de prata ou tupperwares, banana em pé com a casca pendurada ou salada de frutas servidas em lindas taças, não importa, a cena chega a ser sagrada de tanto que me comove.</p>
<p>Eu tenho uma mesa grande, de 6 lugares, mas adoro receber, puxar outras cadeiras, espremer mais gente ao redor da mesa – já colocamos 10 pessoas! Espremidas e felizes! – comer, bater papo, contar história e dar risada.</p>
<p>No nosso dia-a-dia, ainda sobra um lugar à mesa. Eu adoraria preenchê-lo para sempre. Eu quero e, se querer é poder, eu posso. Mas também não quero e não posso. É ambíguo assim.</p>
<p>A família já é relativamente numerosa para os padrões de uma época, algo que também  se configura como o meu ideal de vida. Se um dia eu fui surpreendida pelo amor materno, me surpreendi mais ainda pelo fraterno. E queria viver isso cada dia mais, de maneira multiplicada mesmo, com todos os lugares da mesa preenchidos.</p>
<p>Então, de maneira arrogante e inocente, se é que isso é possível, a gente se pensa como modelo de família, de convivência e de transmissão de valores para os filhos, até que um dia escuta de um deles:</p>
<p>- Mamãe, quando eu crescer eu só vou ter um filho, porque assim não tem tanta briga e tanta bagunça!</p>
<p>Ou, terminado aquele momento caos do dia de dar o almoço, escovar os dentes, vestir o uniforme, ajeitar as lancheiras, mochilas e sair para a escola, ouço de outro:</p>
<p>- Mamãe, ter filho dá muito trabalho, né?!</p>
<p>Eu respondi que sim, que dá muito trabalho, falei a verdade, porque já não sei até que ponto a família da propaganda de margarina realmente existe. Mas exaltei que ter filhos nos traz as maiores alegrias da vida. Recebi, em troca dessa frasezinha clichê, um abraço, alguns beijos e um “Mamãe, eu te amo!”.</p>
<p>Eu não sei se sirvo de exemplo de nada e para ninguém, mas sou feliz por ter toalhas de mesa que contam lindas histórias de amor.</p>
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		<title>Um Batman Caiçara</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2012 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há quase 7 meses que eu tenho sido chamada de louca. Alugamos uma casinha na praia e íamos todos os finais de semana. Não havia previsão de tempo ruim que nos impedisse, até porque descobrimos que as previsões erram. E muito. Chegamos a ver todos os climatempos da vida falando em tempestade e frio, pegamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quase 7 meses que eu tenho sido chamada de louca. Alugamos uma casinha na praia e íamos todos os finais de semana. Não havia previsão de tempo ruim que nos impedisse, até porque descobrimos que as previsões erram. E muito. Chegamos a ver todos os climatempos da vida falando em tempestade e frio, pegamos estrada debaixo de chuva e, daí, sábado amanhecia com o céu limpinho e muito calor.</p>
<p>E, então, eu era louca por toda a trabalheira que tinha: fazer e desfazer mala de um casal + 3 crianças todos os finais de semana, roupa suja, molhada e de areia, estoque de repelente, protetor solar, brinquedinhos de praia mil (que vivem molhados e impregnados daquela areia preta), enfim, uma &#8220;casa&#8221; a mais para cuidar aos finais de semana. É muito trabalho mesmo, não nego e concordo com a loucura atribuída a mim.</p>
<p>Por outro lado, essa casinha mudou a qualidade de vida da nossa família em um  nível que nem poderia imaginar! A gente passa o dia na praia, as crianças soltas, entram e saem do mar, tomam picolé, se esbaldam na areia, uma delícia!  Eu realmente tenho muuuuuito mais trabalho na praia, mas se houvesse um &#8220;estressômetro&#8221;, ele ficaria sempre zerado enquanto estamos por lá.</p>
<p>Última informação para matar todo mundo de inveja: EU DURMO TODAS AS TARDES DEPOIS DO ALMOÇO.</p>
<p>Sem mais, ok?</p>
<p>*****</p>
<p>Mas, no último mês, começou um friozinho,  surgiram alguns programas, as crianças começaram a ficar com saudades de sair em São Paulo e deixamos de ir para a praia por umas 3 semanas (estressômetro nas altuuuuuuras!!). Encaramos muito shopping center, cinema, zoológico, aquário, pracinha e até o tal do Batman Live!</p>
<p>Depois desse tempo todo sem ir, passamos o último final de semana na praia. Com um friozinho típico da época do ano no começo da manhã e no fim da tarde. Mas, tirando esses momentos, parecia um fim de semana de verão!</p>
<p>Só que esse tempo todo sem praia e com muita cidade é realmente ruim para  repertório caiçara, praiano e &#8220;surfístico&#8221; dos meus filhos. Eles viram um surfista saindo do mar, com aquela roupa preta de neoprene que cobria dos pés à cabeça e começaram a gritar:</p>
<p>- O Batman! É o Batman! O Batman tá saindo do mar na &#8220;batprancha!&#8221;.</p>
<div id="attachment_1685" class="wp-caption alignleft" style="width: 269px"><a href="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/photo21.jpg"><img class="size-full wp-image-1685  " title="photo(2)" src="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/photo21.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">O Batman da Praia...</p></div>
<div id="attachment_1684" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto31.jpg"><img class="size-medium wp-image-1684 " title="foto(3)" src="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto31-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">... e o Batman &quot;de verdade&quot;. Parecidos?</p></div>
<p style="text-align: center;">
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		<title>Pesadelos de gêmeos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 May 2012 00:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[gêmeos]]></category>
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		<category><![CDATA[pedro]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das delícias de ter mais de um filho é reviver as fases fofinhas. Claro que as ruins também acabam sendo revividas, é inevitável, mas nessas horas, da segunda vez da fase ruim, a gente tem que mentalizar o fato de não ser mais mãe de primeira viagem e ter certeza de que vai superar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das delícias de ter mais de um filho é reviver as fases fofinhas. Claro que as ruins também acabam sendo revividas, é inevitável, mas nessas horas, da segunda vez da fase ruim, a gente tem que mentalizar o fato de não ser mais mãe de primeira viagem e ter certeza de que vai superar as dificuldades com mais maturidade e sabedoria, certo???</p>
<p>Pois, com gêmeos não é nada disso, é tudo junto! A fofura e as gracinhas vêm em dobro!! Assim como as dificuldades&#8230; E quando eu digo dificuldade é dificuldade mesmo. Em dobro?? Sim, tudo dobrado! Tudo junto? Sim, quase simbiótico. Lembrando que o Joaquim e o Pedro nasceram exatamente no mesmo minuto, não poderia ser diferente mesmo.</p>
<p>Por exemplo: eles fazem cocô na mesma hora! Não é brincadeira e nem piada, é fato. Agora, resolveram regredir no desfralde e fazem xixi na calça diariamente, às vezes mais de uma vez. Os dois, é claro.</p>
<p>Mas o que mais me surpreendeu foi que entramos de verdade na fase dos pesadelos. Teve uma noite na semana passada em que o Joaquim acordou aos prantos e corri lá:</p>
<p>- Mamãe, eu tava sonhando com um pesadelo! Quero ir dormir na sua cama!!</p>
<p>E foi, óbvio. No meio da nossa caminhada meio dormindo e meio acordada pelo corredor, eu perguntei o que tinha no pesadelo e ele me respondeu que as suas mãos estavam cheias de sapos.</p>
<p>Dormimos todos juntos, Maridinho, eu e Joaquim no meinho. Mas não durante a noite toda. Acho que uma hora depois, acorda o Pedro também:</p>
<p>- Mamãe, eu tive um pesadelo, preciso ir dormir na sua cama!</p>
<p>E daí, como faz? Pedi para ele esperar um pouco, carreguei o Joaquim capotado de volta para a sua cama e levei o Pedro, era a vez dele, afinal. Novamente, no meio da travessia do corredor, perguntei sobre o pesadelo e descobri:</p>
<p>- Mamãe, tinha um sapo mordendo o meu joelho!</p>
<p>Viram? Cocô, regressão e pesadelos tudojuntomisturadoaomesmotempoagora!</p>
<p>Mas a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro, a alegria, a fofura e o amor vêm em dobro.</p>
<p>(Dá licença? Tô mentalizando!).</p>
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		<title>It´s not about the money</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[manuela]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das melhores partes de ter filhos é a diversão que eles nos proporcionam, certo? Outro dia, na saída da escola, falei para a Manu tentar adivinhar a surpresa que tinha em casa para ela. E ainda dei a dica: “começa com a letra E!”. Na hora, ela disse: - EME E EME! Também me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das melhores partes de ter filhos é a diversão que eles nos proporcionam, certo? Outro dia, na saída da escola, falei para a Manu tentar adivinhar a surpresa que tinha em casa para ela. E ainda dei a dica: “começa com a letra E!”. Na hora, ela disse:</p>
<p>- EME E EME!</p>
<p>Também me falou que gostaria de viajar para um lugar bem longe e bem frio, chamado PAULO NORTE. O raciocínio foi brilhante, já que ela disse que mora em SÃO PAULO, mas queria conhecer as “cidades parecidas”: PAULO NORTE E PAULO SUL.</p>
<p>Essa cabeçudinha querida é capaz de me arrancar gargalhadas inesperadas com essas conversas, mas também me faz viajar no tempo, fazer com que eu me sinta uma mãe de adolescente quando ela canta, como se estivesse na balada, a música “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qMxX-QOV9tI">It´s not about the money</a>”: “Mamãe, eu adoooooro essa música! Toca lá na minha ginástica olímpica!”.</p>
<p>Também é capaz de me arrancar lágrimas quando nos sentamos juntas para ver o álbum de quando ela nasceu, fotos na maternidade, os primeiros dias de vida em casa, as visitas, enfim, um álbum com fotos em ordem crescente desde que veio ao mundo. O comentário dela:</p>
<p>- Passa muito rápido, né?!</p>
<p>E em seguida, me abraçou e chorou sentida de tudo, pois queria voltar a ser bebê para poder passar mais tempo comigo, ou melhor, ficar o tempo todo no colo.</p>
<p>Com a sensibilidade e maturidade que a definem, me pegou chorando pela casa, um dia em que eu estava bem chateada. Ela sabia o motivo do meu choro e conseguiu me consolar numa verdadeira inversão de papéis, difícil saber quem era a mãe e a filha naquele momento.</p>
<p>É muito divertido, mas às vezes também é assustador. Acho que é o tempo. Eles deixam de ser bebês e passa rápido mesmo, minha filha. Vão adquirindo personalidade, mostrando quem são e o que vieram fazer e trazer para a vida da família. Me dei conta recentemente que, no mês que vem, ela vai completar 5 anos! Uma mãozinha cheia de dedos representando todo o seu tempo de vida. Tão pouco e tão muito. Eu morro de curiosidade de ler os capítulos seguintes dessa história, mas às vezes gostaria que o livro parasse aí&#8230;</p>
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		<title>Sobre o orfão do barril e os palhaços</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 15:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[chaves]]></category>
		<category><![CDATA[patati & patatá]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há uma coisa fácil de se acostumar com a chegada da maternidade é identificar semelhanças do pai e da mãe nos filhos. Não é apenas fácil, é uma delícia! Melhor ainda quando alguém te diz: “ela é a sua cara!” ou “ela tem o seu jeitinho”. A-DO-RO!! Então, já que é assim, vamos torcer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há uma coisa fácil de se acostumar com a chegada da maternidade é identificar semelhanças do pai e da mãe nos filhos. Não é apenas fácil, é uma delícia! Melhor ainda quando alguém te diz: “ela é a sua cara!” ou “ela tem o seu jeitinho”. A-DO-RO!!</p>
<p>Então, já que é assim, vamos torcer para que os filhos sejam versões “melhoradas” dos pais! Não é dessa forma que deve ser? As gerações atuais mais evoluídas do que as passadas?</p>
<p>*****</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>Acho que fiz milagres quando comparo a minha alimentação à dos meus filhos. Muito bem, maravilha, mas não é só por aí que eu tento e me esforço.</p>
<p>Já declarei que detesto Chaves e que, aqui em casa, é proibido. Já me perguntaram os meus motivos e respondo agora: acho de um mau gosto terrível! Claro que eu cresci assistindo ao Chaves e adorava, principalmente os episódios em que eles vão para Acapulco, hihihi, e aquele dos desenhos do pão com ovo ou a máquina de escrever de uma tecla só, mas, gente, assistindo agora é que eu vejo: é muito ruim! E não há palavra que descreve melhor do que “tosco”, é isso, o Chaves é bem tosco. Fora que tem uma estética de cenário, personagens e figurino que não me agrada em nada. Eu podia, mas os meus filhos não podem. Pelo menos dentro de casa. Até porque, eles imitam tudo. Ver um filho imitando a dancinha dos Backyardigans, cantando a musiquinha da abertura é fofo, mas quando vi os meus três filhos imitando o choro do Kiko e o da Chiquinha, eu quis sumir! Então, proibi. Simples assim: tosco e de mau gosto.</p>
<p>Com os palhaços Patati &amp; Patatá acontece algo parecido. Já existia na “minha época”, mas ao contrário do Chaves, eu não gostava e não assistia, aquela dupla me irritava. Portanto, para quê eu vou resgatar algo irritante do meu passado e apresentar aos meus filhos? Aliás, já não basta a Galinha Pintadinha no quesito irritação? Aliás, a Galinha Pintadinha não é a versão galinácea dos palhaços?</p>
<p>Então, novamente, palhaços proibidos em casa. Chego quase a ter pena do Joaquim e do Pedro, que foram à casa de um amiguinho viciado nos palhacitos, voltaram encantados com tudo o que viram da dupla, de DVDs a brinquedos e fantasias. Já faz um bom tempo e eles falam na coleção Patati &amp; Patatá  do amigo até hoje. Eu só faço um “aham” e mudo de assunto, sem culpa e sem stress.  (Momento confissão: os palhaços estão na categoria “preconceito de mãe”, pois eu não assisti, mas não gosto e não vou com a cara, sacam?!).</p>
<p>Toda essa bobagem para falar que o meu ideal de maternidade é criar filhos melhores do que os próprios progenitores. Acho lindo quando um dos meus três vai à casa de alguém e me contam que ele comeu todo o brócolis (score!!!), mas também me derreti com os 2 últimos acontecimentos.</p>
<p>Manuela estava na casa da minha mãe e, de repente, começou um Chaves na TV. Ela lá toda concentrada brincando, sem dar muita atenção para a televisão, mas identificou a musiquinha (tosca!) e saiu gritando pela casa com as mãos cobrindo os olhos: “Chaaaaaves! Cha-ves! Começou o Chaaaaves, eu não posso ver, tira, muda!”.</p>
<p>E o Joaquim, em um passeio a uma livraria com a madrinha, com direito de escolher um livrinho de presente, ficou com os olhinhos brilhando diante de um livro dos palhaços e até suspirou: “olhaaa, é do Patati &amp; Patatá&#8230; É, mas a minha mãe não gosta, não posso comprar esse!”.</p>
<p>*****</p>
<p>Ai, que delícia, essas crianças só me trazem alegrias e orgulho!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O dilema da mãe da revista e de todas (?) nós</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 13:04:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[dilema]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu em um momento de extrema importância da minha vida: a leitura zera QI da semana. Compromisso sério entre eu &#38; eu mesma, tanto que até registrei nesse tal de Instagram (camiladuartegarcia). Depois de terminar uma revista e concluir que eu preciso de sapatos novos, passei para a revista mais “cabeça”, que tem mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu em u<a href="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto21.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-1660" title="foto(2)" src="http://www.mamaetaocupada.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/foto21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>m momento de extrema importância da minha vida: a leitura zera QI da semana. Compromisso sério entre eu &amp; eu mesma, tanto que até registrei nesse tal de Instagram (camiladuartegarcia). Depois de terminar uma revista e concluir que eu preciso de sapatos novos, passei para a revista mais “cabeça”, que tem mais textos e menos “figuras”. É a Claudia, antiiiiga companheira e que, neste mês, traz a atriz Claúdia Abreu  na capa, aquela moça que quanto mais velha fica e mais filhos tem, mais bonita me parece.</p>
<p>Há uma seção chamada “Dilema de Mãe” em que uma leitora faz uma pergunta e um especialista responde. A pergunta da vez era: “Sempre brinquei com meu filho de 2 anos ao chegar do trabalho, mas fui promovida e ando esgotada. Explico a ele que tudo mudou?”. O assunto não é nenhuma novidade nesse verdadeiro dilema maternidade x carreira, mas uma frase me chamou a atenção: “A criança pequena não fica brava porque a mãe está no trabalho; ela não tolera que a mãe esteja em casa e não lhe dê atenção.”.</p>
<p>Ouch!</p>
<p>Eu entendo a frase como um abraço nas mães que trabalham fora, mas para as que ficam em casa com os filhos, como é o meu caso, é um choque de realidade.</p>
<p>Eu tenho exatamente essa sensação descrita na frase. Se eu estou em casa, tenho que estar disponível para as crianças, aqueles serzinhos extremamente focados em seus próprios umbiguinhos. Não há motivo para atender o telefone, ou atender o porteiro que veio checar o vazamento do lavabo, ou para fazer a lista do supermercado, ou para tomar um café, ou para sentar no computador e fazer tudo o que a internet nos oferece e consome, <span style="text-decoration: line-through;">ou para jogar Draw Something</span>, ou para assistir 15 minutos de televisão, ou até para fazer xixi! Não pode, não dá, eles não deixam! E isso nada tem a ver com educação, criação ou comportamento, é uma “exigência” dessa faixa etária. É como se eles entendessem que quem está com eles está de fato a total disposição, e trata-se da fase de maior egocentrismo na vida do ser humano, do meu ponto de vista. Se você está por perto, tem que sentar e brincar, não basta estar ao lado vendo TV enquanto uma criança brinca sozinha. Claro que há (raros) momentos em que isso acontece, mas não é o mais comum. Comum mesmo é ouvir “mãe”!”, “mamãe!”, “manhêêêê” o tempo todo em que estiver com eles. (É comum para alguém andar pela casa com filho pendurado em uma das pernas? Me digam que sim, por favor!).</p>
<p>Algumas estratégias são possíveis e interessantes para que a gente possa fazer as nossas coisas do dia-a-dia e o básico é permitir que as crianças participem e ajudem na medida em que a idade deles possa acompanhar. Manuela tem me ajudado a elaborar a lista de supermercado e anota tudo no modo “escrita espontânea” mais lindo do mundo. Os três me ajudam a fazer o lanche, a arrumar a mochila, a separar o uniforme e até a arrumar armários!</p>
<p>O resto a gente deixa para o horário em que eles estão na escola ou dormindo, principalmente pelo que lembrou a especialista da coluna “Dilema de Mãe” deste mês: “Até os 7 anos, a criança vive um período crítico do desenvolvimento psíquico. O convívio com os pais consolida valores que irá carregar pela vida inteira.” E, mais um abraço: “O trabalho materno hoje traz um valor positivo para a autoestima infantil. Os pequenos se ressentem da ausência da mãe, mas, por volta dos 7 anos, orgulham-se por ela ser uma profissional bem-sucedida”.</p>
<p>Seja lá qual for o formato de maternidade adotado e escolhido, nunca é ou será fácil equilibrar e conciliar.</p>
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		<title>Pode escapar do banho?</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[festa]]></category>
		<category><![CDATA[sujeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Você chega em casa no domingo à noite, muito bem acompanhada da sua extensa família, obviamente, e nem precisa descer do carro para avaliar o fim de semana. Basta abrir a porta, esperar aquela luzinha acender e é ali mesmo que o balanço do sábado e domingo será feito e poderá ter uma idéia da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você chega em casa no domingo à noite, muito bem acompanhada da sua extensa família, obviamente, e nem precisa descer do carro para avaliar o fim de semana. Basta abrir a porta, esperar aquela luzinha acender e é ali mesmo que o balanço do sábado e domingo será feito e poderá ter uma idéia da diversão e da quantidade de açúcar que os seus filhos ingeriram.</p>
<p>São inúmeros casacos esquecidos no carro, afinal esse tempo doido de São Paulo até nos permite sair de casa de camisetinha, mas no fim da tarde o casaco se faz muito necessário. Milhares de convites espalhados pelo chão do carro: festa em buffet, em casa e no parque. Balas, chocolates, pirulitos e seus respectivos papéis de embrulho: alguns intactos, outros rasgados, mordidos e melados. Pedaços infinitos de celofane que um dia embrulharam as lembrancinhas. Partes, restos e pedaços das tais lembrancinhas, que podem ser ecológicas e/ou sustentáveis, puro plástico, puro açúcar, pura inutilidade, puta legal, mas quebra puta fácil ou putaqueopariu, isso é bem mais caro do que o presente que eu levei para o aniversariante!</p>
<p>Daí, você pega o carrinho de supermercado para subir tudo para o seu apartamento (ou não&#8230;) e deixa o carro no melhor lava-rápido da cidade antes mesmo de ir trabalhar na segunda-feira.</p>
<p>Depois de tudo isso, o nível de exaustão é tamanho que só a Mary Poppins para salvar, mas, não. Tem que ter o segundo round do banho, afinal as crianças estão imundas, meladas e suadas. Que mãe coloca os filhos para dormir dessa maneira? E vão começar a semana sujos? Dá azar!</p>
<p>Então, toca todo mundo para o banho. Tudo poderia ser mais fácil se a sua filha não fizesse uma cena, pois quer tomar banho com o braço para fora, sem que caia um pingo de água na linda (ahãm&#8230;) tatuagem que ela fez em uma das festas e pre-ci-sa mostrar para os amiguinhos da escola na segunda-feira. A primeira coisa que lhe vem à mente é que as professoras também verão a tatuagem e concluirão que você é uma mãe porca, que chegou com os filhos suados e tatuados no domingo à noite e nem se deu o trabalho de, pelo menos, passar um lencinho umedecido para &#8220;disfarçar&#8221; a sujeira.</p>
<p>Que se dane! Deixa a menina ser feliz e tatuada, mas passa uma escovinha nesses dedos para tirar a sujeira debaixo da unha!</p>
<p>Boa semana a todos!</p>
<p>*****</p>
<p>(Ó, eles tomaram banho, viu?! Manu só não lavou a mão da tatoo de borboleta, mas o resto tá limpinho e cheiroso!).</p>
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		<title>Resultados, consequências e sequelas</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 00:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[consequência]]></category>
		<category><![CDATA[mãe período integral]]></category>
		<category><![CDATA[resultado]]></category>
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		<description><![CDATA[Nota 1: T.O.C. = Transtorno Obsessivo Compulsivo. Nota 2: esse post contém humor e exageros. Nota 3: o encaminhamento ao psiquiatra não se faz necessário. ***** A verdade é que essa história de mãe período integral traz certos resultados, consequências e sequelas para os meus filhos. Começando pela Manu, que às vezes mais parece uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nota 1: T.O.C. = Transtorno Obsessivo Compulsivo.</p>
<p>Nota 2: esse post contém humor e <span style="text-decoration: line-through;">exageros</span>.</p>
<p>Nota 3: o encaminhamento ao psiquiatra não se faz necessário.</p>
<p>*****</p>
<p>A verdade é que essa história de mãe período integral traz certos resultados, consequências e <span style="text-decoration: line-through;">sequelas</span> para os meus filhos.</p>
<p>Começando pela Manu, que às vezes mais parece uma versão caricata minha, uma mãe exagerada, tipo uma <em>drag queen</em>. Ela passa o dia com um caderninho e um lápis na mão fazendo listas de supermercado e supervisionando tudo o que falta em casa. Também fica enfiada na cozinha e ajuda a elaborar o cardápio da semana, coisa que só ela faz aqui em casa, já que eu desisti dessa tarefa na primeira semana de casada.</p>
<p>Elogia a faxineira pela casa cheirosa e limpinha, mas pega no pé se percebe que algo não está devidamente limpo (!!!). Final do ano passado, na minha maior crise de debandada das funcionárias domésticas, passamos o fim de ano na fazenda. Ela entrou na cozinha e tratou de contratar a cozinheira de lá! Uma maravilha que trabalha para a avó do meu Maridinho há 25 anos. Desfiz o negócio imediatamente e prefiro comprar congelado a essa briga em família.</p>
<p>Mas, como todas as mulheres, tem lá as suas <span style="text-decoration: line-through;">TPMs</span> crises e, outro dia, disse que seria uma advogada e mãe, mas que trabalharia à noite. Perguntei com quem ela deixaria os filhos e ela me respondeu:</p>
<p>- Ué, com a babá!</p>
<p>Exclamei, já com certa pena dos meus netos:</p>
<p>- Tadinhos! Só com a babá?</p>
<p>E ela solucionou a questão sem sombra de dúvida ou culpa:</p>
<p>- Não, com a babá E com a cozinheira.</p>
<p>*****</p>
<p>Ah, tá.</p>
<p>*****</p>
<p>O Joaquim, por sua vez, é um menininho muito filho meu, que sofro de TOC. A minha vida é extremamente regrada, disciplinada e organizada. Tenho ritual para acordar, dormir, almoçar, jantar, tomar banho, faço sempre os mesmos caminhos, ou seja, tudo bem <span style="text-decoration: line-through;">chatinho</span> controladinho. Se algo ou alguém me tira da rotina sem aviso ou planejamento prévio, pode dar <em>tilt</em> de verdade. Joaquinzinho é como a mamãe. Não suporta portas, armários e gavetas abertos ou mal fechados, já conhece a ordem das coisas em casa e, quando encontra algo guardado ou arrumado da maneira “errada” não sossega enquanto não “consertar”. Duro mesmo é quando a minha ordem é uma e a dele é outra. Imaginem um duelo de titãs obsessivos? Loucura, loucura, a gente vê por aqui.</p>
<p>Parte da rotina das crianças inclui jantar, fazer xixi, lavar as mãos e escovar os dentes. Todos os dias e mais ou menos no mesmo horário (eu tenho TOC, mas sou capaz de adaptar horários em finais de semana, férias e feriados, viu?!). Daí, que o menino Joaquim terminou de jantar e foi correndo dar continuidade à rotina, mas encontrou o Pedro na privada, então resolvi escovar os dentes dele ANTES do xixi. (Lembram do que eu disse um pouquinho mais pra cima? Isso aqui ó: <em>Se algo ou alguém me tira da rotina sem aviso ou planejamento prévio, pode dar tilt de verdade</em>). Pois deu <em>tilt</em> no menino! Ele escovou os dentes ANTES, fez xixi DEPOIS e daí foi lá e ESCOVOU OS DENTES DE NOVO!!! Claro, né?! Para voltar ao controle da rotina. TOC é assim mesmo.</p>
<p>*****</p>
<p>Já o Pedro, apesar de gêmeo, não tem nem um minuto de diferença do Joaquim, mas me traz a sensação do filho caçula, aquele em que a mãe é mais tranquilona, experiente e sossegada. Outro dia, um dia mais frio, durante a rotina do banho, tirei o menino do chuveiro, enxuguei e vesti com uma roupinha mais quentinha. Sabe aquele moleton velhinho, bem macio e delícia para dormir? Pois foi esse mesmo! Enquanto eu penteava os cabelinhos do rapaz, ele me abraçou, me deu um beijinho e disse:</p>
<p>- Que gostosa essa roupinha quentinha, Mamãe!</p>
<p>*****</p>
<p>Mãe período integral: das consequências, sequelas e resultados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BLOGUEIRA EM HOME OFFICE?</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 13:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[blogueira]]></category>
		<category><![CDATA[home office]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu quase posso me acostumar às mães que demonstram pena de mim. Afinal, três filhos relativamente pequenos e ainda muito dependentes não é para os de estômago fraco. Essas mesmas mães fazem competição de “dentes caídos” dos seus filhos, acham que curso de “biscuit” (é assim mesmo?) é fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu quase posso me acostumar às mães que demonstram pena de mim. Afinal, três filhos relativamente pequenos e ainda muito dependentes não é para os de estômago fraco. Essas mesmas mães fazem competição de “dentes caídos” dos seus filhos, acham que curso de “biscuit” (é assim mesmo?) é fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças e defendem sapatilhas de couro de grife como o básico do básico para o uniforme escolar.</p>
<p>Incrível como as minhas rugas diminuem a cada dia, em proporção contrária ao aumento do meu sossego como mãe.</p>
<p>Eu poderia denunciar, botar o dedo na cara e reclamar um monte, mas não posso e nem quero. Eu não quero, pois fico extremamente feliz e satisfeita por constatar o nível de instrução e bom-senso das mães pertencentes à blogosfera materna. Alguém pode achar uma bobagem esse lance de blog, mas tem muita informação boa e importante circulando nos blogs e redes sociais, o negócio lá fora é que tá bem feio, minha gente!</p>
<p>E eu não posso, justamente por achar que devo preencher o campo de profissão/ocupação dos cadastros mais variados como “blogueira em home office”. Mas, por home office, você deve visualizar uma bela mesa de trabalho, com um computador, telefone, alguns gadgets, uma boa iluminação e uma cadeira de qualidade incontestável. No meu caso, tem uma mesa de jantar, que ganhou como anexo um notebook, cadeiras lindas e combinantes, mas zero confortáveis ou anatômicas à coluna um dia deteriorada por uma hérnia de disco da tal blogueira.</p>
<p>Um ambiente de “trabalho” assim, praticamente insalubre, levou a um travamento, tensão e muita dor na coluna, ombros e braços. Não há analgésico que dê conta, entrei com um pedido de afastamento, tenho um atestado de licença e laudo da Medicina do Trabalho devidamente carimbado e encaminhado.</p>
<p>Será que eu aguento isso tudo em nome da recuperação integral?</p>
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		<title>O FILHO VOLTOU A FAZER XIXI NA CALÇA???</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 15:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comportamento regressivo]]></category>
		<category><![CDATA[joaquim]]></category>
		<category><![CDATA[pedro]]></category>
		<category><![CDATA[xixi na calça]]></category>

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		<description><![CDATA[Verdade seja dita: que mãe nunca experienciou um comportamento regressivo de um filho? E, por comportamento regressivo entendam voltar a fazer alguma coisa que já não fazia mais por maturidade adquirida. Assim, quem nunca ouviu uma mãe dizendo que o filho voltou a usar chupeta, tomar mamadeira, fazer xixi na calça ou chorar ma porta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Verdade seja dita: que mãe nunca experienciou um comportamento regressivo de um filho? E, por comportamento regressivo entendam voltar a fazer alguma coisa que já não fazia mais por maturidade adquirida. Assim, quem nunca ouviu uma mãe dizendo que o filho voltou a usar chupeta, tomar mamadeira, fazer xixi na calça ou chorar ma porta da escola depois de uma linda e bem sucedida adaptação? Situações comuns, principalmente na época da chegada de um irmãozinho ou irmãzinha.</p>
<p>No meu caso, vivi um apego mega master blaster da Manu com a sua imensa coleção de chupetas quando o Joaquim e o Pedro nasceram. Normal, normalíssimo. Nem cheguei a me descabelar, uma vez que a chupeta era uma muleta e um acalma bebê poderoso. Hoje em dia, a chupeta mora no passado, ou melhor, no Pólo Norte, onde habita o bom velhinho de barba branca.</p>
<p>Com os meninos, nada regressivo&#8230; até umas semanas atrás.</p>
<p>Posso dizer hoje que tiveram um desfralde rápido e tranquilo, a fralda noturna então, mais fácil ainda, pois foi tirada quando eles já estavam bem condicionadinhos a não fazer mais xixi à noite. Quando dormiam de falda e sentiam vontade de ir ao banheiro, levantavam sozinhos, tiravam a fralda e faziam xixi na privada. Tudo beleza. Até algumas semanas atrás, como eu disse.</p>
<p>Os meus meninos, assim como grande maioria das crianças, têm aquele hábito de não querer de parar o que estão fazendo (leia-se: brincando) para ir ao banheiro e algumas escapadelas e molhadelas de cuequinhas são freqüentes.  O Pedro percebe na hora e corre para o banheiro terminar o serviço. O Joaquim, não. Faz tudo durante a brincadeira e continua brincando, nem se incomoda. O Pedro faz gracinha para o Joaquim, que literalmente molha as calças de tanto rir. Por mais que eu fique em cima, levando ao banheiro como se fosse um recém-desfraldado, não rola e escapa. Tive uma conversa mais séria com  Joaquim, no meio de uma festinha, ocasião em que ele fez xixi na roupa e acabou ficando sujo e molhado mesmo, pois carregar bolsa com troca de roupa para um moleque de quase 4 anos, é para os fracos, ou para as mães que não têm 3 filhos para carregar por aí, bagagem suficiente.</p>
<p>Voltando à conversa, descobri que o menino Pedro tem autorizado o menino Joaquim a fazer xixi na calça!!! Ele percebe que o irmão gêmeo mais velho tá lá se contorcendo de vontade, segurando o pipi e diz:</p>
<p>- Pode fazer, Quiquim!</p>
<p>E assim, ele faz xixi na cueca, na calça, na bermuda, na meia, no tênis, em casa, na festa, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.</p>
<p>Daí, não sei  fico na dúvida sobre o que é pior: o comportamento regressivo ou a autoridade do irmão gêmeo mais novo ser maior do que a da própria mãe.</p>
<p>O que será que me aguarda num futuro próximo?  E num distante?</p>
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