2013, o retorno!

A verdade é que eu não fui uma boa blogueira nesse último ano que passou.

As aulas da Manu terminaram em uma sexta feira, no comecinho de dezembro. No domingo, ela começou com febre, ficou muito caída, indisposta, com dor de garganta e completamente rouca. O quadro é conhecido para muitas mães: criança manhosa, dengosa, que não come, daí tosse, vomita, ou seja, protocolo completo. Seria bem mais fácil se essa Manu não tivesse dois irmãos e um pai que também ficaram doentes, um em seguida do outro. Sobrou para mim, é claro, com a saúde firme e forte como um touro cuidando da galera toda.

O bicho dessa vez tinha nome, sabiam? Parecia uma gripona bem forte, daquelas que se arrastam e trazem todos os sintomas. Mas, na segunda vez em que fomos ao PS, notei todos os dedos das duas mãos da Manu descamando, como se houvesse uma bolha em cada um deles. Mostrei para a pediatra, ela deu uma leve risadinha e disse:

- Tenho duas notícias para te dar, uma boa e uma ruim. A boa é que eu acabei de identificar a doença, chama-se “COOKIESACK” e a ruim é que é um vírus, ou seja, não tem o que fazer, só esperar passar.

Preferi não googlar esse bicho aí, mas conto para vocês que o vírus é chatinho e tem um ciclo bem longo. Imaginem que tudo começou no início de dezembro e só zerou depois do Natal….

Nada disso justifica a minha conduta como blogueira, nem um postzinho para desejar feliz ano novo? Que feio… Mas, tenham calma.

Eu comecei 2012 animadona, trabalhei pesado para colocar no ar a avaliação de produtos, mas então uma nova realidade se “impôs”: 3 filhos em 2 escolas diferentes. Levando e buscando os 3 diariamente e praticamente no mesmo horário. Tudo isso sozinha, sem transporte, carona ou rodízio. Mas não reclamo, não. Dei conta e darei de novo ainda esse ano. A questão é que os filhos vão saindo cada vez mais para o mundo, exigem e demandam de maneiras absolutamente diferentes. Às vezes eu tenho saudades da dificuldade que era pensar em sabores e receitas variadas para as papinhas deles…

A Manu, especificamente, está indo para o primeiro ano agora em 2013, mas esse ano que passou, parece ter sido de preparação intensiva para essa nova fase. Lições de casa, trabalhinhos, pesquisas, exigências e responsabilidades crescentes.
Enfim, o mundo real me consumiu ao extremo esse ano. Natação, inglês, judô, fono, amigos, festinhas, mas, novamente, não reclamo. Continuarei dando conta.

Por outro lado, a blogosfera materna apresentou-se aos meus olhos como um terreno fértil para ativismos e militâncias. As causas são justas e boas, os argumentos, melhores ainda, mas a minha posição é de permanecer na platéia. É lógico que eu tenho minhas idéias e opiniões, revi e reformulei algumas, mas esse é o máximo da minha atividade. Quietinha e em silêncio com a minha leitura e meus pensamentos.

Além disso, descobri que uma imagem vale mais do que mil palavras sim, por isso estou apaixonada pelo Instagram e um pouco relapsa com as outras redes sociais, admito. Não sou a única “instagram addicted”, há milhares de outras mães utilizando-se desse recurso para se comunicar com outras mães, para trocar dicas e idéias. Eu vejo a comunicação na internet acelerando-se mais e mais a cada dia. O Twitter e o Facebook, especialmente os grupos que são criados na rede social do nosso caro Zuckerberg, exercem um pouco a função dos blogs e, agora, vejo que é a vez do Instagram também. Em um tempo de comunicação veloz, quem vai ler esse post até o final? Quem tem tempo de deixar um comentário? (By the way, os comentários desse blog que vos fala estão invisíveis, notaram? Caso alguém saiba resolver, pode tuitar (@mamaetaocupada), mandar email (camila@mamaetaocupada.com.br), postar no FB ou comentar no IG (camiladuartegarcia), por favor?).

Tendo dito tudo isso, meio que feito uma retrospectiva completamente fora de propósito, finalizo com as tradicionais resoluções de ano novo (as publicáveis, ok?).

Para esse ano, fiz 2 grandes promessas: arrumar todas as fotos digitais dos meus filhos e fazer algumas mudanças na alimentação das crianças.

Quanto às fotos, no segundo dia do ano, estava tudo feito e organizado. Missão trabalhosa, porém deliciosa! O meu computador, que é quase vintage, ficou uns 20 Gigas mais leve. Recomendo a limpeza e a organização! Fez bem pra alma e me fez recordar as vidinhas dos meus filhos desde o comecinho!

E quanto à alimentação, quero me livrar dos práticos vilões “SUCOS DE CAIXINHAS CHEIOS DE SÓDIO E AÇUCAR”. O mais complicado mesmo é pensar no que colocar na lancheira. Qual a melhor opção para substituir o suco de caixinha? Os meus filhos tomam bastante água, mas água??? Só isso? O que pode ser mais gostoso e saudável além da água e do suco de caixinha? Quem me ajuda???

E, por último, um super feliz ano novo a todas as leitoras e leitores do Mamãe Tá Ocupada!!! Que vocês todos tenham um 2013 cheio de amor, alegria, paz, saúde e bebezinhos a caminho, para as tentantes e desejantes!!

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ORELHÃO MÁGICO OI

oi_orelhao natalAcho que eu deixei de acreditar no Papai Noel cedo demais. Curiosa que sempre fui, resolvi fuçar nos presentes de Natal que a minha mãe havia escondido cuidadosamente. Tinha um lá sem nome, com o formato do brinquedo que eu tanto queria. Memorizei aquele embrulho colorido até o momento de receber os presentes que o Papai Noel havia me trazido. Então, a minha suspeita se confirmou: o presente escondido no fundo do armário da minha mãe, era o mesmo que o Papai Noel me trouxe. Foi assim que acabou a magia do Natal para mim. Ninguém me contou e estragou a minha festa, descobri sozinha. Me lembro, mesmo após isso, de olhar através da janela do banheiro e procurar um trenó no céu. Mas nunca vi. Eu queria voltar a acreditar, eu queria que algum evento mágico me tocasse, mas nada. Acho que foi um marco importante da minha infância.

Então, na infância dos meus filhos, procuro cultivar ao máximo a magia do Natal, representada também pela figura do Papai Noel. Nesse ano, eles escreveram cartinhas e colaram com durex no meu armário. Em um certo dia, as cartinhas sumiram, eles quiseram saber o que havia acontecido com elas. Contei que haviam sido enviadas ao Papai Noel. Vi 3 pares de olhinhos brilhando. Temos o costume de preparar a casa para a chegada do Papai Noel. Além da árvore de natal, da decoração, costumamos deixar leite e biscoitos para o Papai Noel e cenouras para as renas. Eles curtem muito todos esses momentos, olhos brilhando sem parar, desde os preparativos até a manhã do dia 25 de Dezembro, quando corremos para a sala ainda de pijamas e encontramos biscoitos e cenouras mordidos, o leite bebido e os tão esperados presentes de Natal!

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Quando fui procurada para compartilhar com os meus leitores a ação de Natal da Oi, não pensei duas vezes antes de aceitar. Para resgatar a magia do Natal, a Oi resolveu realizar um dos sonhos de toda criança: falar com Papai Noel. Assim, foi criado o Orelhão Mágico da Oi. Crianças que caminhavam com suas mães em uma rua do Rio de Janeiro eram convidadas a participar da brincadeira.  Do outro lado da linha, estavam verdadeiros bons velhinhos: atores aposentados do Retiro dos Artistas assumiam o papel. Além do papo inesperado, as crianças ainda eram surpreendidas por duendes, presentes e diversos momentos especiais. A brincadeira divertiu também as mães e as pessoas que passavam pelo local. Uma projeção feita na fachada do prédio do Oi Futuro mostrava uma estrela brilhante formar uma árvore de natal. A ação também contou com a presença de um coral da comunidade do Cantagalo e neve fictícia, que dava um toque ainda mais mágico ao instante.

Assista aqui ao video do Orelhão Mágico.

Além disso, a Oi está com o telefone (21) 2243-2012 disponível para quem quiser ouvir uma mensagem do Papai Noel. A ligação pode ser feita pelo telefone fixo ou orelhão e parte do valor da chamada será revertido em doações para o Retiro dos Artistas e para o Coral do Cantagalo. Nós já ligamos 3 vezes! Cada um dos meus filhos fez questão de telefonar para o Papai Noel, ouvir a mensagem dele e um ho-ho-ho de verdade!

Espero que vocês curtam essa ação tanto quanto eu!

Um Feliz Natal mágico a todos vocês!

(Esse post é um publieditorial)

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RESULTADO DO CONCURSO CULTURAL: BOLSA EXCLUSIVA CARINHOSO BY ISABELA CAPETO

O concurso cultural de fim de ano contou com a participação de leitoras fofas que realmente se inspiraram na resposta para a pergunta: “O QUE A SUA FILHA GUARDARIA COM CARINHO NA BOLSA EXCLUSIVA CARINHOSO BY ISABELA CAPETO?”.

Infelizmente, precisei escolher apenas 5 respostas, tarefa difícil essa!

Mas, vamos lá! Preparadas para o resultado? Seguem as melhores respostas:

- “Bolsa é lugar de guardar…tesouros.Um batom cuidadosamente roubado pra ser usado escondidinho depois. Pedrinhas que brilham. Beijos do príncipe papai. As pulseiras da mamãe (que sempre somem no meio de alguma brincadeira). Um pedacinho de linha, um papelzinho picado que tem um recado enoooorme escrito nele. O presente pro melhor amigo, que pode ser um botão, ou um sapatinho perdido de boneca. Na bolsa, com certeza, guardaria um pouco do sonho de criança e do imaginário tão rico que permeia esse universo.” Simone Jordão

- “A minha sobrinha ALICE guardaria, com todo carinho na bolsa CARINHOSO by ISABELA CAPETO, seu relógio maluco para passar menos tempo no berçário e fugir da  babá  Rainha de Copas , direto pra casa da titia ANA com suas brincadeiras e  sonhos mirabolantes!” Ana Paula Fonseca Zampieri

- “Tal a caixa de Pandora guardaria todos os seus sonhos, desejos e expectativas para o ano de 2013. Estando na bolsinha vermelha, estariam sempre à mão. Já que seria impossível sair sem ela e consequentemente, sem eles!” Tainá Carvalho

- “Com certeza, minha Carolina guardaria ali um gloss e um óculos de sol, porque todo o carinho que ela tem pelas irmãs, não cabe dentro de uma bolsa!” Gabriela Búrigo Milanez

- “Além de muito amor dos pais babões, um mamadeira de água. Porque no calor, não pode faltar!!” Thais Guanabara

Muito obrigada a todas que participaram e parabéns às vencedoras. Entrarei em contato via email para solicitar os endereços e enviar as bolsinhas!

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CONCURSO CULTURAL: BOLSA CARINHOSO BY ISABELA CAPETO

Nesse post, as minhas leitoras e leitores tiveram a oportunidade de ver algumas das roupinhas lindas que a CARINHOSO e a Isabela Capeto desenvolveram para essa nova coleção feminina.

Se a novidade já era boa, agora acabou de ficar melhor! O Mamãe Tá Ocupada!!!, em parceria com a CARINHOSO e Isabela Capeto, está lançando um concurso cultural que vai premiar 5 autoras, ou o autores, das melhores respostas com uma linda bolsa exclusiva CARINHOSO by Isabela Capeto.

Uma fofura de bolsa!!

É tudo muito simples! Basta se munir de criatividade e originalidade para responder à seguinte pergunta:

“O QUE A SUA FILHA GUARDARIA COM CARINHO NA BOLSA EXCLUSIVA CARINHOSO BY ISABELA CAPETO?”

As respostas devem ser encaminhadas para o email camila@mamaetaocupada.com.br e as 5 mais criativas e originais de todas elas serão escolhidas por mim e divulgadas através de um post aqui no blog no dia 19/12/2012 (corram! É um concurso relâmpago de fim de ano!). Daí, basta esperar para receber em casa um pacote especial com uma linda bolsa!

Vamos lá? Um, dois, três e já! Valendo!

Boa sorte a todos os participantes!!

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O filho que fugiu da fôrma

Que os filhos chegam em nossas vidas para nos ensinar – à força!! -  uma série de coisas não é novidade para nenhuma mãe. Podia ser com calma, devagar, da tal maneira lúdica e respeitando o tempo da mãe (?), mas é bem o oposto. Considero difícil lutar contra e pedir para desacelerar, portanto acho que cada mãe vive a maternidade na velocidade que o filho lhe impõe, não é?

Uma das melhores imagens que me vem à cabeça sobre isso é dos bebezinhos pequenininhos mamando na mãe. Tem aquele que suga vorazmente, que esgota a mãe com toda a energia que ele investe naquele momento e, em outro oposto, o bebê que mama bem devagarinho, cochila, acorda, mama mais um pouco, dorme e assim vai… Ambos fazendo praticamente a mesma coisa, alimentando-se, recebendo carinho, entrando em contato com a mãe, mas cada um da sua maneira e ao seu ritmo.

A maneira e o ritmo perduram pelo resto de toda a vida, outra coisa que não é novidade. Podem mudar, é claro que mudam, mas verdade é que cada um vai ter sempre o seu “jeitinho”. (Uma particularidade do “jeitinho” que eu adoro ver são as heranças da família, não apenas as genéticas, mas as dos jeitinho do pai e da mãe que os filhos herdam mesmo.)

Quem nunca vestiu uma roupa, se achou linda, daí enfrentou um espelho poderoso e se achou completamente esquisita no modelito? Filho também faz essa função de espelho, tanto para as fofurices, quanto para as esquisitices. A Manu, muitas vezes, é o meu espelho. O Joaquim, também muitas vezes, é o espelho do pai. Para o nosso total orgulho e admiração, assim como para as nossas profundas reflexões. Às vezes chega até a parecer aquela brincadeira irritante e caricatural que as crianças fazem de um ficar imitando o outro.

Quando o filho faz o espelho dos pais, a gente consegue entender uma série de coisas que fazemos de maneira consciente ou não, dos exemplos que damos e do modelo parental que somos. Para as coisas “boas” e “ruins”, exercício de aprendizado sem fim!

Mas, daí, você tem um filho que, apesar de ser gêmeo univitelino do menino espelho do pai, fugiu da fôrma da família. O aprendizado é sem fim também, afinal nada melhor do que aprender com o diferente, mas a curiosidade é o que mais me move e me toca nessas horas.

O Pedro é o meu filho que fugiu da fôrma. Não de maneira geral, mas como o Joaquim e a Manu, muitas vezes. E o que mais me chama atenção é pela diferença gritante que temos e pelo tanto que eu venho aprendendo com ele.

Eu sou extremamente acelerada, faço trocentas coisas ao mesmo tempo, que nem sempre saem da maneira como deveriam e a culpa é toda minha, ou da minha pressa. É melhor resolver tudo em uma hora e não ficar satisfeita, ou resolver 70% das tarefas em um dia inteiro e ter um resultado incrível?

Outro dia, o Pedro passou um dia inteiro fazendo um desenho. Não era apenas um desenho, era uma “atividade artística” que ele mesmo inventou e resolveu fazer sozinho. Ele queria desenhar um jardim. Eu teria rabiscado uma grama, desenhado árvores, flores, um sol, umas nuvens, uns passarinhos e pronto! Jardinzinho meia-boca, mas pronto em 5 minutos. O Pedro, não. Ele desenhou tudo o que gostaria de colocar no jardim: grama, árvore, joaninha, borboleta, flor, minhoca, caracol e ele mesmo plantando mais algumas coisas no jardim. Depois de tudo desenhado, recortou um a um. Daí, pegou um outro papel e foi colando com durex tudo o que estaria no jardim. Trocou as coisas milhares de vezes de lugar e, dias depois, ainda fazia lá os retoques no jardim. Não sei se pretende atingir a perfeição ou se um artista nato simplesmente age dessa maneira.

Semana passada era a última da natação, por isso as duas aulas da semana seriam na piscina social do clube, só farra e brincadeiras. O Pedro foi lá e participou da primeira aula numa boa. Dois dias depois, seria o último dia de aula da natação nessa mesma piscina. Quando fui arrumá-lo de manhã para irmos ao clube, ele começou a chorar dizendo que não queria nadar naquela piscina, pois achou a água muito fria. Eu acatei e permiti que ele não participasse da aula. Ficou assistindo a Manu e o Joaquim nadando e se esbaldando e não manifestou vontade alguma de entrar na piscina, manteve-se firme e forte na decisão.

Tem um lado meu que morre de admiração e orgulho pelo tempo em que ele investe em uma atividade, como essa do jardim. Pelo capricho, pela atenção, o cuidado e a dedicação. Mas, tem um outro lado meu, muito de mãe, que sofre com esse tempo do filho. Filho este que demorou dois dias para “digerir” a temperatura da água e vir me contar chorando que a achou muito fria. E eu fico imaginando os motivos dele não ter reclamado da água fria na hora em que saiu da piscina na primeira vez. Qual será o caminho que os sentimentos percorrem dentro da cabecinha e do coraçãozinho do meu Pedro até que sejam expressados verbalmente? Será que nesse trajeto – longo e demorado, de acordo com o olhar de uma mãe acelerada – algumas coisas são perdidas e não comunicadas? Ou será que essa “digestão” mais longa dos sentimentos faz do meu filho uma pessoa mais ponderada e menos explosiva?

As respostas talvez venham ao longo de toda a sua vida, ou não, mas as lições, com certeza!

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