A primeira metade do ano praticamente acabou. Eu não costumo fazer “balanço” sobre o término dos 6 primeiros meses de um ano, mas resolvi inovar e escrever esse post.
A verdade é que eu estou muito cansada. Não tanto quanto quando as crianças eram bebês, durmo bem à noite, são raras as interrupções , mas sinto um cansaço diferente. Não é de falta de sono, é físico.
Quando as crianças eram pequenas, naquela fase em que meio andam, meio engatinham, mas não pegam nada do chão, eu fazia uma ginástica terrível para cuidar deles, recolher brinquedos, organizar os quartos e a bagunça toda que acabei desenvolvendo a tal hérnia de disco. Demorei quase um ano para diagnosticá-la, o que significou um ano de muita dor, algo insuportável, constante, que não me permitia dormir à noite por falta de conforto e posição.
Recentemente, voltei a sentir uma dor semelhante, porém em um lugar diferente: ombro e braço direitos. Fiquei mais atenta a minha postura, ao modo como me movimento e entendi que tenho uma tendência a tensionar essa região do corpo para absolutamente tudo o que eu faço. Trabalhei uma certa “consciência corporal” que nada mais é do que prestar atenção aos momentos em que eu me tensionava toda e comecei a relaxar quando percebia a tensão. Não é complicado, mas tem que fazer o dia inteiro, desde os mínimos movimentos até os mais bruscos. A descoberta é que eu tensiono tudo em momentos banais, como escovar os dentes e apertar a descarga, por exemplo.
Esse exercício diário por si só melhorou consideravelmente a minha dor, até que um dia notei uma mancha enorme no meu braço, bem na região da dor. Fui a um ortopedista da minha confiança e a causa não é nada de mais, são essas coisas do dia-a-dia mesmo, desde pegar criança no colo, até fazer supermercado e as tensões que eu já mencionei. Mas a consequência foi a ruptura de um músculo do braço. A causa, como disse, é banal, mas a consequência, não. O músculo rompeu, sangrou e formou essa mancha que é o resultado de um hematoma interno. Não há muito o que fazer, a não ser pegar leve, continuar prestando atenção à movimentação, tomar um antiinflamatório e aguardar o músculo se regenerar por conta própria.
O post não é para ser dramático, é mais reflexivo mesmo, desculpem o drama dessa pequena introdução.
Eu me lembro que, no ano passado inteirinho, eu fiz muita coisa do ponto de vista profissional. Trabalhos relacionados à internet e outros projetos da vida real. Considero que foi “quase” uma retomada da minha vida profissional após a tripla maternidade. Trabalhei um monte, estive muito fora de casa, administrei filhos, casa, marido, compromissos com jogo de cintura e dificuldades, deleguei bastante os cuidados com as crianças e, vejam que bom, ganhei um belo dinheirinho!
Esse ano, tudo mudou! A começar pelo staff doméstico, que fez as suas “próprias” alterações e eu resolvi fazer as minhas também, abrindo mão de certos luxos que tínhamos antes. Além disso, a dinâmica das crianças também mudou, especificamente falando de mudança de escola de uma filha e da inclusão de atividades extra-curriculares. Então, me vi com 3 filhos em escolas, atividades e horários completamente diferentes.
A gente pensa que os filhos crescem e deixam de dar trabalho, mas isso é um enorme engano. O trabalho apenas muda de tipo e de nome, mas ainda existe.
A minha posição diante de todas essa mudanças foi a única possível para o MEU ponto de vista: abraçar a causa, com todos os braços que tanto me faltam. E, assim, me vi fazendo um verdadeiro retrocesso na minha suposta vida profissional. Recuei e voltei à estaca “mãe”. Não me arrependo e não quero outra vida, gostaria apenas de viver tudo isso de uma forma mais “light”.
Porque cansa. Cansa muito. Não pelo trabalho em si, que eu disse que é diferente, mas pela rigidez dos horários, da rotina, das tarefas, das atividades, das malas, mochilas e lancheiras a fazer. Cansou ao ponto de machucar. Eu não sei se todas as mães se machucariam, mas eu me machuquei, já que esquecer o lanche, o casaco ou o livro para devolver na biblioteca está fora do permitido para mim.
Pode ser que eu me arrependa muito em breve, mas estou contando os dias para as férias das crianças. Pela primeira vez, desde que me tornei mãe, quero viver sem rotina de horários, compromissos, tarefas, agendas, mochilas e lancheiras sem fim!
Talvez a gente nem almoce e vá comer pão na chapa na padaria. Talvez eu realize o grande sonho deles: deixá-los acordados até à meia-noite assistindo todos os filmes que quiserem e comendo toda a pipoca que pedirem, que, aliás, será o jantar da noite. Talvez eu os deixe sem banho num dia de frio. Talvez a gente passe o dia de pijama e, com certeza, vamos tirar sonecas juntos, todos na minha cama, como fizemos nas últimas férias…
Sei lá, vocês já se sentiram assim?
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Se alguém tiver alguma encomenda de Nova Iorque, é só me ajudar ir até lá e eu trago. Cliquem nesse link (http://bit.ly/LLTyGC) e votem no meu post, please! Como deu para perceber, estou realmente precisando de uns dias off!