As “tendências” da alimentação

De todos os assuntos difíceis da maternidade, o tema alimentação nunca foi um grande stress aqui em casa. Eu não sou nenhum exemplo ou modelo a ser seguido quando trata-se de alimentação, mas sempre quis estabelecer uma que fosse saudável e regrada para os meus filhos. Por pura sorte, eles aceitaram bem e se alimentam com qualidade e sem frescura, obrigada. Frescura é um assunto à parte, já que eu não suporto frescura para comer, aquela enrolação toda, sabe? Pra mim, é assim: comeu? Sim, ótimo. Não comeu? Fica pra próxima refeição quando estiver com fome. Nunca obriguei ninguém a comer por pura falta de paciência, nunca transformei brócolis em árvores para tornar a hora do almoço ou jantar mais lúdica e, sempre que pude, deleguei a função de dar comida para as crianças. (Mãe de merda no maior momento confessionário!).

Eu não sei se foi isso tudo ou se o Papai do Céu atendeu as minhas preces e me mandou criancinhas bem tranquilas para comer. Além dessa facilidade de nascença, eles estão mais crescidinhos, comem sozinhos e não me dão mais o menor trabalho. E como eu não sou lá nenhuma referência em alimentação, costumo liberar aos finais de semana e até durante a semana, tipo um pedacinho de bolo depois da fruta de sobremesa.

Papai do Céu foi mesmo bem bonzinho, pois além da facilidade, me mandou uns fofinhos que me ajudam na lista de supermercado e cada um pede que eu traga a fruta preferida. Nada de Cheetos, Fandangos e afins, pode ser banana, maçã e melão mesmo. Ou seja, maravilha.

Mas eu estava me lembrando de quando eles eram bebezinhos e a gente começa a preparar papinhas, alternando legumes, sabores, temperos para que conheçam alimentos diferentes e ampliem o paladar. Eu fui uma boa aluna, obedeci e segui à risca tudo o que o meu pediatra mandava oferecer, mesmo sem coragem de experimentar. Por exemplo: chegou a fase de colocar verduras nas papinhas e tinha uma recomendação lá de papinha com um caldo, 2 legumes e ALFACE! Senhor! Qual é o motivo de acrescentar alface na sopa? Ok, ok, entendo a questão dos nutrientes, fiz papinha de alface, mas, de livre e espontânea vontade, nunca mais!

Passada essa fase de introdução dos alimentos, criancinhas maiores e tal, quem manda na cozinha e no cardápio sou. (Eu disse “quem manda” e não “quem cozinha, vejam bem. Eu sou aquela famosa que procura a receita de gelo quando a Coca-Cola tá quente!). Então, percebi duas tendências e não tô falando de moda, não, esse não é o assunto do blog.

Estou falando que, tendo avaliado criteriosamente as reações da Manu, a minha primeira filha experimentadora de comidinhas saudáveis e variadas, não ofereci determinados alimentos aos meninos. (Eu não sei quem sofre mais, os filhos mais velhos ou os mais novos. Só sei que acabei de perceber que não fui tão boa aluna do pediatra assim…). Vamos aos exemplos: Manuela experimentou mamão e ficou com intestino solto, bem soltinho por 15 dias. Experimentou abacate e o intestino ficou mais solto ainda, quase que por 1 mês. Portanto, a conclusão brilhante é de que os alimentos que traumatizam a mãe de primeira viagem, nunca mais serão consumidos na segunda ou terceira viagens. Que eu saiba, o Joaquim e o Pedro nunca comeram mamão e abacate, nunca debaixo do meu teto ou sob a minha responsabilidade, a não ser que tenham roubado de algum amiguinho da escola na hora do lanche ou que alguma avó tenha oferecido. Mas, de mim, nunca, jamais! Aliás, são frutas que não fazem parte do nosso repertório. Maridinho AMA creme de abacate batido com açúcar e limão, mas só come lá na casa da sogra.

Outra tendência que também me faz uma péssima aluna do pediatra é não comprar e oferecer aquelas coisas que eu mesma não gosto. Tem o lado bom, é claro, já que detesto todos os tipos de salgadinhos, então Cheetos é só roubado do vizinho de lanche na escola, assim eu gostaria de imaginar. Mas tem o lado ruim, né?! Folhas em geral, com exceção de espinafre e couve refogadinhos, não fazem parte da minha sacola sustentável do supermercado. Beterraba? Detesto! Não entra! Peixe? Ai, tem gosto de mar, porque alguém comeria esse bicho? E assim caminha a vida… Ou melhor, caminhava. Pois, um dia era um pediatra fazendo recomendações para um bebezinho que não fazia grandes exigências, mas hoje tudo mudou. Comer saladinha na casa do amigo é um super programa e eles voltam contando que comeram e adoraram! O mesmo aconteceu com a beterraba e com o peixe, portanto, adivinhem? Pediatra a gente pode fingir que não escuta e ele nem está em casa para fiscalizar, mas um filho pedindo salada é quase um ordem, não dá para se fazer de surda, certo?

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  • Adriana Matielo

    Hahahaha e quando o filho da gente pede pra comer aquele peixe que você nem pode ver mais frito, não tem jeito mesmo! rs
    bjs
    Di

  • http://www.facebook.com/natalialippolis Natalia L. P. Almeida

    Ameei!  Quando um filho pede salada é o momento q vc se acha na maternidade, tipo, “deveriam me entrevistar”, né? rsrsr
     Ah, e vou me inspirar muito no seu “comeu, comeu, não quer, não quer”, porque a realidade aqui é uma mãe italiana quase chorando se o bebê nega comida. Pensa.

    Um abraço, Ca!

  • Denise Freitas

    Rê, ficou lindo querida. Uma graça. Nós também estamos de cara nova. Se der, dá uma passadinha lá no www,mamydeprimeira.com.br. Tá rolando um sorteio delicioso!

    bjs,

  • Maria Thereza

    Meu sonho era fazer um post desse falando sobre a alimentação da Lara!!!!!
    Aiai…. mas a esperança não morre, e eu ainda sonho com o dia em que a Lara vai comer bem!