Novidade!!!

Eu estava na dúvida se deveria ou não escrever esse post, se o espaço seria devidamente apropriado… Mas resolvi mandar bala e explico o porquê.

Quando vejo onde estou agora, inevitável olhar para trás e visualizar o caminho que fui desenhando para a minha vida. Tudo começou quando eu tive os meus filhos, é claro, mas daí veio a idéia do blog, um outro ponto de partida importante.

Ele surgiu como forma de registro da infância das crianças, mas aos poucos foi me mostrando uma função talvez até mais importante: me aproximar de outras mães para trocar informações e acolhimento nas dificuldades.

Eu fui a primeira de todas as minhas turmas a me tornar mãe e com o avalanche da maternidade, me sentia extremamente sozinha para praticamente todos os assuntos. O blog preencheu esse vazio de maneira inacreditável por muitos anos. Me fez entender que as minhas dúvidas e angústias não eram apenas minhas, mas de todas as outras mães. A rede de apoio que se formou a partir da blogosfera materna é grande e poderosa, gente! Mães e filhos são obviamente diferentes e únicos, mas, ao mesmo tempo, são tão iguais, que só mudam de endereço mesmo.

Conheci gente e trabalhei bastante através do blog, coisas que jamais imaginaria que pudessem acontecer. Porém, depois de certo tempo, comecei a questionar a função do blog no momento em que os meus filhos estavam mais crescidinhos e pouco à vontade para a exposição. Isso foi definitivo.

A maternidade nunca saiu do meu radar, mesmo eu estando fora do blog. Estive sempre atualizada nos assunto gerais, nas polêmicas, nas novidades, em sites, produtos novos e etc. Daí vieram os grupos maternos no Facebook, o Instagram, o YouTube, o Whatsapp, o Snapchat, ou seja: diversas novas formas de apresentar material referente à maternidade e muito mais coisa para aprender e apreender. E eu lá, quietinha, na minha, mas firme e forte sempre acompanhando o assunto que é do meu maior interesse.

E as crianças crescendo… Vejam vocês que a Manu já tem 9 anos, muito mocinha e companheira! O Joaquim e Pedro fizeram 8 anos no mês passado e são uns moleques incríveis que ouvem heavy metal com uns fones enormes na cabeça.

E eu, gente? Entendi que havia chegado a minha vez. De reciclar e retomar a minha vida profissional. Eu amo a profissão que eu escolhi, ser Psicóloga é um verdadeiro orgulho e cheguei a pensar em voltar a trabalhar nessa área e com crianças. Eu também amo as crianças, é claro, mas descobri pelo caminho que fiz que amo mais ainda as mães. Como disse, elas são todas iguais e todas diferentes, nas angústias, alegrias e nas ajudas que precisam. Quando falo em ajuda, não estou me referindo a alguém para ficar com o bebê para que ela possa tomar um banho. Lembram que eu falei que a maternidade vem como uma avalanche? É para isso que as mães precisam de ajuda!

A maternidade acaba com toda a sua rotina, disciplina e organização. Atrapalha o seu sono e as suas refeições. Faz com que você se veja obrigada a reestruturar casamento e vida profissional. Muda completamente o seu corpo. A sua casa. As suas prioridades. Mas te traz um amor louco e inexplicável, pelo qual você move montanhas. E assim você vai movendo montanhas por 1, 2, 3 ou mais filhos, mas mal consegue empurrar um morrinho por você mesmo, afinal tem um serzinho que exige e precisa muito mais do que você, certo? Meio certo, apenas. Acredito fortemente que uma mãe para desempenhar suficientemente bem todas as suas funções, precisa estar bem, satisfeita e equilibrada. Ou vocês querem que eu descreva o dia de uma mãe que dormiu pouco, acordou irritada, nervosa e mal-humorada?

Por tudo isso, estou escrevendo para contar que resolvi agregar à minha formação em Psicologia uma formação em Coaching e estou atuando como Life Coach.

O Life Coach pode desenvolver trabalhos relacionados à carreira (retomada, mudança de carreira ou cargo), aos relacionamentos em geral e à qualidade de vida (disposição e emagrecimento), aspectos que são altamente impactados pela maternidade.

O Coaching é um trabalho focado em uma meta a ser atingida em alguma dessas áreas, sempre de olho nas soluções para os problemas e com a finalidade de viver uma vida mais plena. Trata-se de uma maneira de ativar os nossos recursos, visando o aumento da performance e a busca do auto conhecimento em vista do que nos impede de agir e de obter resultados positivos. Coaching é empoderamento pessoal a partir do princípio básico de foco -> ação -> resultado -> melhoria contínua.

O trabalho é realizado a partir de sessões semanais com uma hora de duração. São necessárias em torno de 12 sessões para concluir o trabalho, mais ou menos 3 meses.

Estou extremamente feliz e apaixonada por essa nova carreira! Realizar um trabalho que de fato ajuda as mulheres a ter uma experiência melhor consigo mesma, com o parceiro, com o trabalho e com os filhos é de uma realização sem tamanho!

Fiquem à vontade para tirar dúvidas por aqui ou por email: camiladuartegarcia@gmail.com

 

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O guarda-roupa que não é de Nárnia

Caras leitoras,

vocês devem estar aqui hoje em uma espécie de comemoração do fim das férias escolares. Que momento sublime da maternidade! Quando os intermináveis 30 dias de férias acabam e você consegue se atualizar nas notícias, blogs e redes sociais. Ter algumas horinhas de sossego e silêncio é mais do que revitalizante, é uma questão de sanidade, concordam? Fazer as coisas sem interrupções e solicitações sem fim ajudam até na nossa capacidade de raciocinar, de finalizar as tarefas. Os filhos que me perdoem, mas a volta às aulas é fundamental.
Apesar da introdução dramática, juro que não tenho mais medo das férias escolares. Ju-ro. Não preciso mais correr atrás de criança o tempo todo, ao contrário, eles correm de mim e eu até descanso!
Mas, vejam só, como nenhuma mãe veio ao mundo a passeio e descanso não combina com maternidade, as minhas férias tiveram um, ops, dois toques a mais: (1) VAZAMENTO e (2) OBRA.
Eu cheguei a considerar que um vazamento na cozinha até poderia ser divertido: já pensou café da manhã, almoço e jantar fora? Caro, mas delicioso. Ou até um vazamento na lavanderia: mandar roupa para lavar fora todos os dias. Novamente caro, mas não ouvir barulho de máquina seria também delicioso.
Mas, não, nada disso. O vazamento foi dentro do armário dos meninos, passando pelo banheiro deles, pelo quarto da Manu e pelo banheiro dela. Estragou o piso dos quartos, precisei arrancar tudo e ficar só no contra piso, banheiros e quartos com paredes quebradas, gente entrando e saindo de casa o dia inteiro para trabalhar, barulho, pó, bagunça, sujeira, todas as coisas e móveis dos quartos e banheiros empilhados e amontoados na sala! Imaginem que a minha mesa de jantar virou guarda-roupa das crianças! Ah! E, lógico, 3 crianças de férias entediadas em casa.
Estamos assim há 3 semanas e meia.
Eu preciso de férias escolares!
Só para mim?
Posso?
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A verdade sobre o Papai Noel

(Obs: esse post contém spoilers.)

*****

Foi em uma manhã do comecinho de dezembro do ano passado – aquela época em que começamos a chantagear falar com as crianças sobre a vinda do Papai Noel com o seu saco de presentes – em que a Manu me confrontou antes mesmo da minha tão necessária xícara de café. Tava eu de pijama em pé na cozinha e a garota me pergunta, sem preparo algum:

- Mamãe, fala a verdade, por favor, o Papai Noel existe?

Como psicóloga e mãe despreparada que sou, devolvi a pergunta, mas não adiantou nada:

- Por favor, Mamãe, me fala a verdade!

Nesse momento, percebi as lágrimas quase escorrendo do rostinho da minha filha. Desisti do café, peguei-a pela mão e fomos conversar no meu quarto.

Novamente, mas agora chorando:

- Mamãe, as minhas amigas disseram que o Papai Noel não existe! Nem o Coelho da Páscoa e nem a Fada do Dente. Elas disseram que quem faz tudo é o pai e a mãe. É você mesmo?

Não dava mais para enrolar, né?!

- Sim, Filha, sou eu.

Fui surpreendida por um abraço longo, apertado e um “obrigada por me contar a verdade” aliviado e ainda entre lágrimas. E, como não poderia deixar de ser, ainda prometeu não contar a verdade aos irmãos: “eu sei o quanto isso é importante para eles…”.

*****

Essa história toda vai muito além de deixar de acreditar em Papai Noel.  Me dá uma tristezinha notar que as fantasias e a imaginação vão aos poucos perdendo espaço na cabecinha da minha Manu. A inocência da infância vai acabando e dando espaço a um pensamento mais complexo e racional.

A parte boa de ver os filhos crescerem tanto e tão rápido é perceber a relação que acabamos estabelecemdo com eles. Confiança e cumplicidade são conquistas que devemos comemorar, seja lá na relação que for. E não há nada mais gratificante do que ver essas sementinhas brotarem. A gente plantou lááá atrás, regou todos os dias, de maneira incansável e aí estão os frutos. Pode ser que a fantasia e a imaginação acabem, ou precisem de um esforço a mais na vida adulta, mas as pessoinhas bacanas que colocamos no mundo permanecem.

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Masterchefs

A gente anda numa onda masterchef desde antes dos programas de culinária se multiplicarem e caírem no gosto geral das pessoas. Na verdade, foi por total necessidade da nossa família numerosa, uma vez que eu sou aquela mãe que erra o gelo, mesmo seguindo receita e tutorial no YouTube. Resultado: Maridinho foi parar na cozinha.

Isso já faz uns 4 anos, ele vem se aperfeiçoando a cada dia e nós só temos a agradecer! Cozinhar virou programa da família, as crianças amam entrar na cozinha com o pai para ajudar, é uma graça o tanto que participam, se envolvem e se interessam. Eles vivem palpitando nos nossos cardápios semanais e do fim de semana, a coleção de livros de receitas lá de casa só aumenta e volta e meia você pega um deles lendo um dos exemplares, fofo!!!  Tem criança  que pergunta  para os pais qual a programação do fim de semana, já os meus filhos querem saber o que vão cozinhar no sábado e no domingo!

Então, os programas de tv de culinária, mais especificamente os reality shows, vieram para coroar essa fase gastronômica da nossa família. Assistimos juntos, debatemos receitas, apresentação dos pratos, defendemos os nossos participantes e jurados preferidos, é muito legal mesmo! E eu vim aqui contar e recomendar isso tudo porque foi extremamente rico em termos de programa e convivência da família, assim como pelos novos sabores e experiências culinárias que as crianças têm vivido. Se já comiam bem, agora comem melhor ainda! Comem também com os olhos, com mais sabor, mais temperos, mais interesse e entusiasmo! Ou seja, uma total ampliação do paladar.

Para ilustrar isso tudo, vou mostrar a brincadeira de hoje, de férias na fazenda.

Foi uma prova do Masterchef, em que os participantes teriam que elaborar a melhor e mais bonita salada que fossem capazes. As compras foram feitas na horta, tudo fresquinho e sem agrotóxicos!

Cada participante com a sua cesta de compras

Cada participante com a sua cesta de compras

Mãos à obra!

Dando início à preparação dos pratos!

Dando início à preparação dos pratos!

Foi tão bacana, eles se empenharam tanto que eu, como jurada, não tive coragem de eliminar ninguém, haha! (Já viu alguma mãe que tira o filho da brincadeira??). Vamos aos resultados:

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Parabéns pelas saladas, participantes! Vocês arrasaram!

Atenção! Recomendamos fazer isso em casa!

Divirtam-se em bom apetite!

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Blogueira v. 2015

Eu não sei bem os motivos de escrever este post depois de praticamente 2 anos inativa. Quer dizer, eu sei, sim: saudades! É válido, não?!

Mas, e aí, gente, tudo bem? Muita cara de pau aparecer assim, do nada?

Peraí que eu posso me explicar.

Vivi intensamente a blogosfera materna por quase 3 anos e meio. Escrevi aos montes, comentei idem, polemizei, fiz amigas, acompanhei gestações, nascimentos e desfraldes. Daí, parecia que, no momento em que eu estava para ser sugada definitivamente para dentro da internet, ao ponto de perder marido e filhos, havia também um movimento grande e forte nos blogs e nas redes sociais, algo como Instagram e grupos do Facebook. Some isso ao fato de os meus filhos estarem mais crescidinhos, desfraldados, papinhas free e foi então que eu senti perder o meu espaço ou a minha razão de ser na internet, mais especificamente, em um blog de maternidade.

A vida lá fora é muito boa também, obviamente, diferente do que encontramos na blogosfera materna. Lá fora, desculpem, as pessoas são mais reais. Elas têm menos filtros, polemizam e discutem comendo um cupcake com refrigerante enquanto os filhos correm no restaurante. Nao há ofensas, brigas ou ofensas por opiniões divergentes. No mundo real, as pessoas são menos especialistas nos assuntos que cercam a maternidade. Elas mandam bolacha recheada e suco de caixinha para o lanche da escola sem sentir um pingo de culpa. Ah! E fazem miojo para o jantar pelo menos uma vez por semana. COM POZINHO!!! E, no mundo real, as crianças jogam Minecraft no tablet, assistem Carrossel, Chiquititas e, se bobear, até a novela das nove.

Porém, lá no mundo real, não há discussões profundas e super embasadas a respeito dos partos normal, domiciliar e da cesárea. Aliás, há alguém que saiba tanto sobre amamentação quanto as blogueiras maternas? Que tenha  os roteiros de programação infantil para todas as cidades do Brasil (e do mundo?!) a um clique de distância? Que tenha os roteiros mais incríveis de viagens com crianças também a um clique? É inegável que a blogosfera materna propicia uma rede de amizade e solidariedade como nunca havia visto antes. Sou testemunha por ter vivido isso na pele ou por ter acompanhado amigas e até desconhecidos, seja pedindo indicação de diarista ou doador de medula. Não há igual.

*****

Outro dia, a Manu, 8 anos recém completados, me viu tomando um remédio e me perguntou se eu estava doente. Respondi que não.

- Mamãe, eu não entendo porque os adultos vivem tomando remédios se não estão doentes.

Quando eu era criança e me queixava de dor de cabeça, a minha mãe falava para eu ficar quietinha no escuro ou colocar os pés numa bacia de água quente.

*****

Na minha opinião de vida prática, ser a louca das vitaminas é tão ineficiente quanto a homeopatia roots. Não tomamos remédios se estamos saudáveis, mas um analgésico para dor de cabeça vai muito bem, obrigada.

*****

E é assim que eu vou me permitir transitar entre a vida real lá fora e a blogosfera materna. Um pé lá e outro cá, tentando enriquecer esses dois universos incríveis com o que ambos têm de  bom, temperar um com uma pitada do outro.

Estou cheia de coisas para contar, compartilhar e me sentindo mais tagarela do que nunca! Aposto que vocês também estão cheias de novidades. Muitas grávidas? Recém-paridas? Hein? Hein? Contem tudo!

Ah! Comecei essa brincadeira com um perfil do blog no Instagram, afinal quem chega do mundo real e dá só uma olhadinha, já entende que blogueira que é blogueira, tem o blog no insta, procede? Portanto, pessoal, prestigiem lá: @mamaetaocupada. Acho legal que o insta é rapidinho, né?! Dá para trocar ideia e pedir socorro de imediato e as viagens reflexivas ficam por aqui, combinado?

Vamos matando as saudades aos pouquinhos! Um beijo enorme em cada um de vocês!

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Canja de galinha não faz mal a ninguém

Nessa segunda-feira, o grande dia da volta às aulas (a mãe que não comemorou que atire a primeira pedra!), o despertador tocou e eu xinguei feio. Afinal, tinha motivos: o barulhinho irritante interrompeu um sonho incrível em que eu estava entregue aos cuidados e mimos de um cabeleireiro caro, fresco e high tech (interpretações são desnecessárias aqui).

Ju-ro que não estou me queixando das férias, não. A verdade é que os últimos meses por aqui foram meio atribulados. Aliás, gostaria de saber quando é que a vida de uma mãe não é atribulada. Acampamento? Internato? Intercâmbio?

Enfim, começou no feriado de primeiro de Maio e não deu sossego até quase agora. Apostei nas férias, em um lugar com ar puro, comidinha mais fresquinha e natural, mas… nada!!! As crianças engataram uma doença na outra… desde Maio!

A indústria farmacêutica tá felizona comigo, foram litros de anti-térmico, anti-alérgico, remédios para o nariz, para enjôo, pomadas mil e até antibiótico. Eu chego na farmácia da esquina, onde sou cliente VIP, e recebo olhares de pena dos funcionários. Eles já devem saber os dados dos meus filhos de cabeça: nome, idade e peso para preencher as receitas médicas mais hardcore. O próximo passo é vender antibiótico sem receita e sem desconfiança, afinal sou uma mãe de 3 filhos que compartilham vírus e bactérias non-stop!

Já culpei a vacina da gripe e a sua não confirmada cientificamente reação. Já investi em fitoterápicos. Assim como em vitaminas. Agora vou apelar para o Papa Francisco, que ele sim é bom milagres!!

Tem gente que acha que o inverno deixa as pessoas mais elegantes. Eu discordo. Acho de uma deselegância sem tamanho ficar em ambientes fechados, com temperaturas baixíssimas, compartilhando doença. Como é que a gente cumpre aquela famosa recomendação dos ambientes arejados???

Como se não bastasse tudo isso, perdi toda a minha dignidade tirando carrapato da família inteira após um passeio a cavalo em um hotel fazenda. Família inteira, gente! Arrancando carrapato de lugares impublicáveis nesse blog de família. Se escapava um, ele já saía botando ovo e se multiplicando. Entendi na pele o conceito de praga. E de filho criado nos moldes urbanos:

- Olha, Mamãe, achei um tatu-bola no tapete da nossa sala!

- Larga isso, Joaquim, é um carrapato gigante!

Enquanto um confunde tatu-bola com carrapato, tem um outro que me avisa quando está com febre.

- Mamãe, a minha testa tá quente.

Termômetro velho de guerra apitou nos 38 graus. Obrigada pela ajuda, Pedro.

E assim foi. Ou tem sido? Não passei um dia sem dar um beijinho disfarçado na testa dos meus filhos a fim de conferir a temperatura deles para então confirmar com o termômetro que, aliás, é um sobrevivente dessa época sombria. Aguentou firme, forte e trabalhou mais do que a minha máquina de lavar roupa!

*****

Mas e com vocês, tudo bem?

Um segundo semestre cheio de saúde para todos nós!

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A HISTÓRIA DA ESTRELINHA E AS OUTRAS HISTÓRIAS

Foi na saída da escola, em uma sexta feira, em que fui buscar a Manu e encontrei a minha filha chorando. Ela voltou aos prantos no carro me contando que o Edson pegou um microfone e avisou que estava indo embora do colégio e queria se despedir das crianças.

O Edson era o porteiro da escola, daquelas figuras carismáticas, sempre bem humorado, simpático e sorridente. Aparentemente, nada abalava o seu humor e eu era obrigada a abrir a janela do carro diariamente, na hora da entrada e da saída para que a Manu pudesse cumprimentá-lo.

Ela passou o fim de semana fazendo cartões de despedida para ele e me pediu para tirar uma foto de recordação.

Na segunda feira seguinte, o dia da entrega dos cartões e da foto, chegamos no portão da escola e nada do Edson. Havia uma caricatura dele lá, um ser que jamais conseguiria adquirir o carisma e a simpatia dele. Ainda assim, ele esforçava-se em acenar para as crianças que chegavam.
A decepção foi instantânea e os cartões continuam guardados em casa, “vai que um dia o encontramos por aí“, disse uma Manu triste.

Soube que ele voltou para a sua cidade natal, que sentia falta da família. Posso imaginar! Bom pra ele, de  coração!

Algumas semanas depois, em outra sexta feira, novamente na hora da saída da Manu, vou buscá-la e a encontro chorando. Ela volta também aos prantos no carro me contando que a Florzinha, a vaquinha da fazendinha da escola está muito grande e vai embora para uma fazenda maior e mais espaçosa. Manuela entendeu exatamente o motivo, pôde alimentar a Florzinha uma última vez e despediu-se dela. Mas estava claramente inconformada!

Quando estacionei o carro na garagem, falei para ela pular para o banco da frente ao meu lado. Ofereci uma balinha, daquelas que a gente guarda para as situações de emergência (como essa!) afinal, açúcar cai bem nessas horas. Permiti que ela escolhesse uma música no meu ipod para ouvirmos juntas. Ela foi de Jason Mraz, essa linda aqui. Achei a escolha bem apropriada, apesar de nunca ter prestado muita atenção à letra, mas só de ouvir a frase “you can always come back home” a sensação é do mais puro acolhimento.

Era só isso o que eu poderia fazer pela minha filha: acolhê-la.

Não havia o que fazer para mudar os destinos ou decisões do Edson e do Florzinha.

*****

Além daqueles assuntos “como são feitos os bebês?” e “como eu fui parar na sua barriga?”, sempre imaginei que falar sobre morte com as crianças seria a conversa mais difícil que eu poderia enfrentar como mãe. Mas depois dessas experiências, percebo que contar a história de alguém querido que virou uma estrelinha e foi morar no céu junto com o Papai do céu nos oferece uma direção mais clara para olhar na hora da saudade.

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Amiga Indica: TiTéTiS

Eu sempre achei que enlouqueceria e ficaria pobre, pobre, pobre de tanto comprar roupas para os meus filhos. Além de ter 3 filhos que crescem a cada semana, sempre fui meio “gastona” e “consumista” assumida. Pois não é que a maternidade veio com força total e até arruinou esse meu lado? Quer dizer, é lógico que eu gasto dinheiro comprando roupas para os meus filhos, porém tenho sido extremamente criteriosa e seletiva na hora de comprar.

Entendo que uma roupinha infantil deve ter preço justo e qualidade na medida em que servirão para as crianças. Vale investir em um tênis que será usado diariamente na escola. Ele tem que ter qualidade para aguentar todos os passinhos, pulos e corridas de uma criança. Mas me lembro de precisar comprar uma camisa xadrez para a festa junina da Manu e imaginei que ela não usaria aquela peça muitas outras vezes. Comprei uma baratinha e nem tããããooo boa assim. Mas fiquei satisfeita.

As roupinhas mais arrumadinhas, para festinhas e ocasiões especiais acabam custando mais e acho que investir ou não é uma decisão pessoal da família. Mas o que eu acho complicado mesmo são as roupinhas do dia-a-dia. Tem que ter em boa quantidade. Porém, de tanto serem usadas, rasgam, furam, sujam, mancham e é aí que entra, para mim, a questão da qualidade x preço x tempo de uso.

Recebi de presente da fofa da Lú da TiTéTiS um casaquinho de plush para cada um dos meus filhos. Fiquei encantada com a qualidade, o bom gosto, o carinho e todos os detalhes. E ela me conquistou, afinal tem coisa mais prática e com cara de dia-a-dia do que um casaquinho de plush? Virei fã!! Fora que sou apoiadora master das mães empreendedoras, essa é uma causa que eu abraço mesmo!

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Para quem quiser saber mais, a própria Lú apresenta a TiTéTiS para vocês:

“TiTéTiS é uma confecção de roupas para bebês e crianças, que nasceu em outubro de 2012, mas as roupinhas já eram confeccionadas desde 1989, pela loja de uma grande amiga, mãe e empreendedora. Foi uma longa e feliz gestação, cercada do amor de diversas famílias consumidoras!

O resultado não poderia ser melhor, a TiTéTiS leva adiante um trabalho especial, com todo o afeto com o qual ele foi gerado. A marca ganhou uma nova mãe, novo nome, novas peças, nova forma de comercializar produtos, mas sem perder a qualidade que a fez chegar até aqui.

Nossa filosofia é carinho – presente na idealização dos modelos, na compra de tecidos e aviamentos, na maneira como as costureiras se dedicam ao atelier e, claro, na relação com as mães. Queremos que as consumidoras sintam este carinho, e vistam seus filhos com ele!

As compras são feitas através do site e podem ser enviadas para todo o Brasil. Porque também acreditamos que não tenha nada melhor do que receber carinho em casa…

Produzimos peças em Ribana Algodão e Ribana Poliviscose, além de Cotton, Plush e Moleton. Priorizamos peças básicas, que primam pelo conforto da criança: bodies, luvas, toucas, casacos, camisetas, cacharrel, calças, pantufas – tudo simples e confortável.

Uma curiosidade:

O nome TiTéTiS nasceu de um apelido carinhoso usado entre eu, meu marido, e minha filha. Todos “chicletes” uns com os outros, todos “titétis”. Quem tem filhos sabe: desde quando o bebê está na barriga, o carinho impera na rotina deliciosa do lar! A família passa a fazer tudo de uma forma muito mais delicada e afetuosa, a começar pela escolha do enxoval. É esse carinho que desejamos às crianças que vestem as peças da TiTéTiS sintam na pele; usando roupas básicas, práticas, lindas e confortáveis – confeccionadas para representar o colo de mãe! Acreditamos em um ‘vestir com carinho’! De verdade.”

Manuela, Joaquim e Pedro: charmosos e quentinhos de TiTéTiS:

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Esse post não é um publieditorial, é um “amiga indica”, ok?! Quem gostou pode conhecer a fanpage no Facebook e o blog da TiTéTiS.

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